terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Colorir




Manche de tinta colorida
 Todo este preto e branco.
Arranque esta solidão.
Faça a felicidade tomar conta, 
Por alguns segundos, eternos.
Faça a diferença.
Cante.
Sorria.
Chore de alegria.
Faça de toda a tinta colorida, 
Um grande motivo para continuar.
Deixe a alma de criança tomar conta, 
Por alguns segundos, eternos.
Fale coisas que queira ouvir.
Fale sem medo.
Tente amar.
Apenas tente.
Depois, ame, incondicionalmente.
Pinte o dia.
Fique feliz.
Deixe alguém te fazer feliz.
Faça alguém feliz.
Fique feliz,
Com alguém.





segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Artista

Sinto por toda a sinceridade
Não gosto destes olhos vermelhos, esta é a verdade.
Quando a química não existe,
Não entendo por que ainda há alguém que insiste.
Gosto deste jeito, sempre transparecendo alegria,
Vivendo a vida com a toda magia.
És artista,
Cordelista.
Versado em eras,
E feras.
Há alguém lá fora, agora,
Que lhe espera, e junta amor a todo instante,
E te amará como nunca antes.

Tão logo

Tão logo se pensa naquele olhar penetrante.
Naqueles fios lisos de cabelos, negros e brilhantes.
Naqueles detalhes... os quadros, o brinco.
Tão logo se pensa. Eu não minto.
O panorama, aqueles momentos.
Já não acontecia algo assim há tempos.
Tão logo se pensa na melodia silenciosa,
E numa certa luz negra tenebrosa.
O quarto. O carinho.
O não estar sozinho.
A satisfação.
A emoção.
Tão logo se pensa em todo o bom gosto musical.
E o jeito quase perfeito, transformando certa vida em vendaval.
Tão logo se pensa nos instrumentos, na voz e no tom.
Na alegria. No tirar sarro. Libriano com dom.
Tão logo se lembra dos olhos cravados.
Tão logo se sente medo de futuros olhos molhados.
Aquele velho galpão.
Toda aquela magia à escuridão.
Tão logo alguém sentimental,
Grava em sua mente um tutorial.
Tão logo, não se pensa numa futura caminhada,
Mas, apenas naqueles segundos de felicidade roubada.
Tão logo se pensa que muita coisa pode acontecer.
Condeno-me apenas a escrever.
Tão logo, tem-se muito a rabiscar no papel,
Mas, agora faz-se apenas desta mente um céu.
Um céu de imaginação.
Um céu de fantasias.
Um céu de emoção.
Futuras músicas e poesias.
Tão logo, talvez seja.
Tão logo, talvez seria.

Tragédia

Conflito.
Aquela instância maior causou tudo isso.
Instância sem explicação.
Esta tragédia, que era destino.
Obscuridade, pessoas tristes em toda a humanidade.
Sofrimento.
Drama.
Destinos perdidos.
Perdas.
Perdas fatais.
Passarão outros verões.
A vida segue.

Não sei ao certo

Desejei boa noite e vim deitar.
Pentear os cabelos e após descansar.
Talvez eu tenha vindo escrever,
Sobre aquele ser.
Sobre o ter e o ver.
Sobre o caminho escuro que fiz até chegar em casa.
Onde eu vi um vaga-lume,
Encontrei objetos perdidos.
Encantei-me com bolhas de sabão...
Pensei nos dias e noites que já passei...
Pensei em palavras para estes.
Pensei em palavras para versos para estes.
Pensei em palavras para versos para poemas para estes.
Para estes dias e noites que tenho passado.
E agora estou aqui.
Com este caderno velho.
Com esta caneta verde carregada de gliter numa mistura de cheiro de menta...
Com estes pensamentos bagunçados.
Tentando apenas crer nos próximos versos.
Que logo estarão no papel,
Mas, ainda estão na mente,
Deixarei pra depois.
Ouço os galhos das árvores, eles rebatem-se conforme o vento lá de fora.
E tu? O que ouves?
Sirenes de ambulâncias?
Gritos de crianças?
Buzinas de carros?
Agora o vento parou, ouço grilos e sapos-boi.
Esta é a minha diversão.
Meu canto.
Meu eu.
Eu.
Agora, pentearei os cabelos, e após, descansar.

Apenas isso

Tristeza de hoje.
Felicidade de ontem.
Ontem, era algo excepcional.
Emoção total.
Hoje, o estar só, sem ninguém ao lado.
Neste canto, sem tanto abalo.
Apenas isso.
A mesma coisa desde o início deste ano que corre.
Algo fica. Algo morre.
Apenas isso

sábado, 26 de janeiro de 2013

Assim, eu.

Olho pela janela,
Vejo todas estas árvores, 
Que coisa tão linda e bela.
Todo este verde que acalma,
Todos estes pássaros, que brincam com o vento, e transpassam a alma.
Todas estas nuvens, que formam lindos desenhos,
Sem nenhuma explicação, nem mesmo empenho.
Olhos pela janela, todos estes belos detalhes,
Agora, nem tudo me anima, assim como ímpares e pares.
Nem tudo traz aquela pequena alegria,
Quero viver este mundo que vejo da janela, com tua cia.
Me esforcei tanto em tudo.
Até nas unhas.
Até nos livros.
Até nas palavras.
Porque nada se tornou útil ou agradável?
Porque não mais encantou?
Isto não é algo comparável.
Isto é algo que alguém usou e abusou.
Assim,
Com defeitos,
Cheio de detalhes lindos e problemas que ainda têm jeito.
Assim, eu,
Sem aquela antiga magia.
Assim,
Como só você sabia.
Assim, eu,
Sem mais aquele brilho que era maior que purpurina,
Assim, bem assim, imagina.
Queria aposentar as palavras,
Os versos, poemas e músicas pensadas.
Assim, deste jeito,
Mas já está tudo cravado em mim, já está feito.
Assim, só assim.
Assim, eu,
Fim.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Eu queria, eu quero.




Eu queria,
Sair com você pra  ver o mar.
Eu queria,
Sair com você pra namorar.
Eu queria,
Sair com você pra namorar.
Eu queria...

Eu queria,
Por você me sentir amada.
... queria,
Com você passear de mãos dadas.
... queria,
Com você passear de mãos dadas.

Este final de semana, eu ficarei em casa
Desfazendo estas malas.
Desfazendo estas malas.....
Malas cheias de ilusão
Que até daria uma canção.

Eu queria,
Em público poder te beijar,
Queria com você ver o dia clarear.
Queria com você ver o dia clarear.
Eu queria,
Com você tomar banho de rio,
Ou então mesmo passear de navio.
Ou então mesmo passear de navio.

Eu queria,
Ser o motivo do teu sorriso,
Sorriso tão belo, que nele me abrigo.
Sorriso tão belo, que nele me abrigo.

Eu queria,
Não ser somente a tentação,
Tentação que gerou esta canção...
Tentação que gerou esta canção...



Eu queria,
Ser com você o ontem, o hoje e o sempre.
Queria ser o que está sempre em tua mente.
Queria ser o que está sempre em tua mente.
Eu queria,
No teu peito poder deitar,
Pra juntinhos a gente descansar...
Pra juntinhos a gente descansar...

Correr...
Sonhar...
Sorrir...
Beijar...
Andar...
Amar...
Ser feliz sem pressa pr'acabar.

Eu queria,
Estar com você agora lá fora,
Vivendo juntos nosso mundo sem demora...
Vivendo juntos nosso mundo sem demora...

Correr...
Sonhar...
Sorrir...
Beijar...
Andar...
Amar...
Ser feliz sem pressa p'acabar.

Eu queria.
Eu queria.
Eu quero.
Eu quero.
Eu queria.
Eu queria.
Eu quero.
Eu quero.

Então vem,
Meu bem.
Vem,
Meu bem.
Vem,
Meu bem,
Ser feliz como ninguém.
Ahammm.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Alguém.

Conheci alguém.
Alguém que me fez esquecer outro alguém.
Alguém que está aqui agora.
Até mesmo quando não está.
Alguém que me faz rir.
Alguém que é anormal.
Anormal como eu.
Alguém que sabe o que é bom na vida.
Alguém.
Alguém.

Serei

Vejo estes prédios.
Vejo estes morros.
E vejo este plano de fundo, todo azul sem nuvens.
Sinto este calor.
Irei tomar um banho de cachoeira com meu amor.
Quero me divertir.
Cantar.
Sorrir.
Quero sentir.
Quero sentir que sei te fazer sorrir, amar, e me sentir..
Serei a ausência do teu sono.
Serei o teu cansaço alegre presente.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Lá.

Desfruto com sedução.
Entrego-me com paixão.
Adoro a inteligência,
Assim como a intensidade,
Tenho minha inocência,
Mas nem tanta ingenuidade.
Lá eu te assombro.
Deito em teu ombro.
Temos a mente aberta.
Fazemos a coisa boa e certa.
Somos exploradores e amantes de artes.
Somos exploradores de cada uma de nossas partes.
Provaremos juntos tudo o que há abaixo do céu.
Com todo o amor e ternura,
Viveremos essa aventura,
De nossa casa futura, faremos um mausoléu.
Teremos sempre energia,
Variando com harmonia,
E nossos dias de alegria,
Sairão do papel um dia.
Temos o mesmo entretenimento,
Seremos um para o outro o sustento.
Temos o mesmo entretenimento,
E nisso somos artistas versados.
O forte de nossa arte é o acabamento.
Acabamento muito bem feito, dois seres encaixados.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Magalí

Ah Magalí, toda linda eu te vi!!!
Magalí,
Grande apetite.
Comento com muita rapidez,
Não sobra tempo nem para o convite,
Pois come tudo de uma vez.
Magalí,
Sente fome o tempo todo.
Mas não tenha vergonha Magalí,
És amada pelo povo.
Mulher com nome forte.
Menina de olhar fatal.
Exuberante de Sul a Norte.
Quase tão importante como o Natal.
Magalí, uma pérola.
Magalí, exagerada.
Cheia de energia.
Ocupada sempre
A mil pelo Brasil
A toda hora,
Com toda a gente
Ela está aqui e ali, agora, sempre presente.
Magalí, mascara princípios.
Sonhos de menina,
Corpo de mulher,
Mulher que alucina
E ai dela se souber!
Magalí, musa inspiradora, cantando conosco aquela canção.
“Quem sabe eu ainda sou uma garotinha”
Estava ela a gritar...
“Esperando o ônibus na escola, sozinha”,
Estava ela a se emocionar.
Sonhos de menina,
Desejos de mulher,
Mulher que alucina
E ai dela se souber.
Magalí, eu poderia passar horas, dias e semanas inteiras,
Rabiscando no papel,
Tudo o que és querida...
Tuas manias, como pensa e como faz...
Mas há coisas que devem ficar guardadas,
Para um dia, outra “meia prosa” rolar.
O que importa, é que agora sabes,
O quanto és amada, por mim, por todos que te cercam.
Jamais se sinta abandonada.
Meu Chuchu.
Sempre.
Da tua Anja,
Sempre.

Lá, lari, lá lá...

Muitos me julgam
Sem saber o que já passei.
Sem saber o que já sofri.
Sem saber o quanto já chorei,
Sonhei e sorri.
Muitos me julgam sem me conhecer.
Importo-me?
Ah, vão todos “se foder”
O que outros pensam...
Problemas deles.
Jamais deixarei que se apague minha alma de criança em momentos oportunos.
Jamais deixarei a seriedade de lado em momentos necessários.
Tenho quase 20 anos,
Pouca vida, de fato.
Garanto que com o pouco que vivi, muito aprendi.
Falem e pensem o que desejarem.
Mas como cita a Diva de sempre, vistam 36, que eu quero ver

Estou viva

Respiro.
Caminho.
Corro.
Choro.
Sorrio.
Estou viva.
Mascaro bem minha morte.
Morte da alma.
Estou morta.
Morta por dentro.
À procura de alguém que ressuscite.
Ressuscite o meu viver.
Reacenda o brilho dos meus olhos.
Acelere meu coração novamente.
Alguém que bombeie o sangue das veias.
Alguém que mostre que a vida pode ser colorida.
Mais uma vez.

Amei muito

Já amei muito, e tenho somente meus –quase- vinte anos.
Já depositei quase todas as minhas fichas nesse tal de amor.
Fui sempre eu mesma, de corpo e de alma.
Aquela alma que eu tinha, e que hoje está morta,
Podendo ressuscitar a qualquer instante.
Todos têm seus problemas.
Sendo jovens ainda, até não serem mais.
Amando, até o amor acabar.
Tentando, até desistir por cansaço.
Rindo, até chorar e doer a barriga.
Respirando até o último suspiro.
Já amei muito.
Amor que foi esmagado entre os dedos de outrem.
Amor que foi esfolado na parede.
Restou o amor próprio.
Este sim não acaba.
E é desta planta que brotará o outro amor.
O velho amor, que confunde a cabeça.

Novamente

Não quero me apaixonar
Para sofrer novamente.
Eu não quero 
Ter que aprender novamente.
Eu não quero cair
Para ter que levantar novamente.
Eu não quero.
Mas ao me olhar no espelho,
Paro e penso “fudeu já era".
“Fudeu, estou apaixonada.”
Novamente

Te julgo

Te julgo
Pelo que já passei na vida.
Pelo quanto fui usada.
Pelo quanto já sofri.
Te julgo
Hoje, o difícil é acreditar que possa existir alguém 
Alguém que valorize outro alguém por inteiro
Não apenas pelos detalhes carnais 
Eles apenas fazem parte do conjunto da obra
Te julgo por medo mesmo.
Pelo quanto já sofri.
Pelo quanto já fui usada.
Te julgo
É errado.
Mas é seguro.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Chuchu

Algo único.
Inconfundível.
Cada um com seu tamanho.
Cor.
Gosto.
Sabor.
Existe em todos os lugares.
Brota realmente do nada.
É encontrado em becos.
Esquinas.
Centros urbanos.
E no tão sossegado interior.
Chuchu
Algo único.
Encanta.
Seduz.
Chuchu
Aquele ser único lá no alto de seu pé.
Exclusivo.
Multiplicado em sua grande população
Ele é único.
Chuchu.
Um apelido de carinho.
Um apelido para seres únicos.
Inconfundíveis.
Com seus tamanhos.
Cores.
Gostos e sabores.
Seres encontrados do nada!
E que agora são tudo.
Seres encontrados em becos e esquinas.
Aqui na cidade e até lá no interior.
Seres que encantam.
Seduzem.
Seres únicos.
Chuchus
Meus Chuchus

Na realidade


Na realidade
Apareceste de repente,
Foi me conquistando aos poucos.
Tomou posse de minha mente.
Este teu jeito alegre
E sempre me fazendo rir.
Esta é a vida que segue
Amar, viver se sentir.
Na realidade
Apareceste de repente,
Proporcionando-me
Pequenos eternos segundos de felicidade.
Fazendo com que eu me sinta única em meio a esta humanidade.
Na realidade
Apareceste de repente,
Fez brotar o sorriso apagado
Fez suspirar dobrado.
E agora, o que fazer?
Encontrarei-te nos bares.
Nas lojas.
Nas ruas.
Na faculdade.
Na realidade,
Não fique só de repente,
Fique por perto
Em segundos eternos
Em segundos para sempre.

                                                                                                      -à D.B

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Verdades

E esse tempo todo
Me culpando.
Agora sei que nada fiz.
Ah, que felicidade.
É um peso que sai dos ombros.
Ano novo.
Tudo novo.
Cotidiano.
Mudanças.
Declarações.
Aperfeiçoamento.
Gente nova.
Lugares novos.
Preenchimento de vácuos.
Há alguém que me fortalece agora.
Até o coração já acelera.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Ontem



Ontem
Me vi perdida.
Em meio a casais.
Em meio a fumaça.
Em meio aquele morro, com casas distantes.
Com as luzes dos postes.
Em meio a todo aquele nada.
Mascarando outras mágoas e tristezas.
Assim.

Passei ali

Passei ali,
E não te vi.
Passei de novo,
Então sorri.
Perguntaram-me "Não o amas? Não o viu?"
Respondi, sim respondi.
"Guardei todo o amor que eu tinha.
A gaveta se fechou."
Não, não vi ninguém.
Passei ali,
E não te vi.
Meu coração não acelerou.
Passei ali,
E não te vi.
Não vi ninguém.
Eu - vi ninguém -
Passei ali
E percebi
Que não chorei,
E sim sorri.
Livrei-me.
Sorri.
De felicidade.

Domingo cedo

Eu tento muito
Segurar toda esta dor
Segurar estas lágrimas
Mas quando me vejo
Aqui sozinha
O que me vem
São lembranças
Então choro
Choro
Choro
Quase me afogo
E o choro já não faz passar.
Nada passa
Só o tempo
E nem tudo muda.
Acordar
Caminhar
Refletir
Sorrir
Mascarar.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Conjunto em poema

Não há de se ter tempo apenas para coisas insignificantes.
Sempre há de ser tempo para poesia. 
Ela está em todos e em tudo. 
Nestes seres que aqui escrevem, 
Ela está presente nas lágrimas,
Nos sorrisos, 
Nos sonhos,
Em toda mágoa que consome estes corpos.
Está presente até nos casais de vaga-lumes
Que sobrevoam as noites de verão nesta cidade
Piscando continuamente suas traseiras fosforescentes,
Sem calor nem combustão,
Em cantos e recantos jamais vistos antes.
A poesia é tudo.
Tudo que se vê e se sente.
Poesia eis minha vida
Poesia eis minha gratidão
Sou adepto aos sonhos
E faço de você uma canção
Poesia eis meu sonho
E do sonho o meu colchão
Escrevendo-a me encanto
Estremecendo o meu coração.
Poesia, não é sentimento.
Poesia não são apenas palavras
São palavras escondidas na escuridão.
Palavras nem sempre encontradas
Este poema,
Feito em tempos modernos,
Fora criado com meu mais novo cúmplice
De céus e infernos
De belos crimes e rabiscos em papel.
Obrigada Léo.

(Jaqueline Mélo & Leonardo Sasse)

Sempre



Sempre, sempre, sempre,
Lembrarei de ti,
Com todo o respeito, amor e carinho.
Com toda admiração.
Sempre, sempre, sempre,
Lembrarei de ti,
Quando ouvir esta música,
Assim como agora.
Aperte o play,
E se emocione, pois não há de se negar algo que é mascarado há tempos.
Sempre, sempre, sempre,
Lembrarei de ti,
Assim como depois.
Aquele depois que não é esperado, mas, que chegará.
Tens princípios que admiro.
Do nada ao tudo.
Cresceu na vida, conquistou o mundo.
E assim, ensinas todos a tua volta.
Obrigada Edgar Luiz Rodrigues!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Partes

Não sabemos ao certo, o que é certo.
Verdades absolutas inexistentes.
Panorama límpido.
Não sabemos ao certo, o que é certo.
O que é errado.
O que  será.
O que há de ser.
Lacunas serão preenchidas.
Serão.
...
Serão.

Direitos

Tenho direito de pequenos momentos de felicidade.
Tenho direito de desejar a continuidade desses pequenos momentos.
Tenho direito de conter certas palpitações.
Tenho direito de não verter mais lágrimas.
E ficar agoniada pelos cantos.
Direito de amar e ser amada.
Direito de ser valorizada.
Direito de sair sem pressa.
Sair e viver.
Cada momento, uma positividade oculta.
Cada instante, algo durável.
Durável somente naquela fração de segundos.
Somente.
Infelizmente.
Tenho direito de tomar uma banho e tentar esquecer.

Esquecer algo. Alguém. Ou até um perfume no pulso.
Tenho a obrigação de esquecer.
O porém, sempre presente...
Muitas coisas boas podem brotar.
Mas...
...
Vamos apenas, desejar.
Somente.
Infelizmente.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Resista à tristeza

Suje-se de felicidade.
De intimidade.
Lambuze-se com as mais belas risadas.
Não deixe que a derrota tome conta.
Controle cada pequeno passo.
Resista à tristeza.
Há muitos que fingem bem.
Não demonstre esta pessoa esgotada de verter lágrimas.
Esgotada de soluços e gemidos de dor por um vácuo no peito.
Esgotada de assuntos que já não valem.
Esgotada de pessoas que já se esgotaram também.
Não demonstre.
Resista à tristeza.
A vida seria tão boa se fosse como um filme de romance.
Acaba em 1h: 30min, e todos são felizes para sempre.
Resista à tristeza.
Leia livros.
Conte histórias.
Monte lego, sim, aquelas peças coloridas.
Solte a imaginação.
Deixe fluir coisas boas.
Esqueça o nó da mágoa que não te deixa viver em paz.
Do fracasso e da tristeza pode brotar um sentido na vida.
Estes restos de amor, agora se tornaram apenas dor.
Resista à tristeza.
Procure alguém que te traga uma palavra de conforto.
Gestos de conforto.
Carinho.
Alguém que te valorize pelo que é.

Plantar para colher

Tenho vivido de uma forma diferente da que quero.
De uma forma diferente da que preciso.
Ando por caminhos diferentes.
Conheço pessoas diferentes.
Conheço pessoas que não merecem meu sorriso.
E outras que até merecem meu carinho e amor.
Conheço lugares jamais frequentados.
Conheço uma pessoa ao olhar no espelho.
Conheço e já não a reconheço.
Uma pessoa que por trás de um olhar e de um belo sorriso
Carrega consigo muita mágoa e tristeza.
Uma pessoa vazia por dentro.
Uma pessoa que tinha um belo vaso.
Vaso que agora está em mil cacos pelo chão.
Uma pessoa vazia.
Uma pessoa que já não colhe bons frutos.
Mas colherá,
Colherá.

Serei poeta

O que eu quero é ser feliz.
Alguém para somar e não para diminuir.
De onde eu vim, não te importes.
Para onde iremos.
Para onde irei.
Serei feliz.
Serei eu mesma.
Serei a estudante.
Serei a advogada.
Serei a criança.
Serei poeta.
Serei o teu sorriso.
O brilho do teu olhar.
Quero o carinho.
Não mais o estar só.
O estar sozinho.
Pequenas partes de vidas que se cruzam.
Pequenas partes de uma vida que fica.
Que fica em mim.
Outra se vai.
Dois vizinhos que se alinham.
Duas ou até três horas de estranhezas.
De caminhos.
Estas palpitações estranhas e gostosas.
Serei poeta.
Até o fim.

Tempos

E este tempo todo
Sem saber a sensação
Sem saber colher da vida
O que ela tem para oferecer
Sem saber o quão colorido pode ser meu dia
Sem saber de nada
Vivia na mesmice
Era algo bom
Mas agora está guardado
A gaveta não se fechou
Ainda.
Pintarei em tela, todos os meus dias
Dias coloridos
Dias felizes
Ou até mascarados em certos momentos.
A solidão faz bem também.
Mas, tempos são tempos.

Coisas reais num início de 2013

As horas que aqui passo
Os dias
As noites
Estas incertezas
Este futuro sem rumo
Ou talvez tenha, mas nego
O destino brinca
O destino pinta em tela um futuro próximo colorido
Não importa de onde vim
Quem são meus pais e avós
O que importa é para onde irei
Aqui na cidade as coisas são diferentes
Há de se acordar cedo para ganhar a vida,
E não selar o cavalo e passear no campo,
Tomar o velho chimarrão em família
Cantar e ouvir a moda de viola
No interior tudo era tão bom e calmo
Sem problemas
Sem realidade
Havia inocência
Ainda há a dita,
Porém, ninguém mais quer ou sequer crê em pessoas inocentes
Em pessoas decentes
Há de se procurar alguém para somar
Alguém para preencher o vazio
Para oferecer ar aos pulmões
Sangue para correr nas veias
Alguém que ofereça a alma para ser amada
E que faça companhia
O carinho não faz mal à ninguém.