NUNCA HÁ DESCRIÇÃO EXATA. Estas coisas mal pensadas. Estas porcarias recicladas. Estas poesias. Minhas. Só Minhas.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Cara de pau.
Me poupe destas frases prontas para apenas desfrutar do meu corpo.
Me poupe desta cara de pau, desta voz e sotaque que até soa sensual.
Me poupe destes beijos calorosos.
Me poupe destes carinhos em meio a amassos.
Me poupe destas lembranças de apenas uma noite,
Ainda que prazerosa, me poupe.
Me poupe de ver teu ser.
Rever.
De ter.
De ter teu ser.
Me poupe de observar estes dentes separados,
Em meio a piadas sem graça de origem distinta a minha.
Me poupe de tudo isso.
Eu me pouparei,
Ainda que eu não queira querido,
Só não desejo que percas tua visão,
Para que todos os dias possa olhar no espelho esta tua cara de pau!
Me enojo de lembrar, que já havia depositado algo a mais além de simples desejos voluptuosos
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