segunda-feira, 25 de maio de 2015

E estas covinhas?



Lugares obscuros, frios e solitários,
Feitos cemitério, onde já se enterraram muitos sonhos.
Lugares profundos, distantes e magníficos,
Feitos caverna, onde quem entra se perde num mundo totalmente fora do comum - o meu.
E estas covinhas?
Tão irreparáveis, e qualquer reparo é motivo de inspiração.
Motivo tão simples, que libertou minha imaginação.
E estas covinhas?
Tão ali, tão elas, tão nelas, tão em mim.
Agora são feito terra fértil, para plantar a semente do amor.
Colorir qualquer canto obscuro, esquentar qualquer canto frio e solitário.
Reviver sonhos.
Se desligar das frustrações.
Viver num mundo totalmente fora do comum.
O meu.



sexta-feira, 15 de maio de 2015

O amor existe


Era um desses dias, onde a vontade é de ficar na cama.
O despertador de Paola era sua mãe, batendo na porta às 6h da manhã:

“- Acorda Paola, tá na hora!”

Paola não gostava muito de sair da cama logo cedo, deixar o cobertor quentinho e o lençol cheiroso... Deixar seus sonhos com Marcos Rogério abandonados até que ela retornasse, então ela permanecia ali ainda uns 8 minutos.
E neste tempo, não dormia, apenas imaginava coisas boas na vida, como ter conhecido o Marcos Rogério. E também imaginava como poderia fazer as coisas entre eles melhorem...

(Marcos Rogério era um grande amigo. Era um destes homens, que são homens de verdade. Destes que acordam cedo, vão ao trabalho, depois vão à faculdade, e lá planejam um grande futuro. Marcos Rogério era o cara que possuía mais caráter que todos os homens juntos que Paola já havia conhecido. Só havia um problema: Marcos Rogério estava com alguns segredos ocultos... E quando Paola resolveu assumir seus mais sérios sentimentos por ele, por MUITO medo, ele apenas disse que ambos estavam em fases diferentes da vida, que as páginas eram distintas.
Com essa informação, o mundo caiu sob os olhos de Paola. E isso estava sufocando ela a cada dia que passava).

Passado aquele tempo, aqueles tão breves 8 minutos, novamente sua mãe chega ao quarto, batendo na porta, desta vez aos gritos:

“- Levanta já desta cama Paola Rosalinda! Ou não vai trabalhar hoje menina?”

E lá ia a Paola pro banho, colocava uma música destas em que corações partidos como o dela emitem algum som legal.
Se arrumava as pressas: pouca maquiagem, muito casaco, botinha e seu gorro de crochê, para se proteger do frio que fazia lá fora.
Mesmo sendo difícil levantar cedo naquele frio, Paola adorava seu trabalho.
Lidar com os problemas das pessoas era tudo o que ela mais amava, afinal, esquecia um pouco dos seus, e a vida parecia ser mais bonita.
Paola era focada na vida, na faculdade e na família.
Como muitos, Paola já havia se ferido por causa das velhas armadilhas que a vida coloca em cada esquina, também conhecidas como “paixões”.
Paola era mais uma garota dessas tantas que existem por aí, que gostam de se passar por arquitetas, e constroem castelos de sonhos em cima de outras pessoas.
Depois de alguns tombos, ainda que cambaleando, Paola já possuía sérios pensamentos sobre como a vida é engraçada.
Todos os dias, quando chegava em casa da faculdade, tarde da noite, sua cachorra já a aguardava no mesmo lugar de sempre.
Certa noite, não foi diferente, chegou pelas 23h, e lá estava a Preta, sua fiel companheira.
Paola sentou na calçada ao lado de Preta, e depois de receber seu carinho canino diário, ela começou a desabafar:

“Sabe Preta, a vida é mesmo uma coisa engraçada... Há certos dias em que acordamos meio mortos, sem vontade de fazer nada, nem mesmo falar com qualquer pessoa que seja...
Outros dias que acordamos prontos pra matar, por qualquer coisa fútil... E há ainda aqueles dias, que pra mim são os mais legais, onde acordamos apenas pra viver. E viver intensamente cada segundo.
Sabe Preta, se apaixonar é como estes dias de inverno, você sente os bons ventos soprando, ventos que não parecem passageiros...
Se apaixonar é como se o outro fosse este vento, feito uma brisa boa, que quando passa por você, te estremece, e faz tuas bochechas ficarem geladas e vermelhas...
Mas Preta, infelizmente, a paixão, ela acaba!
Aquela brisa boa se torna um vendaval horrível!
Vira tudo dentro de ti!
Faz os vasos dos sentimentos bons caírem e quebrarem!
Preta, se você fosse mulher (porque convenhamos você é mais humana que muita gente por aí), mas, se você fosse mulher eu te daria apenas este conselho, NÃO SE APAIXONE. Guarde todos os teus sentimentos dentro de uma caixinha, e quando ela encher, e você perceber que pode estar amando, aí então, abra a caixinha, pro dono deste amor, ter todo o acesso possível...”

Foi estranha aquela conversa de Paola e de sua fiel companheira. Num instante de silêncio, a Preta olhou pra ela, com aquele olhar de dúvida, então Paola disse:

“Você quer saber da minha caixinha né? Quer saber se eu amo né? Ah Preta, não sei! Como vou saber? No momento meu sentimento é puro... Mas, não sei se tive já algum contato com este tal de amor.”

Nisso a Preta simplesmente deitou sob o colo de Paola.
Então Paola Rosalinda, naquela noite de inverno, soube que sim, o amor existe...

O amor verdadeiro é quando você chega em casa, e teu fiel companheiro está lá, no frio, te esperando. Amor verdadeiro é quando teu cachorro te lambe no rosto depois de você ter deixado ele o dia inteiro sozinho em casa.

E não, não é um conto feito capítulo de novela Mexicana. É apenas uma pequena junção dos últimos fatos.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Sobre o tal do matrimônio:


Quando eu olho bem a expressão do noivo, lá no altar, à espera da mulher da vida dele...
Naquela expectativa de que ela cruze logo aquele tapete vermelho...
Quando eu olho bem aquela expressão, meus olhos começam a encher de água.
Os ciscos andam freqüentes por aqui.

Mais uma vez


Acho que cansei desta roleta russa com amores supostamente perfeitos.
Joguei muito ao acaso.
Tentei muito a sorte.
Mais uma vez eu tinha aquela certeza absoluta.
Só os tolos possuem certezas absolutas.
Pulei de cabeça, mais uma vez.
Mais um vez em algo raso,
Mais uma vez saio quebrada,
Será mesmo que eu já fui colada?
A culpa é somente minha,
Não te preocupes.
Se cuide.

Não me deixe enterrar



Se eu te pedisse, por favor,
Pra você vir e ficar comigo um pouco,
Como nos velhos tempos,
Será que você viria?
Só pra sentar em qualquer cadeira velha e suja,
Como aquelas lá na cantina da faculdade.


Eu queria muito mais,
Que suas opiniões sinceras,
Naquelas minhas músicas horríveis,
Que fiz pras velhas paixões.
Eu queria muito mais,
Que aqueles cigarros toscos,
De apertar à bolinha,
Que roubava da tua carteira.



Eu tinha tudo pra te oferecer,
E não seriam só uns versos meio ruins,
E umas canções bobas de amor.
Eu tinha tudo pra te oferecer,
E você simplesmente disse,
Que estávamos em páginas diferentes,
Deste livro da vida.




Achei que seria mais fácil sabe,
Esses dias de inverno,
E essas noites de insônia.
Mas elas estão tão solitárias,
Sem mesmo conversar contigo.
Achei que seria mais fácil sabe,
Mas até respirar está difícil,
Quando eu suspiro,
Eu sinto um vazio.


Percebo que agora,
Tudo acabou mesmo,
Tudo que nem teve um começo.
Mas se eu te pedisse, por favor,
Perca mais uns minutos comigo,
Sei que não posso pedir nada,
Mas, por favor,
Por favor...


Eu tinha tudo pra te oferecer,
E não seriam só uns versos meio ruins,
E umas canções bobas de amor.
Eu tinha tudo pra te oferecer,
E você simplesmente disse,
Que estávamos em páginas diferentes,
Deste livro da vida.



Eu queria poder te guardar no bolso,
Como uma joia preciosa,
Eu queria poder te guardar num baú aqui dentro do peito,
Como um tesouro perdido,
Que eu fiz questão de encontrar.
Eu queria ser tua,
De corpo e de alma,
E tudo o mais  que o amor poderia nos dar.



No fim de tudo,
Sei que cai numa armadilha,
Dessas que a vida deixa no caminho.
Eu construí um castelo de sonhos,
Onde você me olhava do altar,
Com um smoking e a gravata borboleta torta,
Agora nada mais importa,
Sei que não posso pedir nada,
Mas, por favor,
Por favor,
Não deixe que eu enterre o meu amor.

Eu tinha tudo pra te oferecer,
E não seriam só uns versos meio ruins,
E umas canções bobas de amor.
Eu tinha tudo pra te oferecer,
E você simplesmente disse,
Que estávamos em páginas diferentes,
Deste livro da vida.


E é como se eu estivesse caindo,
De um abismo enorme,
Mas a queda nunca chega,
E você não estará lá em baixo pra me segurar.
E esta dor não tem fim,
Você não precisava ter tanto medo assim,
Tanto medo de mim.
Mas será que era isso mesmo?
Ou só queria como todos os outros,
Me usar,
Me machucar,
Pra depois contar pros seus amigos,
Que fui mais um passa tempo pra você?
Eu não sei,
Mas, te entrego todo meu amor,
Faz com ele o que quiser.




Eu tinha tudo pra te oferecer,
E não seriam só uns versos meio ruins,
E umas canções bobas de amor.
Eu tinha tudo pra te oferecer,
E você simplesmente disse,
Que estávamos em páginas diferentes,
Deste livro da vida.



Sei que não posso pedir nada,
Mas, por favor,
Por favor,
Não deixe que eu enterre o meu amor,
Ninguém, além de mim, visitará este túmulo. 





quarta-feira, 6 de maio de 2015

Hey Cowboy




Hey Cowboy,
Pega teu chapéu,
E vamos por aí,
Compor umas canções engraçadas,
Até o dia clarear.
Banjo e Uke tem tudo a ver.
Hey Cowboy,
Eu te ajudo a resolver este mistério,
Só precisa me levar a sério.
Para com essa mania de perder a fé nas pessoas.
Para com essa mania de perder a fé nos bons sentimentos.
Hey Cowboy,
Não vê que este caminho que está trilhando,
Só te leva pra longe de mim?
Pensa em pouco,
No tal do destino.
Hey Cowboy,
Quem dera estar contigo agora,
Só pra ver a expressão do teu rosto,
Quando notar que cada linha desta aqui,
Cada palavra, cada ponto e cada vírgula, são pra ti.
Hey Cowboy,
Quem dera estar contigo quando tu decidir pegar o caminho da volta.
Hey Cowboy,
Desde o primeiro dia,
Entre todos,
Eu escolhi você.
Tenta não demorar,
Eu posso cansar de esperar.