sexta-feira, 25 de setembro de 2015

De ti

De ti
Não quero nada
Nada além
Do que já tenho.
De ti
Não posso querer nada
Nada além do que já tenho.
De ti
Não quero querer nada
Nada além do que já tenho,
Não quero me sentir frustrada
Pois o que sei
É que não sei
O que seria
Se não fosse.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O precipício

Até tento ser melhor
Mas não posso
Não consigo.
Tenho tudo que quero,
Mas não tenho
O que preciso.
E depois de um dia como hoje
Vencida pelo cansaço
Com um prêmio chamado sono,
Não consigo sequer dormir.
Então desabo
Como se eu mesma
Tivesse me empurrado
Nesse precipício,
E ele parece não ter fim.
Eu enchi um mar inteiro de lágrimas...
Eu perdi algo que não pode ser substituído.
Eu só queria você aqui,
Pai.

Já fui princesa




Foi bom ser princesa todos aqueles oito meses.
Feito toquinho-de-amarrar-bode:
Pequena e aconchegante nos teus braços.
Me senti inteira
Em cada segundo,
Eu não lembro, mas sei que foi assim.
E hoje
A vontade era só uma:
Não sentir tua ausência.
Como eu queria ter teu consolo,
Por cada vez que meu coração sangra.
Cada vez que alguém decide parti-lo, 

O que sobra sou eu
Sozinha
No mesmo quarto que você não pôde decorar.
Pisei na poça
Cai num num poço
Numa fossa
Inteira
De dor,
Não tenho forças pra sair...
E agora, mais do que nunca,
Seria bem legal ter um Pai por perto.
Não há onde buscar refúgio,
Ninguém entenderia,
Ninguém me ajudaria,
Nem enxugaria minhas lágrimas.
Eu não sou mais a princesa de ninguém.



Adios

Eu vivo o hoje.
Ele é distinto do ontem
E distante de um amanhã incerto.


Estou inerte

Talvez acreditar
Que há amor
Onde não há
Seja o grande erro
De todas as pessoas.
E então
As piores dores
Estão por vir.
E lágrimas,
E aquele vazio
Supostamente preenchido
É cavocado...
E vai se abrindo um novo ciclo
De sofrimento.
Temos a opção de ficarmos inertes
Cairmos num poço profundo de solidão
Escrevermos poesias 
Chorarmos e tudo o mais,
Mas,
Temos a opção de aprender com ela.
Na vida presenciamos de tudo,
Caímos,
Levantamos,
Amamos,
Sofremos...
E então, aprendemos com a dor.
Ela nos faz crescer.
Escolher o aprendizado
É uma opção difícil,
Que só os corajosos conseguem.



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Onde?

Mais uma vez
Me encontro perdida
Em meio à tua partida
Em meio à mim
Em meio às dores
Não queria mesmo
Ter que incomodar
Tua alma
Teu sossego
Só busco uma explicação
Para compreender
O porquê do vazio no meu coração
Não há consolo
A lei da vida
É dolorida
Nascer
Crescer
Envelhecer
E
Morrer
Mas e os que vão antes?
Antes do primeiro passo
Da primeira palavra
Antes de ensinar a andar de bicicleta...
Então
Pai
Como é que vai?
Como é que serão
As coisas
Agora?
Onde
Te encontro?
Onde
Posso ver-te?
Onde?
Quando?
...
Depois da morte
Não há nada!
Não me iludo
Com falsas crenças,
Aqui ninguém faz
Ninguém pensa...
Mas eu?
Eu lembro de ti,
Todo dia
Eu não perco
Esta mania
De crer que qualquer hora,
Hei de te encontrar por aí
Numa destas esquinas
Mas não na mesma
Que morrestes.


domingo, 20 de setembro de 2015

O agora é já

Não espere de mim
O que tens das outras
Eu não espero
Sou o que sou agora
Também não espero
Pra dizer o que hoje eu quero
Eu até assusto
Mas só os covardes
Não meço as palavras
Não tenha medo de ser amado
Eu não sou equilibrada
Mas quero mesmo estar ao teu lado
Eu grito sim
Eu choro também
E eu vou dizer “eu te amo”
Antes que você
Eu faço drama
Esses dramas de novela mexicana
Eu vou encher teu saco
Pela toalha molhada
Em cima da cama
Eu vou pegar no teu pé
E te tirar do sério
Também te tirar o sono
Te fazer pensar
E queimar neurônios
Vou te instigar
E vou te acalmar
Sempre que precisar
Eu não sou normal
Eu sou temperamental
Eu sou bipolar
Não sou
Eu sou
Não sou
Eu sou indecisa
Com cifras
Com roupas
Com as horas
Com tudo
Eu gosto do gosto
De comer banana com frango
E pão chimiado com margarina e açúcar
Eu explodo fácil
Mas ainda sou deboísta
Eu não fico com os braços cruzados
Gosto de resolver tudo pra todos
Eu planto
Eu colho
Não sou pela metade
Eu sou inteira comigo
E sempre me jogo de cabeça
Não tenho medo do perigo
E sempre que avistar a barraquinha de churros
Vou te fazer comprar um pra mim
Eu não sonego amor
Eu declaro pro mundo
Eu tinha uma casca
De ser resolvida com tudo
Eu também sou fraca
Eu também sofro
E você sabe
Porque me descascou
Eu vou te contar meu dia
Mesmo que você não pergunte
Vou falar com você todo dia
Mesmo que seja algo bem sem graça
Só pra mostrar que tô ali
Que lembrei de ti.
Eu não tenho medo de te perder
Nem de me perder
No labirinto deste amor
Não vou abafar nada
Nem o som
Nem o que sinto
O tempo é curto
Pra perder com a pessoa errada.
Eu não vou abafar nada
Nem o som
Nem o que sinto.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Cinzeiro de frustrações




A vida,
Num cigarro.
Um trago,
Expectativas.
Um pito,
Um riso,
Um choro,
Vai-se a fumaça,
Dançando pela madrugada.
No cinzeiro o que ficam,
São as expectativas frustradas
Foi dada a largada
Pra mais uma noite versada.
Ah, insônia, te hospedastes novamente?
Vou me livrando de sentimentos ruins,
Te colocando em algumas linhas simples.
O hoje,
Tão distinto do ontem,
Tão distante do amanhã...

O mundo dos Coiza









Era um mundo estranho, onde aqueles seres nada sentiam por seres distintos deles.

Eles não eram alienígenas, mas, quem não os conhecia, dizia que sim. Suas vidas duravam em torno de um milênio. Possuíam três olhos e quatro mãos. Sua linguagem era bem peculiar, só se comunicavam entre si, pois, não compreendiam línguas como a minha.

Eu os conhecia quase bem, os chamada de Coiza. Era uma família no mundo dos Coiza. Havia a Coiza Mãe, o Coiza Pai, e os dois filhos Coiza, o Coiza mais velho, com seus 250 anos, e o Coiza mais novo, com seus poucos 140. A tecnologia no mundo dos Coiza, não era somente avançada, eles a ingeriam para sobreviver. 

No momento das refeições, formavam uma roda, feito estas de chimarrão, e sob uma mesa estranha, ficava um tipo mais estranho ainda de bandeja, e sob ela, vários Smartphones, empilhados, em formato de panqueca. 

Degustavam aqueles moleculares, como se fossem coxinhas assadas de frango, em meio a troca de palavras que, aparentemente, pareciam legais. Eles até sorriam, e a Mãe Coiza era muito atenciosa e carinhosa com seus dois filhos Coiza. 

Ontem eu fui viajar pro mundo dos Coiza, eles não me compreendiam, sentei junto à roda na hora da refeição, porém, eles sequer se interessaram em tentar algum tipo de comunicação. Tudo era estranho, eles, conversando, felizes, - entre si. O que me salvou mesmo, foi a marmita que levei aqui do meu Mundo.

Foi uma refeição normal, comi, e voltei pro meu mundo.

Eles ficaram lá, sem mesmo notar minha partida.

Hoje no almoço, não foi diferente, levantei da cama, fui até a cozinha, a Mãe Coiza estava lá... Quando a vi, voltei pro meu mundo, aqui, meu quarto, cansada de viver nesse mundo dos Coiza, onde não há comunicação.

Ainda não encontrei explicação plausível pra isso.

Porque fui adotada por estas Coizas?


domingo, 6 de setembro de 2015

E eu sei que quando ele estiver sozinho, lembrará dela e de cada momento que estiveram juntos. 
Desde as boas risadas até cada suspiro de prazer. 
Talvez ele pensará nela com carinho, talvez ele até a deseje novamente, talvez seja tudo recíproco. Talvez não. 
E se ela sentir saudade?
E se ela não conseguir pensar em mais ninguém? 
Não há justificativa plausível, além de que, no ramo de construir este tipo de sonho, ela está entre as 10 melhores arquitetas do mundo.
Foi de corpo e alma.
Foi errado, mas, sincero.
Transparente.
Perfeito.
Fim.

Frases soltas

Era sábado,
Mas era como sexta,
Pois segunda,
Seria feriado.
Ela comeu algo industrializado,
Ele só tomou um red-bull.
Foram pro motel,
Ela
E o...
Garoto da ilha.
Eles,
Seus instrumentos,
Antes de tudo,
Um Sarau,
Um Sarau Sexual.
Eles
Suas piadas,
Antes de tudo,
Muitas risadas.
Antes de tudo,
No meio daquele todo,
Ouvia-se de tanto.
O telefone.
Gritos de prazer.
Gritos de humor.
O velho "toc-toc" na porta
As luzes que não funcionavam.
As rádios mescladas.
Foi naquele quarto.
Dois patinhos na lagoa.
Momentos de amor,
De prazer,
De humor,
Foi
Fim.

sábado, 5 de setembro de 2015

Pra nada

Eu poderia passar horas descrevendo aquele momento.
Eu poderia passar horas descrevendo aquelas horas.
Cada troca de olhar.
Cada beijo,
Cada carinho.
Cada gemido,
E cada risada.
Eu poderia,
Mas,
Pra que tirar a roupa de pessoa bem resolvida né?
Pra que demonstrar um dó maior onde só há um lá menor?
Pra que demostrar umas palpitações a mais?
Pra que mostrar um lado que já não existe tanto?
Pra nada.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Correria

Uma xícara de café, uma fatia de bolo de brigadeiro.
Dois homens na mesa do lado, conversando sobre moda.
Eu, no atraso.
O tempo corre.
Fim.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Mais um dia frio

Tudo parece tão estranho de repente,
Estes dois prédios aqui em frente,
E na rua, tanta gente...
Caminham com os passos rápidos,
Jogando no lixo cada segundo daquele minuto que não voltará mais.
Este céu nublado, que faz um fundo legal,
Este frio, esta chuva,
Nesta tela pintada do dia...
É mais um dia frio,
Onde as pessoas se recordam do final de semana passado.

Um garrancho que achei

Uma flor de verdade,
Plantada num vaso,
Diz-se natureza morta,
Mas agora o que importa,
É que ela enfeita o escritório.
São estes pensamentos aleatórios,
Este mar de sentimentos,
Mil e tantos pensamentos,
Em meio à estes versos,
Que de versos não têm nada.