quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Eu Sou Nós.



O Sou dele
O Sou dela
Eu sou Nós,
Tanto nas Luas,
Quanto nos Sóis.
Eu Sou Nós.
Sou Nós,
A sós.
Agora eu faço,
Faço Nós,
Faço um laço.
Eu Sou Nós,
Eu Sou feroz.
Eu ouço a tua voz,
Ela fala como Nós.
Como Nós juntos seria,
Como Nós juntos caberia,
Um mundo de artes,
De artes no encarte,
Seria como Sou,
Seria como Nós,
Como Nós a sós.
O nosso mundo.
O nosso Nós.
Nós dois a sós.
A nossa música.
Eu Sou Nós.

Pedro Blu & Srta.Saber

Então…

Então…

O negócio é saber que nem tudo podes ter meu bem.
Luta, apenas isso..
O que for pra ser, será..
Seja um almoço, um par de calçados novos, um esmalte ou um batom vermelho.
Só não espere um amor.
Eles só nos deixam a tal da dor.

Espirrei nesta véspera de Natal!



E eu nunca sei ao certo o motivo de espirrar.
Acho que é este ar.
Esta maré, sabe?
Maré ruim, tô espirrando pras coisas ruins saírem mesmo baby!
Pode ser o perfume da vizinha, ou esta flor artificial aqui na minha mesa.
Enfim.
Atim.
Ninguém aqui fala saúde mais.
Até isso não desejam.
Imagina se eu falasse bom dia!
Bah!
As pessoas desta cidade, tendem a ser mal educadas.
Falta de sexo talvez, (com certeza)
Falta de amor.
Amor de pai e de mãe.
Adotem um cão.
Comam shot.
Parem com essas caras fechadas e rabugentas pelo amor!
A vida é bela, hoje é quarta, e é véspera de Natal!
"A ponte do Beira, virou um quebra-mola gigante baby."

Da série: Aqueles momentos

O trem à vapor



E esta falta de conhecimento.
E o medo do resultado ou não de alguma ação.
E se eu não te der razão.
E se eu não tiver razão?
E a dor no coração?
Esta que eu carrego há tempo, de um outro alguém,
Vai curá-la?
Vai tampá-la?
Cicatrizá-la?
E esta condição?
Qual será daqui pra frente?
Incerteza.
É toda esta dificuldade de não poder prever algo futuro.
É toda esta ansiedade.
Todo este desejo.
É tudo isso que angustia qualquer pessoa.
O medo de se entregar à um novo amor.
O medo de reviver toda uma dor.
Só te peço, por favor,
Coloque neste trem, todo o vapor.

Cansei



Uma sensação desagradável.
Um desconforto leve.
Algo que ao respirar, dói sabe?
Dói pelo vazio que é sentido.
E se alguém assoprar aqui neste vão, o assobio fará sons ritmados.
Será interessante.
Então farei uma linda canção,
Sobre toda estar dor que estou sentindo.
E é isto.
É apostar as últimas fichas no tal do amor, na tal da vida.
Após isso, o suicídio será o caminho.

Ele.


O meu grande problema,
Sempre foi ser boa assim.
Boa de mais.
Me dedicar demais.
Mesmo sem receber nada em troca.
Sempre plantei o bem.
Sempre colhi algumas pétalas e o resto da flor voava com o vento.
E não entendia.
Não entendia como alguém como eu, que sempre ofereceu coisas boas aos outros, não recebia isto também…
Agora, estou neste momento…
Colhendo algumas pétalas, da flor do amor que plantei esses tempos.
Colhendo aos poucos, e sem pressa.
A brisa está calma, e não derrubará esta flor.
Estou feliz,
E de mim, ele Cativou o meu melhor.
Até que enfim, encontrei alguém que me deu o valor que eu queria.
E depois de quase 21 anos, alguém conseguiu me surpreender.
Depois de tantas paixões roubadas, umas perdidas….
Ele apareceu em minha vida.
Quero que fique.
Ficarei também;
Muito,
Meu bem.

Aqui, neste lugar


Bilhões de pessoas juntas gritando por uma só causa.
E eu, aqui neste lugar,
Pensando no que virá daqui pra frente.
À minha volta tanta gente.
Uma mulher sentada no banco à pensar.
Um pouco mais à frente um pai balança no colo sua filha.
Logo atrás, os meninos andam de skate e se divertem.
À esquerda uma serradeira corta madeiras.
E eu, aqui neste lugar,..
Pensando no que será daqui pra frente.
Ao som de fogos agora também,
Poucos carros passando na rua.
Pessoas gritando "-A copa do mundo é nossa!"
Um forte vento faz balançar meus cabelos.
Pelo jeito ele traz chuva...
Melhor eu ir embora.

Confusa



Silêncio no quarto, nos quatro cantos.
Na mente, gritos de cantos, contos.
Lados,
Espaços,
Cheios de vazio.
Eu.
Ela.
Insônia.
Minha mente grita,
Suplica,
Por ajuda,
Pela morte,
Pelo fim de dores,
Pelo fim de mágoas.
Não sei se consigo.
Nem sei se quero.
Ser igual aos outros,
Seus padrões.
Eu não quero.
Quanto à lucidez alheia,
Prefiro minha loucura.

Eu hoje.



Eu to sem graça,
Sem vontade,
Sem nada.
O tempo passa,
E não há o que eu faça,
Que diminua esta possa,
No fundo deste poço,
Que eu acreditava ter saído.
Sem motivos,
Choro,
Esperneio,
E não há recreio,
Para as dores da minha vida.
Quero sempre estar de partida...
Gosto da solidão,
Evito pessoas,
Evito mágoas.
Estou segura,
Quando estou sozinha.

Uva-passa



Eu sou infeliz. 
Eu me faço, 
De traços,
Destroços,
De ossos,
Fracos.
Barrancos,
Barracos,
Barcos,
Em mares.
Marés altas de mágoas.
Navego em minhas lágrimas.
Lástimas.
Me afogo,
Nesta infelicidade,
Profunda,
No mundo,
Em mim,
Assim,
Vazia,
Até o fim.
Venho de dias,
De anos,
De um passado,
De uma mala,
Nas minhas costas,
Cheia de dor,
Cheia de ilusão.
Cheia de nada.
Não procuro um amor.
Não procuro amigos.
Só espero que tudo passe,
O tempo,
Os carros,
As pessoas nas ruas,
As uvas,
E enfim.




Dez de Dezembro



Dois anos hoje daquele dia.
Daquele Dez de Dezembro do tal de 2012.
Daquela briga.
Das minhas lágrimas.
Dos meus olhos furados,
E da tua traição.
Dois anos que passaram voando.
E pensar que era tudo tão certo.
Certo e bom demais para ser verdadeiro.
Mas sabe, tudo que passei foi um aprendizado.
Não tenho boas lembranças do passado,
Tudo que foi bom entre nós dois,
Apagastes quando fostes provar de outra qualquer uns anos depois.
Não tenho medo de outros amores.
Quem sabe eu até me apaixone novamente um dia.
Quem sabe eu até namore.
Quem sabe existam ainda algumas tardes de domingo acompanhadas.
Sabe, obrigada, tu fostes um mal.
Um mal que veio, ficou, me tirou o que eu tinha de mais precioso e passou.
Um mal necessário, só assim amadureci.
Hoje não sou mais aquela garota ingênua.
Este Dez de Dezembro, findo meus medos.
Estou abrindo minhas portas e janelas,
Enfim, Sr. Amor, seja bem vindo ao meu ser.
Apareça quando for verdadeiro.
Não irei te procurar.

Desenterrei



Vim revirar meus sentimentos,
Acabei desenterrando você.
Meu ser está machucado,
Com essas lembranças deste passado,
Que ainda não esqueci.
Dói bastante,
Saber que nada é como antes.
Não sei se consigo esperar,
A vida nos unir novamente.
Pode ser em um, ou dois anos talvez...
Pode demorar mais,
Eu só quero a velha paz,
Do teu amor todo pra mim.







Mr.Scotta

Vica!

Vica!
Senta aqui e fica...
Vamos desvendar os mistérios ocultos do mundo.
Vica,
Se eu pudesse eu tirava todas tuas mágoas,
Toda tua dor...
E eu sei bem, não é fácil amor,
Estas indecisões da vida.
Vica,
O tempo passou rápido, nem reparamos!
Parece que foram ontem as aulas de flauta,
As idas ao coral,
Os chumbinhos no chão do vizinho,
Ir no mercado e comprar geladinho!
Vica!
Doze anos dessa amizade,
Posso estar aqui ou noutra cidade,
Nunca mudaremos isso que construímos com tanto amor.
Vica,
Vamos tomar um café, ler uns artigos, fumar um cigarro...
Lembrar da nossa infância, tirar o maior sarro,
Vamos jogar DDR, vamos nos divertir.
Por trás destes teu olhos verdes azulados existe tanto mistério...
Te acho incrível,
Que orgulho em poder ter tua amizade!
Vica,
Eu quero que seja feliz, tão feliz que não possa quase respirar,
Eu quero contar contigo quando eu for subir no altar.
Vica,
Eu quero que um homem te encontre, te ame, te pegue no colo, te dê valor...
Quero ele te faça feliz, porque você merece.
Vica,
Eu quero você sempre bem. Sempre na minha vida...
Nós temos uma eternidade e além...
Vamos conquistar o mundo,
Vica...
Eu te amo tanto, bem lá no fundo!
Lá no fundo do meu coração,
Aí eu tive que fazer esta canção...

Hoje



Hoje está bem frio pra dormir sozinha.
Sozinha nesta cama.
Sozinha nesta cidade.
Não se vê ninguém por aqui.
Cidade vazia.
Casa vazia.
Corredores vazios que fazem eco.
Coração vazio.
Mente cheia.
Tristezas que transbordam.
Não há prazer em nada.
Nem mesmo em abrir os olhos

Poeminha

Eu te queria ao meu lado
Mesmo que mau humorado.
E estes teus olhos que pra mim são verdes e azuis,
Me diz quem é que você não seduz.
Eu adoro este som que a tua voz faz,
Nesta lembrança do amor,
Que é só você quem traz.
E toda a tua poesia,
Toda nossa música,
Todas as tuas manias,
E este sorriso, que é só você quem tem,
Vem pra cá logo vem!
E essa barba,
Tão ela,
Tão longe,
Que eu não posso tocar...
Mas o Senhor do Tempo,
Ele há de ajudar.
A vida é longa amor fiquei calmo,
Logo todo esse sabor, passará de palavras bonitas.
Este Poeminha que me pediu virou canção,
Vem cá me dá a mão,
Vamos passear,
Vamos amar a vida,
Como se não houvesse o amanhã,
Tanto tempo vai passar,
Estamos só á esperar,
Seremos sempre assim...
Longe ou perto,
Aqui ou num deserto,
Você junto à mim,
Desse jeito,
Com todos nossos defeitos,
Eu e você, nós.
E essa barba,
Tão ela,
Tão longe,
Que eu não posso tocar...
Mas o Senhor, do Tempo,
Ahhhh, ele há de ajudar.

Cura



Eu tenho o direito de escolher se quero continuar a viver.
A viver essa vida de merda.
De amores falsos.
De amigos falsos.
Não eu não quero.
Não me adapto à isso.
Não quero.
Não preciso.
Não irei.
Pôr fim as coisas difíceis,
Por caminhos fáceis.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O amor pela Terça-Feira

Era terça-feira, novembro, dia 02.
O ano de 2010 fora incrível para Luana, a cidade organizou-se bem em sua maioria de eventos.
Como qualquer dia normal, Luana levantou-se antes do horário, banhou-se, tomou um rápido café da manhã e fora rumo ao trabalho.
Mas não era um dia qualquer, era terça-feira, e como toda terça-feira, era um dia especial na cidade.
Luana amava toda e qualquer terça-feira.
Já sabia o cronograma, e então iniciou-se:
Como era cedo, decidira passear pelo calçadão do centro da cidade.
Viu novamente como tudo era horrível naquele horário matinal, todo o lixo misturado com as folhas das árvores caídas ao chão. Era tão cedo que nem os garis que limpam o local haviam chegado. Só havia uma única coisa positiva em toda esta situação, o silêncio. O silêncio numa cidade de 145 mil habitantes é raro.
Luana tinha um propósito para estar por ali tão cedo.
Ela queria ler um livro, queria aproveitar este momento de silêncio, para aguardar a surpresa de terça-feira.
Sentara num banco, iniciara sua leitura. Era um livro desses, onde o artista explica o porquê de suas mais belas canções.
O tempo passa, e as ruas começam a tomar forma, pessoas apressadas andando para todos os lados, procurando o rumo de seus trabalhos.
Após uns minutos, as páginas se consumiam rapidamente, e então, eis que chega a tão aguardada surpresa!
O trem!
A exatos 50 metros de distância de Luana, os vagões do trem passavam!
Os trilhos cortam alguns caminhos da cidade o que acaba impedindo a passagem de carros e o movimento de pedestres.
Luana adorava quando era dia de trem, portanto, era automático seu amor pelas terças-feiras.
O trem é passageiro, assim como a vida de todos.
Só nas terças as pessoas param, esquecem de seus compromissos, umas reclamam pois o trem as atrasa... Outras, como Luana, simplesmente aproveitam. Saem da monotonia, pensam de como a vida é passageira, portanto, deve ser aproveitada. Conseguem ver outras faces, outras pessoas reais, com outros tantos problemas reais. 
Classes distintas, mas que na passagem do trem tornam-se iguais, por estarem com o mesmo objetivo de querer chegar ao outro lado.
Algumas até arriscam um singelo "bom dia", desencadeando uma vida normal, onde pessoas normais se comunicam além de smartphones.
E então, os vagões terminam, Luana fecha o livro, e corre rumo ao trabalho, com a esperança de que aquela terça-feira tenha mudado os pensamentos de muitas pessoas que observaram os vagões do trem.



Insonia



Deitada desde as 19h de ontem,
Meu ser está cansado mas não adormece.
São 6h agora.
Os pássaros cantam a todo vapor ali fora.
Meus pensamentos me atormentam.
Eu sei bem que nada aqui faz sentido.
Sei que a única coisa exata é a dúvida.
Também não sei onde estás meu caro,
O que me resta é crer que habitas um lugar melhor que o meu.
Neste meu mundo de ilusões,
Habitas um céu durante o dia,
E nas noites, bem, sei que está por perto.
Me ajude a dormir.
Oh meu caro,
Porque partiste tão cedo?
Antes mesmo de eu dizer tudo o que ainda guardo...
Antes mesmo de eu dar o primeiro passo...
Falar a primeira palavra.
Se estivesse por aqui talvez poderia ser 'papai'.
Oh meu caro, não há explicação.
E talvez o Cassiano tenha razão.
O céu sequer existe.
Só há dor e mágoa em meu coração.
Porque pai?
Porque meu caro pai?
Estou farta de tantas dúvidas.
Estou farta há anos já.
E não há nada que eu possa fazer.
A não ser dizer,
Que nada faz mais sentido,
Sequer fez um dia.

Dois meses

Eu escolhi entre a ilusão e a realidade.
Já faz uns dois meses e bem,
Meu mundo de ilusões é bem mais divertido que muitos mundos reais.

Pequeno mundo

Hei de sonhar com o príncipe barbado.
Hei de esperar chuva de algodão doce colorido...
Hei de esperar o Papai Noel com meus biscoitos e leite no Natal.
No meu mundo de ilusões quem comanda sou eu...
Assim não há sofrimento.

Velejando



Um dia incomum,
Esse tal 02 de Novembro é sempre um mar de dor.
Sequer te vi este ano.
Sequer te visitei...
Sequer te vi em 21 anos.
Tantos planos, sonhos...
Expectativas.
Frustrações.
Sequer tenho certeza se me escuta.
Se escuta meu choro.
Minhas súplicas.
Eu realmente trilhei parte de um caminho errado,
Não há nada que eu possa fazer,
E ninguém vai sentar aqui na cama comigo e me explicar o porquê de tudo isso.
O porquê da tua partida.
Nunca findará a dor,
E ninguém irá suprir a falta do teu amor.
Pai, fique tranquilo.
Aliás sequer sei onde está como, posso desejar uma condição tua de estado emocional?
Não são mais dúvidas sobre o porquê de tudo,
São certezas de que nada mudará,
De que aquele dia não voltará.
E enfim, queria ao menos um dia,
Uma tarde que fosse,
Um almoço talvez.
Acho que Deus não é tão bom como dizem.
O que me resta é velejar o resto dos meus dias nesse meu mar de mágoas

Vozes


Talvez certos transtornos psicológicos,
Avizinharam-se sem que eu notasse,
Agora vejo, casas cheias, cabanas, condomínios residenciais,
Todos absurdamente cheios deles.
As atuais dificuldades contribuem para certos planos.
Planos já feitos, e nunca fatais, por simples medo ou fracasso.
As coisas perdem o sentido muito fácil.
E na hora, o que possuía fio perde o corte,
A dor é eternizada em poucos segundos.
Deve haver alguma outra saída que não seja tão dolorosa,
Ou até mesmo tão suja.
A vida deve mesmo ser vivida?
Estou só na minha própria companhia.
A solução de certos conflitos parece impossível,
Parece simples ilusão.
Só há uma fuga disso.
E todas as vozes que me atormentam,
Indicam só este caminho.

domingo, 26 de outubro de 2014

Mundo

Ele não escreveu aquela carta à ela.
Aliás alguém já escreveu algo à ela?
Não.
Ela sempre sentiu demais.
Sempre planejou demais.
E no fim, sempre sofreu demais.
Hoje afunda-se em filmes, vive naqueles romances de finais felizes,
É como uma autoflagelação, quando o filme acaba, ela percebe que nada é verdadeiro.
Se não são os filmes, bem, ela lê livros.
Devora páginas e páginas...
Envolve-se com os personagens, e de repente o livro termina, e com o fim  vem a crise existencial.
Fora tudo isso, ela dorme.
Sonha.
O mundo dos sonhos é perfeito.
Têm sido assim as últimas semanas.


sábado, 25 de outubro de 2014

Tranquilidade

E então, é sábado. Ah o sábado! Um sábado de calor, suor e pernilongos. 
Trato o sábado como qualquer outro dia. Gosto de ficar em casa, especialmente de pijamas... Esses de números maiores que deixam entrar um ventinho pelos cantos. Não acostumei mais com essa história de levantar cedo da cama, deixar meu travesseiro de pena aos prantos sem a minha cabeça pra aconchegar. Não vou pentear os cabelos, porque gosto deles assim naturais. Não preciso me maquiar, e bem, qual foi a última vez que me entupi dessas besteiras? Ah, sim, numa festa de casamento. Eu gosto de batom vermelho e delineador. Acho bonito. Sensual. O tal do sexy sem ser vulgar. Eu não sou o tipo de garota que vai colocar um vestidinho colado pra sair, ou um salto alto pra conquistar um cara. Eu usarei salto alto quando eu quiser, quase nunca. Gosto de me sentir a vontade, usar roupas e calçados que façam eu me sentir bem. Passei da fase de combinar cores e de me importar com o que os outros pensarão a meu respeito. Depois de um tempo a gente aprende que quanto menos nos importarmos com a opinião dos outros, somos mais felizes. E então estou aqui, numa boa. 
Eu posso fazer o que eu quiser. 
Posso ver filmes na TV por assinatura ou aqui mesmo no celular via youtube... Posso escolher um livro entre os tantos que estão ali aguardando a vez. Posso escrever poesias. Posso cantar e tocar meu ukulele. Posso apenas deitar e ouvir os sons ritmados que a roçadeira faz enquanto há alguém ali fora roçando o gramado.
O que importa é que estou sendo eu.
Eu, de pijama, satisfeita, na minha cama.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Tirando a roupa.

Sabe o que eu queria? 
Viver um Romance... Desses que a gente só vê em filmes. 
Queria casar... toda de branco na igreja... 
Queria alguém que me fizesse músicas... poesias. 
Alguém que declarasse o amor por mim. Que me mandasse flores sem avisar... que me desse presentinhos simples... pois o simples me atrai... 
Alguém que me escrevesse cartas... manuscritas, e que eu recebesse pelo correio. Queria isso. Alguém que deixasse de lado esse lance de postar fotos no facebook com legendas românticas, quero algo verdadeiro... 
Alguém que fizesse comigo o que com toda a certeza eu faria por ele. Eu sonho. Não faz mal à ninguém... 
Queria um cara que topasse transar em lugares inusitados e que não se importasse com o que eu falo sobre sexo na roda de amigos. Queria um cara que, porra, sentisse orgulho da mulher que tem do lado. Porque PORRA se eu fosse homem eu iria me querer todos os dias.
Eu me apaixonaria por mim todos os dias, só de me ouvir cantando cedo no chuveiro.
Te falo, eu preciso de um Romance. Por mais que eu finja que não, eu preciso. Só que... aqui não tem homem de verdade. 
Eu quero um homem que me entenda. Que sou uma artista e como tal problemática e louca. Um cara que entenda que como filha, tenho problemas intermináveis com minha mãe.
Entenda que nem sempre sou mulher. Que mesmo fogosa nem sempre quero fazer amor por completo...e tem vezes que o que eu quero é só deitar sob um peito e que meus cabelos sejam acariciados... Talvez a ausência de pai me faça sentir isso. Sentir segurança estando com um homem de verdade.
E bem... Quero alguém que não ligue se no natal eu coloco uns biscoitos com leite sob uma cadeira perto da minha cama... Eu sei que o tal do Noel não virá, mas o natal alimenta a esperança... e eu gosto disso. 
Eu não quero alguém que me molde e que reclame só porque tenho a mania de mexer o pé direito até dormir,  e também, o que importa se eu tenho estrelas que brilham coladas aqui no teto? Eu olho pra elas e... bem, é quase como no chuveiro... eu tomo decisões olhando pra elas... 
Foram experiências ruins que tive... e todos que riram de mim pelos biscoitos e pelas estrelas... me insultaram por cantar cedo e reclamaram por balançar o pé... bom, eles perderam. Eles PER-DE-RAM. .. eu tento, tento... tento mesmo. Mas quando eu desisto, bom, não há volta. 
Eles perderam... porque posso ter meus defeitos, mas sou alguém que eu gostaria de ter ao lado. 
E eu não mudarei. 
Ninguém tem que mudar por ninguém... 
Eu tenho 21 anos...As vezes 6, pelos sonhos... Na maioria 15, pelos desejos incontáveis da chegada do príncipe barbado...
E enfim, eu precisei tirar esta roupa de mulher bem resolvida e fria, pra ser eu mesma...

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Pausa para monólogo

Várias pessoas param e pensam: Bem, e agora?
O que eu faço de tão bom, coisas que eu mesmo me orgulharia do meu ser?
Não que eu não saiba fazer outra coisa...
Mas, poesia...Bem, a poesia é tudo pra mim.
Cada sentimento...
Bem melhor jogar as palavras sabe?
E então cada verso lido, ainda que não compreendido como verdadeiramente é, de alguma maneira é interpretado.
Queria poder escrever um romance, mas, pra isso eu deveria ter vivido um de verdade. Não?
Quem escreve um romance, já viveu realmente um?
Porque se não viveu, somente desejou, sonhou, cantou... bem, então eu também posso.
Mas as palavras jogadas ao ar, para a interpretação de diferentes mentes e olhos, é o que me atrai mesmo.
Poderia criar contos. É contos... Destes que as pessoas vão à padaria... Destes onde mulheres ricas sofrem de cleptomania.
Suspense? Bom, seria mais delicado, mas conseguiria também...
Poderia ser algum do tipo, ah, aquela senhora do calçadão é assassinada por não liberar o resultado correto do jogo do bicho.
Drama? Bom... não mesmo.
De sofrimento já basta o que eu vivo todos os dias.
Enfim...
Tudo isso eu faço na minha poesia.
Mas porque não né?
Por que não tentar...

Cara de pau.



Me poupe destas frases prontas para apenas desfrutar do meu corpo.
Me poupe desta cara de pau, desta voz e sotaque que até soa sensual.
Me poupe destes beijos calorosos.
Me poupe destes carinhos em meio a amassos.
Me poupe destas lembranças de apenas uma noite,
Ainda que prazerosa, me poupe.
Me poupe de ver teu ser.
Rever.
De ter.
De ter teu ser.
Me poupe de observar estes dentes separados,
Em meio a piadas sem graça de origem distinta a minha.
Me poupe de tudo isso.
Eu me pouparei,
Ainda que eu não queira querido,
Só não desejo que percas tua visão,
Para que todos os dias possa olhar no espelho esta tua cara de pau!
Me enojo de lembrar, que já havia depositado algo a mais além de simples desejos voluptuosos

À um ente querido.

Não foi a vida que me afastou, foi você.
Você iniciou um novo ciclo, do qual eu não faço parte.
Não preciso de quem não precisa de mim.
Não hesitarei...quando perguntarem eu direi que a escolha de perder minha amizade foi sua.
E eu? Eu sinto muito por você.

Há de chegar



Já senti falta demais.
Já senti suspiros 
Que não preencheram meu vazio.
Já senti frio no verão, 
Consequência das velhas tristezas amortalhadas 
Noutro lado da minha montanha de sentimentos.
Já senti muito
Por quem não sentia nada.
Já me joguei de cabeça 
Em pessoas mais vazias que eu.
Já desisti de mim tantas vezes 
E sempre sobrou um pouco de amor próprio 
Que me salvava.
Hoje vivo.
Aproveito os momentos.
São segundos eternos de
felicidade...
Eu sou feliz pra sempre nesses segundos.
Eu faço o que eu quero.
Eu sou o que eu quero.
E chegarei lá, bem longe...
Porque sonhar, ah, isso é muito bom.
Movimenta o mundo.
E só assim ele gira.
E gira.
Cedo ou tarde reencontramos algo ou alguém.
Cedo ou tarde conhecemos outros alguéns.
Outros *eu*
Outros *nós*
Cedo ou tarde alguém chega e soma.
Soma tanto que não haverá mais espaço na calculadora.
Há de chegar este dia...
E até lá, eu vivo cada momento.