terça-feira, 6 de agosto de 2013

Mais uma dose de felicidade


Viva cada segundo da tua vida, como se fosse o último.
Ame quem quiser.
Beije quem quiser.
Ria quando quiser.
Brinque. 
Pule.
Cante.
Dance.
Chore.
Morra de paixão,
Mas nunca em segredo.
Sinta aquele friozinho na barriga.
Ouça músicas que não te magoem.
Coma doces.
Compre churros quando avistar a barraquinha.
Visite lugares que nunca visitou.
Dê uma olá a quem nunca esperou.
Realize suas fantasias.
Sonhe acordado.
Grite alto.
Extrapole nas roupas.
Beba, não para ficar bêbado, mas para acompanhar os amigos.
Não sofra.
Não sofra por antecedência.
Não sofra por doença.
Não sofra por ninguém.
Fale o que deve ser dito, antes que seja tarde de mais.
Não há como prever quando esta brincadeira chamada VIDA vai acabar.
Comece namoros.
Termine namoros.
Faça novos amigos, sem esquecer os antigos.
Ajude caso alguém precisar.
De o braço se alguém precisar de um dedo.
Não lamente nada que não fez, corra atrás do tempo perdido.
Seja feliz e não fique somente desejando a felicidade.
Durma quando quiser.
Tome nescau e coma batatas fritas.
Chupe uma laranja, a vitamina C é sempre bem vinda.
Viva intensamente sua vida.
Vivemos todos neste mesmo mar turbulento chamado de VIDA.
Ela que nos enche de surpresas a casa momento.
É alguém que entra nela.
É alguém que sai dela.
É uma notícia estranha na TV.
É um capítulo engraçado de uma série.
É um capítulo muito bom do TWD.
Não há como prever quando chegará uma notícia ruim ou boa.
Um resultado de exame.
Um baque.
As vezes as coisas ruins acontecem, mas não restam dúvidas de que sempre alguém aprenderá com isso.
Deus escreve certo, em linhas tortas, no vapor sob o espelho do banheiro, na areia da praia, num caderno, numa agenda, na mão.
Ainda há tempo para todos.
Cada dia uma nova conquista por estar vivo,
Cada dia é mais próximo do fim.
A vida não é um filme de romance, que acaba com um "felizes para sempre" em 01h:30min.
O ''pra sempre'' nem existe.
Não levem a vida tão a sério.
Não se apegue a coisas materiais.
Nada se levará daqui, a não ser as coisas boas que sentimos.
Eu queria ter feito tanta coisa.
Eu quero fazer tanta coisa ainda.
Eu quero quantas doses de felicidade forem necessárias.
Eu quero alguém que me faça rir.
Se acredita tenta.
Se foi conquistado é porque tentou.
Se não foi conquistado, ao menos tentou.
Talvez nem era mesmo o correto.
Ao menos ninguém poderá afirmar que não tentei.
Antes de partir, eu quero ser feliz.
Eu quero morrer, morrer de felicidade.
Garçom, desce mais uma!
Mais uma dose de felicidade!

Como cheiro de carro novo


Em meio às cobertas,
Em meio ao frio,
Em meio ao nada...
Me encontrei no velho vazio.
Perdi sonhos, as palavras e a fala.
Já nem sei o que é aquele brilho no olhar,
Aquela coisa louca de se apaixonar.
Sei cantar.
Escrever.
Choro também, às vezes.
Choro também, todas as noites.
O velho medo impede que se tome um rumo.
O velho medo é a segurança de não cair naquele mundo.
Aquele cheiro de carro novo jamais retornou.

Ela está confusa.



Então, ela disse que seria melhor assim para ambos.
Ele disse que concordava, pois não estava feliz.
Agora ela, sozinha em seu quarto, 
O velho quarto de sempre,
Com seus objetos estranhos e engraçados,
Com seus ursos de pelúcia...
Seus instrumentos musicais...
Com seus livros...
Ela, ali, desolada.
Reflete que realmente fez tudo errado na vida.
Ao invés de aprender com o primeiro erro, ela continuou a errar.
Está certo, seres humanos erram, mas repetir os velhos erros, aí já é demais.
Ela começou da maneira certa, porém, hoje sabe que foi a maneira errada.
Ela chora.
Sente o arrependimento.
Arrependimento profundo.
Ela sente falta daquela vida,
Aquela, por dentro da barriga da mãe,
Onde não havia preocupação nenhuma.
Hoje, ela se sente outra pessoa.
Uma boa pessoa.
Uma pessoa melhor da que era antes.
Porém, ela ainda sente a falta daquela vida.
E se ela pudesse nela voltar, seria tudo diferente.
Ela estragou sua própria vida.
Agora ela chora, com ciência de que nada voltará
Cada lágrima que cai, é por esta dor enorme que a consome.
Ela não foi uma boa filha.
Não foi boa aluna.
Não foi boa namorada.
Não foi boa amiga.
Ela reconhece.
Reconhece todos os velhos erros.
Reconhece que não há mais como repará-los.
Ela sabe que só pode é fazer o bem daqui pra frente.
Ela não terá todos que ela quer consigo.
Sabe que será difícil.
Não sabe quando a dor passará.
Nem sequer sabe se passará.
Parece que nunca mais será feliz...
E ela reflete ainda mais...
Será que um dia ela foi realmente feliz?
Ela pode parecer, mas quem sabe,
Sabe bem, o quanto ela mascara.
Todos os anos de teatro na infância servem agora.
Ela precisa se encontrar.
Ela precisa sair, correr sem rumo.
Ela precisa fugir, fugir de si.
Mas já está perdida.
Fugida.
Sumida.
Ela precisa se encontrar.
Ela está confusa.
Ela precisa de alguém consigo também.
Ela precisa construir a vida.
Ela está confusa.

(maio de 2013)

A velha questão



Ela estava a se questionar,
Se para ele o tempo também passou,
Se talvez ele também mudou...
Se quem sabe dariam certos juntos novamente.
Aquele 17 de maio jamais sairá da sua mente.
Será tão natural como o ar que enche os pulmões.
Ela já nem sabe se conseguirá conter a saudade,
Meio ano já se passou e eles nem conversaram de verdade.
Ela mudou tanto.
Se olha no espelho e já não se reconhece.
Ela só queria voltar a fazer o que fazia,
Deixar sentir, como antes sentia.
E o espaço dele ainda está na cama dela.
Na mente.
No coração.
Ela ainda lembra aquela velha canção.
Outra noite que se vai.
Foi.
Passou.
Ela só estava a se questionar,
Afinal, são as perguntas que movem tudo.

A velha rotina



Ideias originais que surgem.
Fase conturbada, onde só alguns vencem.
Manter a cautela.
Seguir a velha rotina.
Só mais uma história que termina.
Excesso de individualismo.
Fase benéfica.
Aptidão para realizar tudo que estiver ao alcance.
Dar uma nova chance ao coração.

O Poder

Perceber como seria bom ter o Poder,
O Poder de superar uma dor,
O Poder de esquecer mágoas,
De esquecer um velho amor.
Como seria bom ter o Poder,
O Poder de reencontrar conforto onde antes só havia dor,
O Poder der esquecer aquele velho sabor.
Há muito para se refletir.
Seguir em frente...
Deixar que permaneçam os ensinamentos na mente.
Seria bom ter o Poder,
O Poder de não carregar velhos problemas,
O Poder de ter atitude,
A atitude essencial,
A atitude do desapego.

Sem perder a direção


Toda história é maior do que se pensa.
Toda história é menos do que se conta.
Algumas mal contadas.
Algumas ocultadas.
As verdadeiras verdades,
Não são nada além da velha felicidade.
Sem perder a direção,
Seguindo em frente, nesta história que não é ficção.
Deixar a chuva cair,
Sem ter motivos para deixar de sorrir.
Esquecer tudo aquilo que faz mal à mente,
Mal ao coração...
Cantar qualquer canção,
Seria o ideal para o momento,
Porém, ao invés disso, só me lamento,
Por ter feito tudo do jeito errado,
Sem deixar o desgosto de lado,
Sem esquecer o passado,
O velho mundo que meus sonhos persegue,
E me pergunto se a ainda consegue,
Consegue lembrar-se de nós naquele mar.
Lembrar das coisas boas faz toda esta dor passar.
Essa brisa que bem calma,
Transpassa minha alma...

Pare de olhar

Pare de olhar com esse olhar tão incomum, 
tão indiferente daquilo que era a gente.
Pare de olhar, com esse arrependimento.
Se eu, que sou eu, já nem mais me lamento.
Garoto, pare de olhar, o tempo não irá voltar.
Fez tudo o que fez, sem obrigação alguma.
Não foi jogo, não foi sorte nenhuma.
Tomou a decisão certa.
Agora estou aqui, de porta e janela aberta,
Esperando o amor bater, novamente...
Se é que me restou algum,
Comparado ao que eu era,
Me sinto incomum,
Você veio e ficou...
Você ficou e passou...
Passou,
E foi só isso,
Ainda bem...
Já não guardo mágoas,
Nem rancor,
Não guardo nada,
Já nem lembro o teu sabor...
A cor do teu cabelo,
Você veio pra estragar tudo.
Veio pra apagar meu brilho,
Agora estou oscilando...
Sofrendo,
Continuarei cantando,
Andando,
Correndo....
Pra onde o vento levar.
Seguirei sem rumo,
Assim mesmo,
Sou desse jeito...
Feita de defeito.
Vivendo apenas o hoje, com a certeza que o amanhã,
Pode nem aparecer...
Temos que viver o hoje, 
E o passado esquecer.
Temos que viver o hoje,
E o passado esquecer...
Esquecer.
.

Sentindo o velho firo

Sentindo o velho frio na barriga,
O velho aperto no peito.
Respirando fundo, tentando encher os pulmões de vida.
Sentindo o velho frio de sempre.
Já é inverno.
Um inverno frio e solitário.
Um inverno de noites longas.
De cama nova.
Cama grande, onde rola-se pra lá e pra cá.
Cama vazia.
Sentindo o velho frio de sempre.
Tomando meu café amargo e quente,
Numa xícara suja de vinho,
Este ser está muito mais que sozinho.
Sozinho de outros.
Sozinho de si.
Sentindo o velho frio,
Desejando que outrem preencha este vazio.
Desejando.
Deixando a vida de lado.
Sentindo o velho firo.

Oscilando

Encontrou-se sozinha no mesmo canto de sempre
A observar uma velha foto que tirou e que com carinho guardou. 
Logo relembrou daquela velha frase: "por onde andei enquanto você me procurava". 
Ela está passando mal. 
Coração na boca do estômago. 
Está perdida. 
Oscilando.

Não esconderei

Este jeito suspeito, alegre e espontâneo.
Gingado, corpo e olhar.
Jeito de se atirar.
Tanto tempo demorei,
Mas agora eu já sei.
O que faltava era você,
Pra completar o meu eu.
Só queria o sentimento,
Sinto que só me lamento.
Seria uma boa.
Uma boa história seria.
Com páginas coloridas,
Cheias de paixão e emoção,
Sem esquecer a razão.
É seu meu coração.
Chego perto, ele acelera.
Ouço tua voz, que me desespera...
Ouço tua voz, que me enlouquece,
Sinto que meu coração estremece.
Porque demorei tanto?
E o velho frio na barriga,
Curou aquela velha ferida.
Não esconderei mais esta paixão,
Viverei intensamente, com toda a emoção.

Meu eu no Homero



Sempre desejei um Beta.
Era um desejo bobo, de infância.
O chamaria de Homero.
Dito e feito.
Sempre desejei um Beta.
Um peixinho azul esverdeado.
O Homero.
O meu Homero.
Hoje eu o tenho.
Sempre desejei um Beta,
Mas nunca soube bem o porque.
Betas tendem a viver sozinhos,
Não precisam de mais ninguém para dividir sua leve vida,
De peixinho de aquário.
Sempre desejei um Beta.
Hoje eu sei bem o porquê.
Minha vida é feita um aquário.
Calma certos dias.
Turbulenta noutros.
Nada é fácil aqui.
A solidão é costumeira.
Minha vida é feita um aquário,
Transparente a quem vê.
Sou como um peixe Beta.
Vivo na minha individualidade.
O Beta não é feliz assim.
Eu converso com o Homero,
Com ele divido minhas mágoas.
O Beta não é feliz assim.
Eu também não.
Minha vida é feito um aquário.
Um círculo de vidro,
Cheio de pedras, e enfeites para demonstrar suposta felicidade.
Um círculo de vidro,
Que cai e quebra com facilidade.
Sempre desejei um Beta.
Hoje eu o tenho.
Tenho o meu Homero.
E lá no aquário me vejo.
Vejo meu eu no Homero.

Nada me derrubará

Vejo bem,
Pintei as unhas,
Respirei fundo,
Olhei a hora,
Estava tarde,
Tentei dormir
Nao consegui.
Vim escrever
Desliguei a tv
Pensei bem
Olhei pra minha mão...
Pintei as unhas.
Sinto uma dor forte,
Esse mal esta tomando conta
Penso aqui, em silêncio no barulho da minha mente,
Se minhas unhas ainda serão bonitas quando meus cabelos cairem.
Usarei belos lenços.
Nada me derrubará.
Nem doença,
Nem nada

Não há de se querer resolver tudo por impulso.
Há de se esquecer aquela coisa velha, aquilo que já foi expulso.
Há agora um novo estresse,
Como se ainda naqueles tempos eu estivesse.
Novas dedicações.
Algumas emoções.
Novos conhecimentos.
Melhores argumentos.
Outras pessoas, cores e sabores,
Nada de novos amores.
Imprevistos são propensos.
Este sentimento será suspenso,
Não fique tenso,
Pois é assim mesmo que penso.
Há de se ter cautela,
Sentir a brisa, abrir a janela,
Pintar uma nova vida em tela.
Há de se esclarecer pendências,
Não deixarei nada com reticências.
Pessoas que eram distantes,
Pessoas que se aproximam como antes.
Revelo planos,
Me engano.
Simplicidade,
Só ela há se prevalecer na humanidade.

Vestígios

O que pensaria se teu cheiro,
Já não sair mais do meu travesseiro?
Manifestações que evito, porém, já penso.
Não quero este sentimento.
É coisa passageira,
Que voará pra longe feito poeira.
Já não mais o verei,
Já nem sei como serei,
Não sei como será,
Talvez eu vá uns dias para lá,
Ou ainda voltes para cá.
E todas as aventuras,
Derrubarão minha armadura.
Lapidará meu coração?
Só depois de muita emoção.
Não creio em amores,
E não são meros dissabores.
Não creio em paixões,
Elas cegam nossas visões.
Nos fazem suspirar por nada,
Eu prefiro continuar armada.
Prefiro a individualidade,
Do que viver esta suposta realidade.
Do novo eu tenho medo,
Prefiro pular fora já cedo.
E depois, o velho arrependimento,
Então, só me lamento.
Quem te traz e te leva é o vento,
Deixo tudo com o tempo.
Aqui, espero calma, e sento.