quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Meu ser


E assim dou seguimento a minha vida.
Sou feliz da minha maneira de ser.
Sou feliz assim
Não me importa o que os outros pensem a meu respeito, ou de supostas atitudes e erros cometidos.
São apenas suposições. Pré-julgamentos.
Já diz o velho ditado:
Importo-me com a minha consciência e não com a minha reputação.
A minha consciência é o que eu sou.
Minha reputação é o que os outros pensam de mim.
E não me importa o que eles pensam ou falem.
Isto é problema deles.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

As pessoas.

Ouço novamente cigarras cantando.
Mas aqui é cidade.
O que elas fazem aqui na cidade?
Já se foi o tempo em que o belo era adorado.
Onde as pessoas sorriam nas ruas.
Onde as pessoas eram felizes e não precisavam atuar em propagandas eleitorais.
Hoje não se pára nem pra notar as coisas boas do dia.
Só se pára para reclamar.
As pessoas esquecem de agradecer o simples fato de estarem vivas.
 - Esquecem de esquecer o quão inútil é sua existência - 
Pois a vida é notavelmente curta.
As pessoas nascem, vivem e morrem.
Nada se leva.
E as cigarras, ainda cantam.
O mundo parece estar desabando.
Toda esta água que cai.
O que é isto?
É apenas o horário de verão.
As cigarras só aparecem nesta época.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Horas


Aqui de cima desta montanha é fácil de te ver.
Enxergo-te bem, não pense que não Dona solidão!
Tu que estás sempre aí, sozinha, de fato.
Não me arrumes mais encrencas.
Meu pensamento está cansado.
Está cansado desta balbúrdia.
Deste tumulto em meio à multidão.
Tumulto silencioso.
Multidão inexistente.
Há somente ela.
Tão somente, sozinha, de fato, a Solidão.
Aqui em cima na montanha, é tudo tão belo.
Tão novo.
Já não há com o que se preocupar.
O quente está frio.
O existir, inexistente.
Hippie.
Não se precisa de relógios aqui em cima.
Não há horas.
Tampouco precisa-se delas.

O canto da cigarra



Ouvi cigarras cantando.
A noite toda.
Tão sozinhas naquela escuridão.
Está tudo tão estranho.
Um frio. Um calor.
Um grito. Um susto.
Este ar de natureza.
Este canto da cigarra.
Tudo tão estranho e tão belo ao mesmo tempo.
Este ar da natureza.
Transmite paciência.
A vida se encarrega do resto.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Planta


Toda dor.
Toda tristeza.
Toda mágoa.
Tudo se vai com palavras.
Em meio a linhas bagunçadas no papel.
Rabiscos pertinentes aos que compreendem.
Este calor.
Este sol.
E o mar?
Por que não está aqui em frente?
Por que não se pode abrir a porta do escritório e pisar na areia de Itapema?
Há uma planta viva no balcão aqui agora.
Sete ervas.
As sete ervas do mau olhado.
Sente-se que a mesma realmente transmite positividade.

Primavera


Nota-se uma janela.
Persiana meio aberta.
Lá fora, os carros passam constantemente.
Está nublado. Vai chover.
Aqui dentro, um silêncio.
Flores artificiais.
Papéis. Papéis. Papéis.
Nem o telefone toca.
Ouço pássaros agora.
Numa mistura de motores de carros.
Aqui em frente há uma árvore.
Uma vida.
Há pássaros ali.
Bem lá longe, nota-se um prédio, seis andares certamente.
Logo atrás, uma montanha.
A casa aqui em frente possui um jardim, com flores de verdade.
Agora é primavera, e elas estão ali, tão lindas a enfeitar a rua.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Nona


Muitos invernos passaste.
Muitos janeiros também.
Muitas coisas me ensinaste.
O bom. O ruim.
O certo. O errado.
Ah, que falta tu me faz.
Tudo, tudo mesmo.
Teu cheiro insubstituível.
Tua calma.
Teu rosto.
Cada ruga, uma história.
Ah! Tuas histórias.
Teus princípios.
Sigo os mesmos.
Sempre.
Tuas verdades absolutas.
Teu jeito de andar.
Pensar.
Alma boa.
Pessoa boa.
Voz serena.
Sorriso verdadeiro.
Ternura.
Meiguice.
Que falta tu me faz!
Cuca da Nona.
Nona.
Neste céu que agora habitas tudo é certo e seguro.
Tudo é calmo e sereno.
Assim como fazia tudo desta forma aqui em baixo.
Espero rever teu ser.
Saudade.
Cuca da Nona.

Fascinação


Ilusão dos sentidos.
Razão. Bom senso.
Pensamentos.
Atenção.
Cuidado.
Memória.
Percepção das coisas.
Considerar e distinguir.
Alma sensível.

Verão....


Então me pego sentada num banco qualquer.
O vento vem fraco.
Balança meus cabelos.
 - Leva-me contigo vento.
Lá no alto onde ninguém possa me encontrar.
Lá no alto onde tocam os sinos.
Lá no alto onde ninguém possa me encontrar.
O céu está nublado.
Nem tudo está triste.
Choverá.
Queria que fosse verão.
Tomar um banho de chuva.
Criança contente.