quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Pausa autobiográfica.

Então soa estranho quando sinto um cheiro de um creme que eu usava naquela época. Lá em 2012.
Passou. 
E o som dos toques que eram também lá daqueles tempos que eu trocava mensagens com outras pessoas no whatsapp, que só ficaram naqueles tempos...
E as lembranças de quando morava sozinha...
Chegava em casa, tudo vazio...
Geladeira sem comida, dispensa também...
Sala sem móveis e, eu mesma vazia.
Era tudo tão legal! (...) só no começo.
Eu fazia tudo o que queria, sem limites, horários, ou reclamações.
..
Só que depois, era estranho.
Era ruim.
Triste.
Era como se eu me sentisse só na minha própria companhia.
Chorei por tantas noites... e no outro dia fingia que estava tudo bem.
Sorrisos fartos.
Como a pessoa mais feliz do mundo.
Tive que voltar a morar com meus pais, pra ver se algo começava a andar... afinal quase dois anos perdi nessa brincadeira de sair de casa atrás da minha liberdade.
Hoje sei que minha família quer meu melhor.
Só que, como explicar o fato de eu chegar em casa, e ainda me sentir só?
Ao menos já não sinto a solidão quando estou em minha companhia.
Já não tenho aquele medo de não arrumar mais um namorado...
Sim, queria. Mas o que fazer se aqui o mercado está escasso?
É complicado.
O que me entristece hoje, é só não entender algumas coisas da família, - da minha família. Sim eles querem meu bem. Mas onde eles estão quando eu não preciso deles? Pois quando eu preciso eles estão ali.
Mas e os almoços? Os cafés? Os programas de TV? Eu sempre estou ali. Eu me sinto uma ET. Será que eles pensam que agora eu falo outra língua?
Não sei explicar este sentimento de hoje.
Queria muito, mas não consigo.
Quero esfriar minha cabeça.
Quero dar um tempo e o mundo que me esqueça.
O barco agora está ao menos velejando.

Nenhum comentário:

Postar um comentário