sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

O ralo do banheiro
Não é páreo
Para os pedaços
De mim
que sobraram.
Quando lembro dele
Não sinto nada...
E deste nada sempre sai alguma coisa.
Verte de algum lugar do meu corpo,
Que eu nem sabia que existia.
Um dia alguém vai ouvir minhas músicas tristes,
e chorar tanto quanto estou chorando compondo.

A morte



Passamento,
Processo irreversível,
Coisa natural,
Irreparável,
Desejada por uns,
Temida por outros.


Afinal o que é a morte?
Rita dizia que não é mais do que mais um a menos,
E é isso mesmo.
A morte caracteriza um processo natural da nossa vida.

Ninguém tem certeza de nada.
Para uns, há vida após a morte,
Para outros há um céu belo e formoso,
Onde nossa casinha está construída com base nas coisas que fizemos aqui em baixo.
Para outros também, morremos e nossa alma reencarna em outro corpo...

Ninguém tem certeza de nada.
A única certeza mesmo,
É a morte.
E ela é sentida por muitos que ficam.
A ausência física de alguém que amamos
Dói
E muito.

Dói...
São vinte e dois anos...
Foram oito meses apenas,
O que é tempo suficiente
Para sentir saudades o resto da vida,
São vinte e dois anos Pai.

Sempre há uma cadeira sobrando por aqui.
A única certeza mesmo,
É a morte.
Talvez sejam as últimas lágrimas,
É como se o mundo girasse,
E teu corpo inerte
A arte
No fundo
Do fundo
Do poço.
É como se o vento soprasse
No vazio do teu peito,
E emitisse uns sons ritmados,
Compondo a canção,
Mais triste
E linda
De um fim.
É como se fosse
Os outros
O mundo
Ela
e
Ela.
Talvez seja mesmo
A própria escravidão.
Escolhas árduas,
E o tempo não passa,
Só passam mesmo,
Os segundos felizes.
Sou pequena demais,
Pra me aquecer sozinha,
E dos meus poros,
Transborda inspiração.
Sou pequena demais,
Me sinto desprotegida,
Eu só quero um fim de domingo
Com um beijo na testa.
Sou pequena demais,
Me segure, me preteja...

Segure minha mão,
Apareça,
Pra ficar.

Aquela esquina



Talvez se você estivesse aqui
Quando tudo estava desmoronando
Seria diferente,
Ah mas se bem me lembro
Foi você que fez tudo desmoronar...
Então, deixa pra lá.
Eu odeio mesmo ficar olhando
Para aquela porcaria de esquina
A mesma esquina de todas as canções
A mesma porcaria de esquina
Eu odeio esta esquina
Eu vou me mudar daqui
Eu preciso de outras esquinas
Eu preciso de outro amor
Pra preencher essa porcaria de buraco que você deixou
Eu preciso de outras esquinas
De outros eus
De outros nós
Eu odeio aquela esquina
Eu odeio quando toca Tame Impala nos meus fones
Sabe? Aquela versão acústica do Artic Monkeys.
E eu estou olhando para aquela esquina idiota.

Eu odeio tudo que me lembra você.
É como se o dia fosse curto
E as noites eternas.
Os sorrisos fartos de tão falsos
E as lágrimas tão salgadas quanto o mar.
Desistir de si,
Nunca é o caminho,
Afinal quem não chora?
Quando a noite parecer eterna,
Eu vou lembrar de todas as coisas boas

Que me trouxeram até aqui.

Sempre assim

Foi só um teste
Não se preocupe
Eu só queria ter certeza
Se eu ainda poderia suportar esta dor,
E eu posso.

Parece que você me esfaqueou,
Comeu coraçãozinho no almoço,
E sobrou pro jantar,
Mas eu ainda posso suportar esta dor.

É sempre assim,
Flores e amores,
Chocolates na ilha da Baurete...
E no final, você inteiro,
E eu, viro vento,
Brisa boa pra balançar os cabelos
De qualquer outra garota iludida por aí.

Uma canção de Natal



Quantos passos devem ser dados
Para juntar todos estes cacos?
Eu só esperava que depois daquela esquina,
Você aparecesse com uma bermuda velha e uma camisa de ficar em casa.
Eu só esperava que o destino me dissesse que você finalmente veio pra ficar.


Estou andando naquela rua agora,
Aquela que te mostrei, no nosso último passeio,
Ela não perece ter tanta graça hoje.
Eu só esperava que o destino me dissesse que você finalmente veio pra ficar.

Me sinto tão sozinha,
As horas parecem não passar nunca!
Olho ao celular, nenhuma mensagem sua,
Talvez seja hora de eu te deixar ir.
Eu só esperava que o destino me dissesse que você finalmente veio pra ficar.

As vezes não basta,
Só um amar.
O caminho é longo
E eu preciso seguir querido.
Com ou sem você.
Eu sei que o destino finalmente chegou,
E depois daquela esquina,
Alguém espera por todo o meu amor.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Sou rara, obrigada de nada.


É sexta, acordei cedo, peguei os óculos no armário...
Pensei em dar uma passada aqui, pra sair um pouco da linha de palavras soltas, versos sem rima, poesias –mimimi–, textos, e tudo aquilo que verte de um lado doce meu que eu ainda não comi inteiro.
 
Bom...
O fato é que, pra quem me conhece, não é novidade eu ser uma pessoa distinta de tantas outras.
Ser o padrão que as pessoas estão acostumadas não possui a menor graça.
Meninas boazinhas são chatas, estão acostumadas com o café na cama, com o cavalheirismo abrindo a porta do carro, com tudo "mastigadinho" na boquinha...
Eu sou independente de pessoas. Saio sozinha – e isso é ótimo quando há apenas uma cadeira sobrando na primeira fila do teatro.
Tomo minhas próprias atitudes, se gosto de um belo rapaz e ele demora dias pra compreender, eu mesma faço questão de expor a parada toda...
Se eu quiser transar, eu vou dizer. Se eu quiser dormir, eu vou dizer. Eu vou dizer o que eu quiser, não importe o momento ou a ocasião, serei sempre eu mesma.
Serei eu mesma em casa, com minha família. Na faculdade serei eu mesma, no trabalho, e em tudo. Nunca me importei com a opinião dos outros, com o julgamento dos outros... Enquanto as pessoas gastam seu precioso tempo me julgando, eu gasto o meu vivendo. Afinal, o que há de mais importante do que viver intensamente cada minuto da própria vida?
E então, sobre tomar atitudes num mundo machista como o nosso – sim, não generalizando, mas, a maioria dos homens é SIM machista – não é fácil.
Ele até vai achar legal “OH! GURIA DE ATITUDE...”
Mas depois, como sempre, ele vai se mostrar o quão covarde é.
Não vai saber como lidar comigo, vai se perder dentro do meu mundo estranho e sem padrão.
E então, ele vai desistir. – e isso eu já sei, eu sempre sei.
E sim, sinto muito, mas não conheci nenhum homem até agora que não tenha sido covarde nesse sentido.
Fique tranqüilo, nem sempre é você que deve tomar as atitudes, EU MESMA sei o que é melhor pra mim...
Mas sabe, não tenham medo de mim, eu não sou nenhum monstro. Sou de carne e osso e SIM, também tenho sentimentos, como todos ao meu redor.
Eu sou a pessoa que eu gostaria de ter ao meu lado, sinta-se sortudo se estiver na minha vida, porque pessoa como eu, não se acha em qualquer lugar.
Sou rara, obrigada de nada.
 
 
 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Dormindo

Ao dormir
Muito
Muito mais que deveria
Acorda mais cansada
Da vida
E de tudo
Ao dormir
Muito
Como se morta estivesse
Sem sentir
O gosto
Sem sentir
O toque
Ao dormir muito
E o perigo
Do pó
Grudado aos calçados
Perigo evidente
Dor latente.

Talvez amanhã







Talvez amanhã
Eu aja mais rápido,
Talvez eu olhe para o sol
Caso ele venha,
Talvez eu olhe e sinta
Seu calor natural.
Talvez amanhã,
Eu aja mais rápido,
Talvez eu te veja uma terceira vez,
Pessoalmente.
Talvez amanhã,
Eu aja mais rápido,
Talvez eu te alcance,
E até te fale,
Qualquer coisa besta,
Só pra ver como tua voz soaria.
Talvez amanhã,
Eu aja mais rápido,
Talvez te guarde numa caixinha,
Num embrulho de presente,
Junto ao fundo do meu peito.
Talvez amanhã,
Eu aja mais rápido,
Talvez eu seja mais forte,
Talvez eu seja um outro eu,
Talvez o amanhã não exista,
Então eu não hesito,
Em te falar tudo hoje.

Hey Cara

Como algo que era pra ser
Foi
Mas não na hora
Foi depois
Tão cômico
Quanto as quatro estações diárias na nossa cidade.

Importante

E então eu sinto falta de tudo o que não fostes.
Eu sinto falta de tudo o que não podes ser.
Eu sinto falta de tudo que eu poderia ter sido.
E aos poucos, teus poucos traços eu esqueço.
E aos poucos, tua presença se apaga,
Como uma velha canção que saiu da moda.
Quantas canções eu poderia ter ouvido antes de dormir?
Quantas coisas legais poderíamos ter feito?
Tu não lembras, nem eu.
Eu sinto falta,
Da falta da tua ausência.
Tua grandiosa ausência,
Ela transborda em minha taça.
E já nem choro sob teu túmulo.
Já não te vejo nos sonhos.
Já não vejo tuas fotos.
Já nem sei se realmente existiu.
Então eu me pergunto,
Então eu me respondo,
Um pai é importante.
A ausência de um é bem mais.

Como é?






Ela não foi avisada,
Da tua ausência eterna.
É hora de acordar garota,
Agora já crescestes,
Já podes seguir tranquila e sozinha,

Que
Seguiu sozinha até agora.
Ninguém compreenderá,
As ironias de cada verso.
Mas aí de cima,
Como é?
Como é estar acima das nuvens?
Como é?
Eu só sei
Como é
Ser filha
E não ter Pai.

Aprenda

Venha no meio da noite,
Perturbar meu sono.
Apareça novamente nos meus sonhos.
Eu vejo a solidão.
Eu sinto a solidão.
Ela fica dentro de mim,
Me cutucando o tempo todo.
Ela zomba de mim pelas costas,
Ela disse que tudo isso é castigo,

-não era pra você ter Pai, aprenda a viver sozinha.

Esta cor






Em silêncio
Chorei
Por dentro
E ninguém viu,
Nem ouviu.
Todos assistem,
Meu mundo mudar de cores,
E ninguém fala nada.
No espelho
Eu vejo a sombra
De algo que já foi um sorriso,
Transpassada pela cor da dúvida.

Partir


Quem quer o que sobrou
Deste coração?
Quem precisaria disso?
Por favor,
Não use o que restou caso não precise,
Sabes que o que sobrou foi pouco.
Pegue este pouco,
E remende pra mim.
Já não consigo sozinha.
E então, os remendos de um coração partido,
Me farão partir,
Contigo ao meu lado.

Porquê você teve que ir tão cedo?

Eu fiz uma música de três notas pra você.
Eu só queria expressar,
Que eu ainda penso muito em você.
É muito mesmo,
Como todo dia antes de dormir.
Então eu penso, porque você teve que tão cedo ir?
Eu queria saber como é o tom da tua risada.
E qual a sequência mais fudida da tua gargalhada.
Eu sei que você era tão lindo, tinha a arcada perfeita.
Os dentes tão branquinhos, sem precisar de clareamento.
Eu sei que você conquistava todas as meninas do bairro.
E eu queria te dizer que eu também gosto de jogar um truco.
E nessa música de três notas eu queria dizer: Pai eu te amo.
Eu não entendo porque a vida teve que te levar tão cedo...
Eu não entendo porque a vida teve que te levar tão cedo...
Eu também não entendo porquê você torcia pro flamengo!
E eu fico pensando se você fazia aqueles churrascos.
Ah Pai, como eu queria um colo seu.
Como eu queria que você estivesse quando aquele babaca me traiu.
Como eu queria que você estivesse aqui quando eu cai de bicicleta.
Mas eu sei que agora você está aí se divertindo no céu...
E até dando carinho pra Lupita...
Eu tenho fé que um dia a gente vai se encontrar...
Eu tenho fé que um dia a gente vai se encontrar...
E eu vou te tocar
E eu vou te sentir
Pai.
E eu vou sentir o calor dos teus braços, entre mil abraços.
E é nesse improviso de três notas que eu digo que eu te amo.
Pai, porque você teve que ir tão cedo?
Antes mesmo de eu dar o primeiro passo...
Quem vai me dizer o que eu devo fazer agora?
Pai, porque você teve que ir tão cedo?
Pai, porque você teve que ir tão cedo?

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Fossa

Já fui flor
E de pétala por pétala,
Me arrancaram o amor.
Fui bem me quer,
Fui mal me quer.
Fui despedaçada.
Passei meses,
Gastando meu tempo,
Apertando no replay.
Como um ciclo vicioso,
Voltei sempre ao mesmo lugar,
Vivi sempre o mesmo filme,
Talvez eu tenha sido,
Mais machucada do que deveria,
Mas agora,
Com uma dose de coragem,
Me vejo em outra cena.
Aprendi a nadar nessa fossa
Que até então eu me afogava.

Meu caro



Meu caro,
Certamente, nunca fui boa em vidas de apenas uma noite.
Sinto em lhe dizer, posso aparentar ser forte, mas, não sou.
Sou uma simples meio-garota-meio-mulher que precisa tanto do amor como do amar.
A vida nunca vai de acordo com o plano desenhado num papel de caderno do ensino fundamental.
Perdi o auto-controle, e sei que, mesmo tendo-o, não mudaria absolutamente nada.
Notei em todo este tempo, o quão longe consigo ir.
Longe de tudo, de todos e de mim.
Longe das coisas que antes eram tão próximas.
Notei que consigo olhar pra trás, e respirar normalmente.
Notei que já posso dar um passo a frente e em outro lugar, jogar ao acaso e tentar a sorte, mais uma vez.
Meu caro,
Te desejo o melhor.
Perdoe-me por talvez não ter sido tão boa o quanto desejastes.
Eu te perdoo por não notares o quão boa fui, em cada milésimo de segundos.
Meu caro,
Já é hora de tocarmos nossas vidas de acordo com a cifra que quisermos.
Talvez eu não devesse tocar neste assunto, mas, é por tudo isso que estou te deixando ir.



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Já sentiu o vazio do vazio?
Como se estivesse dentro de um poço,
Ou uma fossa,
Que cobre todo teu corpo, 
E do lado de fora,
Está tão somente teu nariz.
Respirar te mantém vivo.

Saia daqui Zil


Crer
e
Sendo
e
Crescendo
Vi
Vendo
e Sobre
Vi
Vendo
O
Vazio
Do

Zil
Me desprendi
Do que já não faz sentido.
Aprendi
Que fico bem melhor comigo.
Resolvi
Ser meu próprio abrigo.
Morta numa cama,
Na minha cama,
Me despeço,
Me desfaço,
De tudo que já fiz,
De tudo que já fui,
Adeus.

GTA

E se pudéssemos
Roubar carros,
Matar pessoas,
E se morrêssemos
Voltássemos pro começo...
Vida real feito um GTA
Como seria bom.
Não será tarde 
Pra dizer que sim
Pra tentar de novo
Pra não deixar morrer 
O que ambos sentimos.
Lembranças evidentes,
Dores latentes.
Fiquei sem entender nada,
As coisas perderam o sentido.
A vida ficou nublada.
A primavera é sem flor,
Sem cor,
Sem amor.
Nunca é tarde para amar, nunca é tarde para o amor... E mesmo sem eles, a poesia também está na dor.
sou o hotel 5 estrelas que a depressão vive hospedada
eu
me perdi
de mim
e não 
tô afim
de fazer
nada
nem levantar
da cama
nem fazer
os lances
da facul
A verdade
Só dói
Para os
Fracos.
Sofrer não muda nada,
Não sofrer muda tudo.
Eu fui pontuação 
De competição 
Não teve amor 
Não teve paixão 
Mania tola de mulher 
De não saber lidar
Com o desconhecido

As dores

Há dores
Por amores
Dissabores
Há dores que machucam
Que apagam as cores
E fazem uma primavera
Sem flores.
Há dores que matam
Tudo
que

por
dentro.
Eu vivo
O Hoje
Ele é distinto
Do Ontem
E distante
De um Amanhã incerto.
Talvez eu ame o desconhecido
Talvez minha sede seja insaciável
É o meu vínculo com a vida
É o meu amor pelo amar
E aqui dentro, cabe um mundo inteiro
Um oceano de imensidão
Já se perguntou qual o verdadeiro sentido de estarmos por aqui?
-eu chovi amor, mas, ele preferiu o telhado.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Então hoje faz um mês
Pareceram anos
Foi bom
Obrigada.
Adeus

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Surreal

Acho que foi a tua barba
Ou aquele seu dente torto
Ou as covinhas
De um sorriso bobo, assim,
Quando olha pra mim.
E as tuas manias
Tão loucas
Tão lindas
Tão elas
Tão nelas
E eu gosto.
E eu paro
E penso no futuro
Eu fico no escuro
Desejando teu ser
Nós dois, na nossa casinha
Tua vida e a minha
Sendo uma vida só
Aventuras no mato,
Mil banhos de rio,
Passeios de barco,
Ou até de navio.
E eu me sinto tão amada,
E andamos de mãos dadas,
Feito dois adolescentes...
Me deixa ser quem está contigo
No ontem, no hoje, e pra sempre.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Eu deixei

Eu sinto um vazio quando eu respiro.
Eu tenho as velhas vontades de não fazer nada.
Deitar na cama, pra dormir e esquecer desse pesadelo.
Eu paro e penso, como isso foi acontecer comigo?
Eu deixei acontecer,
A culpa foi minha,
Sempre.
Em tudo.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Não quero

Não quero sorrisos raros,
Quero sorrisos contagiantes.
Não quero discussões toscas,
Quero sempre mais e mais brincadeiras.
Não quero silêncio,
Quero os diálogos mais inusitados e em horários impróprios.
Não quero solidão a dois,
Quero te amar
E ser amada.
Não quero jantares, com olhos fixados nos celulares,
Quero olhos nos olhos, pele na pele.
O amor não possui circunstâncias.
Ele é, por apenas ser.
Não faz distinção de nada.
Não quero estar junto por conveniência,
Quero estar junto por escolha.
E é a que eu fiz.




Sendo surreal

Desde aquele 26
Eu via os raios de sol
Atravessarem a janela
E as cortinas do meu quarto,
E refletiam no piso laminado,
E eu ficava lá
Deitada
Refletindo perante o reflexo,
O quão surreal
Minha vida estava.
Ao meu lado
Não havia ninguém,
Mas era como se teu ser estivesse ali
Jogado
E eu
Entre teus braços.
Me senti tua
Em cada segundo,
Mesmo não estando por perto.
Lembro daquela noite de sábado
Fiquei te observando dormir
Tuas costelas
Se expandiam em cada respiração profunda
E depois, retornavam pro mesmo lugar.
Acompanhei cada passo daquele teu sono leve
Leve e tranquilo.
O que será que nos trouxe
Até aqui onde ficamos parados?
O que te faz pensar
Que tudo isso deve ser guardado num baú
E enterrado pra ninguém nunca mais achar?
Feito tesouro perdido,
Mas não,
Enterrado...descartado.
O que te faz pensar assim?
Como se isso resolvesse,
Como se nossas feridas cicatrizassem rápido...
Te amo.
Somos o melhor pra nós dois.



domingo, 4 de outubro de 2015

Fique

Na verdade eu nem sabia
Que tu realmente existiria
Eu só desejava incansavelmente
Todas as noites antes de dormir,
Para que um dia aparecesse
Sem avisar
Entrasse
Sem pedir licença.
Será que também esperavas por mim?
Eu quis esperá-lo.
Eu tive esperança nisso,
Sem saber que isso chegaria
Tanto tempo depois
Daquela música tosca.
Eu sabia que estavas por aí
Em algum lugar deste mundo
E eu sinto lá no fundo
Que tudo se encaixou agora,
Tudo faz bem mais sentido lá fora.
Eu deixei este espaço reservado pra ti
Este espação
Aqui no meu coração.
Pode se hospedar.
Pode ficar.
Por favor, fique,
Sem pressa de ir embora.



Era outubro eu estava bem tranquila vivendo minha vida como sempre...
Parei e compus aquela canção sabe? Aquela pro homem da minha vida.
Eu podia jurar que ele nunca cruzaria a esquina.
Eu tinha certeza que o que eu escrevi era tão fictício, jamais poderia ser real.
Acontece, que ele apareceu.
E algo estranho está acontecendo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

De ti

De ti
Não quero nada
Nada além
Do que já tenho.
De ti
Não posso querer nada
Nada além do que já tenho.
De ti
Não quero querer nada
Nada além do que já tenho,
Não quero me sentir frustrada
Pois o que sei
É que não sei
O que seria
Se não fosse.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O precipício

Até tento ser melhor
Mas não posso
Não consigo.
Tenho tudo que quero,
Mas não tenho
O que preciso.
E depois de um dia como hoje
Vencida pelo cansaço
Com um prêmio chamado sono,
Não consigo sequer dormir.
Então desabo
Como se eu mesma
Tivesse me empurrado
Nesse precipício,
E ele parece não ter fim.
Eu enchi um mar inteiro de lágrimas...
Eu perdi algo que não pode ser substituído.
Eu só queria você aqui,
Pai.

Já fui princesa




Foi bom ser princesa todos aqueles oito meses.
Feito toquinho-de-amarrar-bode:
Pequena e aconchegante nos teus braços.
Me senti inteira
Em cada segundo,
Eu não lembro, mas sei que foi assim.
E hoje
A vontade era só uma:
Não sentir tua ausência.
Como eu queria ter teu consolo,
Por cada vez que meu coração sangra.
Cada vez que alguém decide parti-lo, 

O que sobra sou eu
Sozinha
No mesmo quarto que você não pôde decorar.
Pisei na poça
Cai num num poço
Numa fossa
Inteira
De dor,
Não tenho forças pra sair...
E agora, mais do que nunca,
Seria bem legal ter um Pai por perto.
Não há onde buscar refúgio,
Ninguém entenderia,
Ninguém me ajudaria,
Nem enxugaria minhas lágrimas.
Eu não sou mais a princesa de ninguém.



Adios

Eu vivo o hoje.
Ele é distinto do ontem
E distante de um amanhã incerto.


Estou inerte

Talvez acreditar
Que há amor
Onde não há
Seja o grande erro
De todas as pessoas.
E então
As piores dores
Estão por vir.
E lágrimas,
E aquele vazio
Supostamente preenchido
É cavocado...
E vai se abrindo um novo ciclo
De sofrimento.
Temos a opção de ficarmos inertes
Cairmos num poço profundo de solidão
Escrevermos poesias 
Chorarmos e tudo o mais,
Mas,
Temos a opção de aprender com ela.
Na vida presenciamos de tudo,
Caímos,
Levantamos,
Amamos,
Sofremos...
E então, aprendemos com a dor.
Ela nos faz crescer.
Escolher o aprendizado
É uma opção difícil,
Que só os corajosos conseguem.



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Onde?

Mais uma vez
Me encontro perdida
Em meio à tua partida
Em meio à mim
Em meio às dores
Não queria mesmo
Ter que incomodar
Tua alma
Teu sossego
Só busco uma explicação
Para compreender
O porquê do vazio no meu coração
Não há consolo
A lei da vida
É dolorida
Nascer
Crescer
Envelhecer
E
Morrer
Mas e os que vão antes?
Antes do primeiro passo
Da primeira palavra
Antes de ensinar a andar de bicicleta...
Então
Pai
Como é que vai?
Como é que serão
As coisas
Agora?
Onde
Te encontro?
Onde
Posso ver-te?
Onde?
Quando?
...
Depois da morte
Não há nada!
Não me iludo
Com falsas crenças,
Aqui ninguém faz
Ninguém pensa...
Mas eu?
Eu lembro de ti,
Todo dia
Eu não perco
Esta mania
De crer que qualquer hora,
Hei de te encontrar por aí
Numa destas esquinas
Mas não na mesma
Que morrestes.


domingo, 20 de setembro de 2015

O agora é já

Não espere de mim
O que tens das outras
Eu não espero
Sou o que sou agora
Também não espero
Pra dizer o que hoje eu quero
Eu até assusto
Mas só os covardes
Não meço as palavras
Não tenha medo de ser amado
Eu não sou equilibrada
Mas quero mesmo estar ao teu lado
Eu grito sim
Eu choro também
E eu vou dizer “eu te amo”
Antes que você
Eu faço drama
Esses dramas de novela mexicana
Eu vou encher teu saco
Pela toalha molhada
Em cima da cama
Eu vou pegar no teu pé
E te tirar do sério
Também te tirar o sono
Te fazer pensar
E queimar neurônios
Vou te instigar
E vou te acalmar
Sempre que precisar
Eu não sou normal
Eu sou temperamental
Eu sou bipolar
Não sou
Eu sou
Não sou
Eu sou indecisa
Com cifras
Com roupas
Com as horas
Com tudo
Eu gosto do gosto
De comer banana com frango
E pão chimiado com margarina e açúcar
Eu explodo fácil
Mas ainda sou deboísta
Eu não fico com os braços cruzados
Gosto de resolver tudo pra todos
Eu planto
Eu colho
Não sou pela metade
Eu sou inteira comigo
E sempre me jogo de cabeça
Não tenho medo do perigo
E sempre que avistar a barraquinha de churros
Vou te fazer comprar um pra mim
Eu não sonego amor
Eu declaro pro mundo
Eu tinha uma casca
De ser resolvida com tudo
Eu também sou fraca
Eu também sofro
E você sabe
Porque me descascou
Eu vou te contar meu dia
Mesmo que você não pergunte
Vou falar com você todo dia
Mesmo que seja algo bem sem graça
Só pra mostrar que tô ali
Que lembrei de ti.
Eu não tenho medo de te perder
Nem de me perder
No labirinto deste amor
Não vou abafar nada
Nem o som
Nem o que sinto
O tempo é curto
Pra perder com a pessoa errada.
Eu não vou abafar nada
Nem o som
Nem o que sinto.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Cinzeiro de frustrações




A vida,
Num cigarro.
Um trago,
Expectativas.
Um pito,
Um riso,
Um choro,
Vai-se a fumaça,
Dançando pela madrugada.
No cinzeiro o que ficam,
São as expectativas frustradas
Foi dada a largada
Pra mais uma noite versada.
Ah, insônia, te hospedastes novamente?
Vou me livrando de sentimentos ruins,
Te colocando em algumas linhas simples.
O hoje,
Tão distinto do ontem,
Tão distante do amanhã...

O mundo dos Coiza









Era um mundo estranho, onde aqueles seres nada sentiam por seres distintos deles.

Eles não eram alienígenas, mas, quem não os conhecia, dizia que sim. Suas vidas duravam em torno de um milênio. Possuíam três olhos e quatro mãos. Sua linguagem era bem peculiar, só se comunicavam entre si, pois, não compreendiam línguas como a minha.

Eu os conhecia quase bem, os chamada de Coiza. Era uma família no mundo dos Coiza. Havia a Coiza Mãe, o Coiza Pai, e os dois filhos Coiza, o Coiza mais velho, com seus 250 anos, e o Coiza mais novo, com seus poucos 140. A tecnologia no mundo dos Coiza, não era somente avançada, eles a ingeriam para sobreviver. 

No momento das refeições, formavam uma roda, feito estas de chimarrão, e sob uma mesa estranha, ficava um tipo mais estranho ainda de bandeja, e sob ela, vários Smartphones, empilhados, em formato de panqueca. 

Degustavam aqueles moleculares, como se fossem coxinhas assadas de frango, em meio a troca de palavras que, aparentemente, pareciam legais. Eles até sorriam, e a Mãe Coiza era muito atenciosa e carinhosa com seus dois filhos Coiza. 

Ontem eu fui viajar pro mundo dos Coiza, eles não me compreendiam, sentei junto à roda na hora da refeição, porém, eles sequer se interessaram em tentar algum tipo de comunicação. Tudo era estranho, eles, conversando, felizes, - entre si. O que me salvou mesmo, foi a marmita que levei aqui do meu Mundo.

Foi uma refeição normal, comi, e voltei pro meu mundo.

Eles ficaram lá, sem mesmo notar minha partida.

Hoje no almoço, não foi diferente, levantei da cama, fui até a cozinha, a Mãe Coiza estava lá... Quando a vi, voltei pro meu mundo, aqui, meu quarto, cansada de viver nesse mundo dos Coiza, onde não há comunicação.

Ainda não encontrei explicação plausível pra isso.

Porque fui adotada por estas Coizas?


domingo, 6 de setembro de 2015

E eu sei que quando ele estiver sozinho, lembrará dela e de cada momento que estiveram juntos. 
Desde as boas risadas até cada suspiro de prazer. 
Talvez ele pensará nela com carinho, talvez ele até a deseje novamente, talvez seja tudo recíproco. Talvez não. 
E se ela sentir saudade?
E se ela não conseguir pensar em mais ninguém? 
Não há justificativa plausível, além de que, no ramo de construir este tipo de sonho, ela está entre as 10 melhores arquitetas do mundo.
Foi de corpo e alma.
Foi errado, mas, sincero.
Transparente.
Perfeito.
Fim.

Frases soltas

Era sábado,
Mas era como sexta,
Pois segunda,
Seria feriado.
Ela comeu algo industrializado,
Ele só tomou um red-bull.
Foram pro motel,
Ela
E o...
Garoto da ilha.
Eles,
Seus instrumentos,
Antes de tudo,
Um Sarau,
Um Sarau Sexual.
Eles
Suas piadas,
Antes de tudo,
Muitas risadas.
Antes de tudo,
No meio daquele todo,
Ouvia-se de tanto.
O telefone.
Gritos de prazer.
Gritos de humor.
O velho "toc-toc" na porta
As luzes que não funcionavam.
As rádios mescladas.
Foi naquele quarto.
Dois patinhos na lagoa.
Momentos de amor,
De prazer,
De humor,
Foi
Fim.

sábado, 5 de setembro de 2015

Pra nada

Eu poderia passar horas descrevendo aquele momento.
Eu poderia passar horas descrevendo aquelas horas.
Cada troca de olhar.
Cada beijo,
Cada carinho.
Cada gemido,
E cada risada.
Eu poderia,
Mas,
Pra que tirar a roupa de pessoa bem resolvida né?
Pra que demonstrar um dó maior onde só há um lá menor?
Pra que demostrar umas palpitações a mais?
Pra que mostrar um lado que já não existe tanto?
Pra nada.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Correria

Uma xícara de café, uma fatia de bolo de brigadeiro.
Dois homens na mesa do lado, conversando sobre moda.
Eu, no atraso.
O tempo corre.
Fim.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Mais um dia frio

Tudo parece tão estranho de repente,
Estes dois prédios aqui em frente,
E na rua, tanta gente...
Caminham com os passos rápidos,
Jogando no lixo cada segundo daquele minuto que não voltará mais.
Este céu nublado, que faz um fundo legal,
Este frio, esta chuva,
Nesta tela pintada do dia...
É mais um dia frio,
Onde as pessoas se recordam do final de semana passado.

Um garrancho que achei

Uma flor de verdade,
Plantada num vaso,
Diz-se natureza morta,
Mas agora o que importa,
É que ela enfeita o escritório.
São estes pensamentos aleatórios,
Este mar de sentimentos,
Mil e tantos pensamentos,
Em meio à estes versos,
Que de versos não têm nada.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Eu e ela



Eu e ela,
Ela e eu.
Ela é impulso,
E eu sou razão...
Ela é calor,
É minha inspiração.

Que saudade dela,
Que saudade da minha menina...
Que saudade dela,
Não vejo a hora do intervalo chegar,
Pra eu poder te abraçar,
Te beijar,
E te ter,
Pra mim,
Assim.


Eu e ela,
Ela e eu.
Ela é amor,
Ela é paixão,
Ela é o fervor,
Da minha emoção.



Eu fico tentando decifrar,
Cada tom das tuas risadas,
Eu fico aqui pensando,
Como é lindo quando bate a luz solar
Nestes teus olhos verdes,
Que de repente,
Ficam azuis,
Só pra combinar com o céu,
O mesmo que podemos observar,
Deitadas em qualquer jardim por aí.



Hoje eu sei porque o Juizado é Especial,
Lá que tudo começou...
Eu sento naquele banco,
Te espero com todo o cuidado,
Cada passo é pro presente,
E a gente sabe,
A gente sente,
Que o que importa é o agora,
A felicidade, ela é já.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Eu não me aceito como sou, e isso está me matando.
Se nem eu me aceito, quem me aceitaria?

A vida está escorrendo pelo ralo.

(Tirei a roupa de mulher bem resolvida mais uma vez, e talvez seja a última.
Não sei ao certo o que é, nem o que há neste momento da minha vida.
Tô abrindo um parênteses no meio destas palavras que jogo em meio a estes versos mal feitos, em meio a este Blog, e bem... pode ser que ninguém leia, e nessa altura do campeonato isso já nem me importa.
É um parênteses meio dolorido... Dor de cansaço.
Tô cansada.
Tô emocionalmente cansada.
Gostaria de apenas viver.
Quem não gostaria não é?
Quem não gostaria de apenas viver?
Viver o momento, aproveitar o dia...
Passamos mais tempo pensando no amanhã, na próxima semana e no próximo ano, que simplesmente esquecemos do agora, do hoje...
Ficar preso num passado morto, ou ficar preocupado com o futuro, é jogar fora o presente.
A Felicidade é agora, e não depois.
Não adianta ficar anos estudando pra algo que não te faz realmente feliz, ou ficar anos namorando alguém que tu não pensas em permanecer junto o resto da tua vida.
De nada adianta trabalhar o dia inteiro, ir à faculdade a noite e depois, chegar em casa, tomar banho e dormir, e no dia seguinte, adivinha? Tudo novamente..
Pra quê?
Pra garantir um futuro? E o agora simplesmente deixamos escorrer pelos dedos?
A vida está escorrendo pelo ralo.
A minha, está na última gota.
Tô cansada disso aqui.
Desse lugar.
Mas não destas pessoas, eu tenho um enorme carinho por cada uma delas.
Eu amo meus familiares, e eles não têm culpa nenhuma das minhas decisões, e nem dos meus atos.
Cada um é responsável pelo que pensa, pelo faz e pelo que diz.
Eu tô mesmo cansada.
Quando começo a pensar em todo o tempo que já perdi, fazendo coisas que não me deixam feliz, eu só quero chorar...
Antigamente o choro resolvia, por um tempo a dor passava, mas, agora não.
Só um fim cessaria esta dor.
Só um fim.
Comprei uma passagem sem volta, e quem sabe, depois de ultrapassar o ralo, o esgoto seja um lugar legal. Onde as pessoas apenas vivem por viver, e são felizes pelo SER e não pelo TER).



Então sorri




Te encontrei
E não te vi
Te achei
Então sorri.
Te vi
E te encontrei
Então sorri,
Então sorri.


Passeamos,
Conversamos,
Nos amamos,
Conversamos,
Então sorri,
Quando te vi,
Sorrindo também,
Pensando além.

Além dali,
Além daqui,
Além de nós,
Um tanto a sós.
Meio assim,
Perto de mim,
Meio Zen,
Sorrindo também..

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Barquinho de papel






As atitudes emocionais,
Afetam o afeto,
O afeto que eu tinha,
Que eu não tenho,
Que agora eu tenho,
Mas não é o mesmo que eu tinha,
Nem o mesmo que terei.
Os Planos,
Em baixo dos panos,
Eles se alteram,
Tão igualmente quanto este tempo.
Talvez eu apenas enxergue as minhas verdades.
Um ego pontilhado negativamente,
Cheio de desenhos estranhos e tristes.
Um coração ferido,
Partido,
Cheio de dor,
Mas que ainda bate.
Um mar de mágoas,
Onde navego,
Neste Barquinho que construí,
Com mais um Papel de trouxa que fiz.
Meu Barquinho de Papel...



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

No mês de Agosto ♪


No mês de Agosto,
Eu não esqueço o gosto,
O gosto, que eu gosto.
Do gosto,
Do teu gosto.

No mês de Agosto,
Que penso em todo o oposto,
O oposto à oposição,
E aposto que o oposto,
Que eu pensava,
Era anormal.

No mês de Agosto,
Que penso no composto,
Nos nossos elementos,
Em toda nossa química,
Na sala,
No colchão.
E no banheiro da Jayne.

No mês de Agosto,
Que penso em todo o exposto,
O amor é um imposto,
Declaro e não sonego.
Declaro e não nego
O Agosto lembra do teu gosto.

No mês de Agosto,
Eu não esqueço o gosto,
O gosto que eu gosto.
Do gosto,
Do teu gosto.


No mês de Agosto,
Disfarço o desgosto,
Esqueço o passado, 
E confirmo que gosto ainda,
E demais.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Coração Partido


Coração Partido
Não pode parar de bater,
Não pode parar de sonhar,
Não pode parar de trabalhar
Coração Partido,
Jogado às traças,
Ao chão,
Ao lixo.
Parece que virou moda,
Esmagar este velho coração entre os dedos,
E esfolá-lo na parede.
Coração Partido,
Ferido,
Machucado,
Sozinho.
Este romance,
Foi só um lance,
E agora este Coração Partido,
Resolve disso tudo partir

A Romântica


Preciso ampliar
Meus horizontes emocionais
E os afetivos.
Já abri meu coração,
E mesmo ele, pisoteado no chão,
Não desiste do amor,
Não desiste do amar.
Não nasci pra sofrer,
Não cresci pra jogar,
Pra brincar com sentimentos.
Odeio jogos quando se trata de amor.
Preciso evoluir,
Emocionalmente,
Eu sempre aposto na felicidade,
E eu ainda te amo.
E mesmo que você não saiba,
E mesmo que pra mim você minta
E mesmo que você não sinta,
Um dia esta carta, chegará aos teus olhos, brilhantes e azuis.
E eu espero que não seja tarde,
Porque a vida se vai num estalar de dedos.

Literalmente


Fico imaginando,
Sonhando,
Me fazendo de arquiteta,
Construindo lindos castelos de sonhos.
A solidão nos enlouquece.
A solidão cansa.
Nos faz entrar em desespero
Quando está em alta.
Cumprir próprias promessas
É muito difícil.
Ainda mais quando a promessa
É permanecer sozinho.
Cansei.
Mas, cansei também de encher meu copo da vida,
Com líquidos falsos de amor.
Existem tantos alguéns,
E dentre estes tantos,
Um há de ser meu.
Então, Príncipe Barbado,
Não demore pra cruzar a esquina,
A promessa está com os dias,
Literalmente contados.

Eu ando a pé


A caneta já não desliza
Nas linhas do papel
Como antes.
Os sentimentos,
São outros.
As pessoas,
São outras.
Mas o lugar,
Ah...
É o mesmo!
O mesmo lugar,
Monótono de sempre.
Então,
Quando cruzo a esquina,
Percebo que os sentimentos,
São os mesmos,
As pessoas,
São as mesmas...
Preciso fugir deste lugar.
Ele está me sufocando.
É como se eu andasse em círculos.
Um vício
De um padrão de sociedade...
Onde te julgam pelo "A"
Que você emite,
Pela roupa que usa,
Pelo carro que não tem,
Pelo batom que passa...
A hipocrisia é motorista por aqui,
E eu, bem...
Eu ando a pé.

Ah


Ah coração,
Pare de sangrar.
Quando está tudo calmo e tranquilo,
Vem alguém e te despedaça novamente.
Alguém que diz que ama,
Que sente,
Mas no fim,
Só mente.
Ah velho coração,
Chega disso,
Daqui pra frente,
Siga sozinho,
Este caminho,
Que não possui mais as flores,
Nem as cores,
De um amor,
Que não foi recíproco.

...

Então eu me desligo,
De tudo que me liga,
De tudo que me fere,
Que fere a ferida,
Como uma lança afiada.
Que com ferro e fogo,
E com lástima,
Destrói qualquer caminho,
Qualquer sorriso,
Qualquer carinho,
Qualquer tudo
Qualquer todo de tudo.
Quaisquer reticências...

O poema da dor


Há um
Fim,
Quando só existe 
Nós
Dentro de
Mim.
E agora,
Assim,
Sigo deste jeito,
Com todos
Meus defeitos,
E o mesmo coração,
Partido,
Ferido,
Sangrando.
Este é o poema,
O poema
Da dor
Sem amor,
Sem cor,
Que eu sei decor.