quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Isso é grandioso.

É notável.
Digno.
É grandioso.
Afeição.
Tendência da alma para se apegar as coisas. Se apegar as pessoas.
Todos se esforçam para conseguir isso de alguém.
Atrair. Cativar. Seduzir. Agradar.
Ter ternura por alguém.
Querer o bem.
O que é isso, que todos dizem ser tão grandioso?
?
Isso gera afinidade. Correspondência entre dois corpos, pelas propriedades que os aproximam.
Atração entre duas pessoas, pela conformidade de sentimentos que as caracterizam.
Tendência natural de uma pessoa para com a outra.
Isso não é uma sensação psíquica. 
Isso é uma sensação natural.
Isso é o amor.
E o amor é grandioso.
Que todos possamos doar e receber esta grandiosidade.

Ardor.Entusiasmo&Paixão.


Conservar em algum lugar.
Permanecer em qualquer situação de espírito. Situar-se.
Continuar como é.
Calor intenso.
Amor excessivo.
Excitação da alma quando admira excessivamente alguém.
Paixão viva a olho nú.
Sentimento forte.
Movimento da alma.
Paixão.
Coisa que passa.
E passa.

Apresentar como bom.


 Garantir. Justificar e provar.
Abracadabra.
(...)
Virtudes mágicas.
Disposições firmes e habituais para o bem.
Qualidade moral e própria para produzir certos resultados.
Dê intensidade às cores.
Diminua a dureza da água.

Encontros.

Permanecer demoradamente em algum lugar.
Abarcando. Cingindo com os braços.
Abraçar. Abranger. Compreender. Conter em si. Dominar e subordinar,
Compreender com o pensamento. Entender.
Alcançar. Atingir.
Podemos sim querer tudo ao mesmo tempo.
Querer não é poder, mas tudo o que podemos é porque queremos.
Saciar nossa sede. Aprender.
Vamos nos afastar do caminho reto, correr nas curvas e ver o que nelas existe.
Desviar-nos das regras naturais.
Afastar-nos de qualquer característica do tipo ou das espécies do mesmo gênero.
Sermos um pouco mais esquisitos.
Vamos para um lugar livre.
Dar intervalo num serviço contínuo.
Achar uma saída. Há solução para tudo.
Vamos clarear pedaços do céu nublado, mas não temporariamente.
Ser francos e simples. Claros e serenos.
Acessíveis e sinceros.
Ser mais livres com nossas mentes.
Causar admiração.
Amadurecer ideias e planos do passado.
Deixar que aconteça o encontro de duas bocas, lábios molhados.
Lábios que se perderam, que se procuram há muitas vidas. 
Lábios que se acharam. 
E ficarão juntos.
Lábios apaixonados.
Amor.
Amor de verdade.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Rei dela

Foi zurzindo. Criticando com grande severidade e violência.
Magoou. Afligiu.
Mas ainda é o xodó. O xodó dela.
O namorado. Estima especial.
E Rei dela.
Ela já tinha algo projetado... Mas agora esta no arquivo morto...
Ela projetou um tabuleiro. Sessenta e quatro casas em que se fazem mover duas séries de dezesseis peças, de cores diferentes e de valores diversos.
Ela projetou um tabuleiro de xadrez.
Atacou o Rei. O chamado "xeque", incidente deste jogo.
O adversário perdeu a peça.
No projeto o adversário é a própria peça.
Foi um contratempo. Um perigo.
O Rei não pôde escapar. E ela deu fim ao jogo.
"Xeque-Mate".
Este projeto pode sair a qualquer momento do arquivo morto dela.
Mas por enquanto ele ainda é o rei dela.
E o arquivo morto, ficará fechado por um bom tempo (...) Mas o projeto está lá. Continuará sempre lá.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Não sou como você pensa.


Revelo coisas que me deixam tensa. 
Oposições internas, manifestações latentes.
Em uma realidade humana, que não se vê, está oculta, mas se sente. 
Minha realidade. Ter o ser. Ser o ser.
Viver, durar, permanecer, subsistir. 
Haver. Com êxito. 
Não sou como você pensa. 
Sou como a batuta, marco o compasso e o andamento da música, como a mesma sendo minha vida. Música e vida. 
Vida e música. Arte de combinar sons ao ouvido. 
Sons agradáveis. Harmoniosos. 
Vida. Suavidade, ternura, doçura, como a música. 
Sou musicista. Versada nestes assuntos. 
Exerço esta arte. Doença da musicomania. 
Tendência mórbida. Paixão pela música.
Canto vivo. Vivo canto. Narro histórias dos homens e do ambiente que me cerca. 
Formo. Emito com minha voz sons ritmados. 
Somente cantando que revelo outro eu... 
Outra realidade. Outros sonhos. 
Exprimo tudo por meio da arte, por meio da música. 
Quem não seduz com palavras meigas e tentadoras?
Somente com a música que traduzo, demonstro, manifesto.
Que me conheço como realmente sou. 
Não sou como você pensa.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Tenteentender.


Nascimento. 
Que sorte!
Oito meses se passam, dia de uma morte. 
Dois de novembro, finados. 
Dezenove de dezembro/93, aniversário de falecimento. 
Dois mil e onze, dezoito anos imaginando a voz,
a altura, os hábitos.
O jeito de assar a carne na churrasqueira e limpar os dentes com o palito.
Não sei! 
Não aconteceu! 
Não acontece! 

Saí.

 



Como um sonho, uma abalada. 
Corrida. 
Retirada. 
Partida súbita e inesperada. 
O inseguro instável. 
Enfraqueci-me. 
Perceba que estou mesmo perturbada. 
Causei abalo no que estava firme. 
Fiz tremer, sacudi. 
(...) (...) (...) 
Movi-me ao amor,
 À piedade, 
À simpatia. 
Desassossegada e inquieta. 
Despersuadida, causando agitação em todos ao meu redor. 
Essa é a tal da graça na vida. 
Na minha vida. 
Estimulo, impulsiono. 
Arremeto, ataco, avanço. 
Ando, caminho, corro. 
Estou indo. 
Veja minha partida. 
Estou saindo. Saí.

Surpresa.



Numa abaixadela. 
Rapidamente arriada. 
Eu estava abrandada,
Minorada, 
Suavizada.
Tomei raso, aplanei,
Nivelei,
Afundei,
Cedi,
Desci,
Assentei...
Mas não conti o impulso agressivo.
Apenas avistei uma joaninha vermelha com bolinhas pretas. Atração pela beleza.
Fascinação, encanto, enlevo...
Ela, ali,
Ser tão pequenino, paralisou-me o olhar.
Atraiu-me irresistivelmente,
Inseto deslumbrante.
Dominou minha atenção, minha mente
E meu interesse nas pequenas coisas com grande importância na vida.

O abafo.



Eu estava abafada. 
Coberta, 
Tapada. 
Num calor sufocante. 
Lugar mal ventilado. 
Contida. 
Reprimida. 
Depois de contrariada, 
Aflita.  
Agoniada, 
Mente extremamente ocupada. 
Estava amortecendo vibrações de sons,
 Num ambiente irrespirável. 
Asfixiada, 
Sufocada. 
Obstarei à combustão. 
Estou amortecida,
 Diminuída. 
Contida, 
Escondida num lugar escuro, porém, 
Ainda apareço com destaque. 
Dominando, 
Suplantando. 
Agasalhada. 
Ganhei todo o dinheiro que o banqueiro tinha. 
Sonho. 
Eu estava abafada.

Inexprimível.


Estão cozinhando pratos novos, não é apenas um grupo de amigas, com suas calças 
coloridas
chamando a atenção.
Por traz de tanta magia, fantasia e imaginação, 
existem sonhos realidades e pesadelos. 
Novos cortes de cabelos.
Imbróglia eu com tantas mudanças. 
Gerações novas se ridicularizando com novas danças.  
Não! Não é a adiposidade que tomou conta de mim. 
O sedentarismo? Ah! Esse talvez sim!
(...) 
Já se foi o tempo em que o velho era adorado. 
Nossas mães faziam bordado,
e os pais nos ensinavam a soltar pipa e peão.
Hoje, a realidade não está mais na nossa mão. 
Nossa vida, sem fronteiras, sem barreiras. 
A mídia nos dominando semanas inteiras. 
Não existe mais personalidade, e sim falta de humanidade,
isso é a ambigüidade. 
Nossos olhos, meus olhos, molhados. 
Cabeça erguida. Olhar pra frente 
e seguir a vida. 
Supra meus desejos. 
Siga-me.

It’s me.






Minha vida é um filme. Quem escreve o roteiro, sou eu, porém o elenco nem sempre é o mesmo.





Agora, apenas aqui.


Agora, apenas aqui.
Lendo um bom livro.
Ao som do trem a menos de 50 metros à minha direita...
O panorama, límpido como água cristalina.
 Mente limpa.
São 07h38min da manhã, e eu, agora, apenas aqui.
As páginas do livro se consomem mais rápido que os vagões do trem no horizonte,
Assim como a vida é passageira.
Passamos todos os dias pelos mesmos lugares,
Vemos aos arredores as mesmas caras,
Ouvimos as mesmas tosses,
Vemos e sentimos os mesmo sorrisos.
As rotinas, nunca mais foram inovadas.
E apenas num dia da semana,
Nunca se sabe o qual,
Há a surpresa da mudança:
Pessoas ficam paradas antes do trilho do trem,
Com o tédio estampado na cara,
Tal símbolo emblemático de perda de tempo na vida...
Paradas, esperando que o trem logo passe.
Ao passar, as mesmas caminham com a pressa sobrecarregada nos ombros.
E agora, eu, apenas aqui,
Já não mais lendo, e sim observando tais situações...
O panorama já não está mais limpo, por tanto tédio emblemado nestas pessoas.
Que não sabem que a vida é passageira, bem como o trem.
Que temos que aproveitar cada segundo dela,
Como se fosse o único.
O livro se fecha.
Os vagões terminam.
O som termina.
O silêncio consome o tempo.
O tempo consome o silêncio. 
E a inspiração, ela continua.
Num suspiro fundo,
E reticências para continuação,
Pois nada é para sempre,
O pra sempre,
É nada,
E o nada existe,
Por isso continuarei.
Vivemos no eterno,
Que não existe.
Tudo fictício.
Só os sonhos são eternos.
E quase nunca possíveis de se realizar.
O cheio está vazio.
O quente frio.
Minha alma não está seca, nem vazia.
Somente inexistente.
E eu, agora, apenas aqui. (...)

Sobressalto.

Numa noite de qualquer  verão,
Seguindo o velho caminho,
Só eu e minha solidão...
Noite a fora caminhando na escuridão...
De repente, um suspiro no susto desperta um pingo de esperança...
No meio de todo aquele nada,
Um casal de vaga-lumes pisca continuamente suas traseiras,
Brincam com toda aquela cor fosforescente,
Que brilha na obscuridade,
Sem calor nem combustão,
Só por natureza...
Já não houve mais naquela noite,
Naquele caminho,
A solidão,
O estar só,
O estar sozinho.
Eu e os vaga-lumes noite a fora.
Eu colocando em prática a realidade.
Sentindo diferentes palpitações.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

São todas do Renato.

-->
-->
Não estatize meus sentimentos.
A violência é tão fascinante,e nossas vidas são tão normais.
Andando nas ruas pensei que podia ouvir alguém me chamando, dizendo meu nome. (ilusão)
Já estou cheia de me sentir vazia.
Meu corpo é quente e estou sentindo frio.
O mais simples tem sim que ser visto como o mais importante.
Descobri que é só alguém que tem a cura pro meu vicio de insistir nessa saudade que eu sinto.
Quem me dera acreditar por um instante em tudo que existe e acreditar que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes.
Como é que você se sente?
Em vez de luz tem tiroteio no fim do túnel.
É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã.
Me apego facilmente ao que desperto o meu desejo.
Eu tinha uma idéia, e alguém mudou o plano, eu tinha um plano e alguém mudou de idéia.
Antes eu sonhava, agora já não durmo.
Você espera respostas que eu não tenho, mas não vou brigar por causa disso.
Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto.
Esse é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante.
A primeira vez foi sempre a última chance.
Eu só quero me divertir, esquecer desta noite, ter um lugar legal...
Comparamos nossa vidas, esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar.