quinta-feira, 28 de julho de 2016

Larguei  o tretismo por ele.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Eu sou um monstro

Vim até aqui, pelo cansaço.
O cansaço do cansaço.
As mágoas presas dentro de mim, eu não as compreendo.
Eu sofro, sem motivos...
Parece que nada está verdadeiramente dando certo em minha vida.
O ciúme, essa doença... ela me destruiu.
Tirou o que eu tinha de mais precioso dentro de mim: meus sonhos.
Minha vontade de ser sempre algo melhor.
Eu me tornei um monstro, e monstros não merecem viver.
Quando essa doença resolve acordar, ela me deixa cega, violenta, má.
Machuco quem não merece, me machuco.
Eu me tornei um monstro, e monstros não merecem viver.
É como se em todo momento o homem que amo estivesse fazendo algo pelas minhas costas.
Mas, meu eu de agora sabe que não.
Mas, meu eu de agora insiste que sim.
É, talvez eu sofra mesmo de transtorno bipolar, assumo.
Eu me tornei um monstro, e monstros não merecem viver.
Sempre escrevi de amor, da falta dele, das dores que ele causa...
Mas hoje percebo que o problema está em mim.
Essa doença me fez perder o tesão pela vida. O grande tesão que eu tinha de viver.
Viajar e conhecer lugares, casar, ter filhos, construir minha casinha de madeira... São coisas que já não possuo mais em mente.
Uns chamam de depressão, eu chamo de desilusão.
Sempre me achei grande, mas sei que sou pequena demais para suportar tanta dor.
Me tornei fria, mas não por maldade, mas... O excesso de decepções que fizeram essa casca crescer em volta do meu ser.
Eu me tornei um monstro, e monstros não merecem viver.