Em meio a este dia.
Não um simples dia.
Um domingo ensolarado.
Um domingo de Páscoa.
Desabafe,
Estou aqui.
Desabafe meu amigo.
Este ombro está distante, mas sinta o aconchego de minha amizade.
Enfim,
Sobre o que e em que tempo...
Isso seria um começo?
Continue caro amigo...
Olhe (...)
Aqui onde estou,
Sentado à beira da praia,
Com barcos pesqueiros à vista...
Está consumindo da solidão?
Em meio a este límpido panorama?
Vastidão,
Devassidão,
Versos ao acaso,
Vocábulos do vasto vernáculo,
Desenterrados do arcabouço cognitivo,
Tudo tão sem sentido,
Tudo tão triste e sozinho,
Meditando,
Refletindo,
Carente,
Gamo na grama.
Tomar conta do vazio,
Tomar raso,
Aplanar,
Entendo.
(...)
Nas folhas cobertas de orvalho,
Nas cadeiras vermelhas cobertas pela sujeira da chuva de ontem,
Nas lixeiras,
Nos zimbros e na sombra que reúne amigos,
Nas enferrujadas cercas tomadas pela maresia,
Destruídas pelo mesmo sal que trás à vida,
Apaixono-me pela areia que reflete a luz solar,
Pelo sol que aquece a água do mar,
Pela lagoa salgada, sem onda, que estou a observar,
Queria ser um barco,
Um desses muitos barcos,
E apenas zarpar.
Zarpar de mim,
Deixar-me aqui
Enquanto eu fosse embora,
Um pouco âncora,
Um pouco vela,
Um pouco aqui,
Um pouco lá,
Um pouco meu,
Um pouco dela.
E a solidão...
Ah, a solidão...
É caravela,
A singrar os mares do meu peito,
Vagando ao sabor dos ventos,
Do amor e ódio
Das marés,
Dos sentimentos opostos,
E eu, como um barco,
Procuro algo,
Um leme, que me dirija e me leve ao longe.
Acalme-se caro amigo,
Teu longe está perto.
Estou aqui, tu aí,
Ela está lá.
Ela sabe de todo o caminho que já percorreste.
Ela te conhece.
Te chama.
Te ama.
Te ama na cama.
Entre idas e vindas, aí estão.
Entre mortos e feridos.
Entre cheios e vazios.
Entre o quente e o frio.
Entre seus gemidos,
Que não são sempre de prazer.
Mascarando sentimentos ela esteve há muito tempo...
Agora, revela-se.
Agora, na realidade que era oculta, perde-se,
Neste abismo que chamamos de paixão.
Ela, tão perto de ti, fica sem chão.
Seu coração, lento e rápido ao mesmo tempo.
Ela chora,
Mas não vai embora.
Ela fica,
Fica e te irrita.
Ela te ama.
Tu a amas.
E a vida, está sempre aí.
Há de ser vivida.
O ontem, o hoje, o agora.
Pintar em tela o hoje.
Desejar o amanhã.
Sem planos.
Sem meros dessabores.
Sem nada.
Nada além deste teu panorama de agora.
Tão calmo em cima.
Tão turbulento em baixo.
Este mar daí...
Estes barcos...
Tudo o que imagino daqui...
E eu, aqui.
(...)
Esta janela ao meu lado...
Essas cortinas brancas e laranjas, balançando com a brisa deste vento.
Mesmo vento que sentes aí agora.
Caro amigo, não fujas de si.
Não vá embora.
Estarei sempre aqui.
Sempre e sempre, em qualquer hora.
Agora, aqui, sozinha...
Vejo os desenhos que formam no céu essas nuvens...
E penso meu caro Rubens,
Que dia lindo
Vamos vivê-lo, como se fosse o último.
Você aí com teu panorama marítimo...
Eu aqui, com esta janela, este vento...
Toda conversa tem um fim,
E é isso para o momento.
NUNCA HÁ DESCRIÇÃO EXATA. Estas coisas mal pensadas. Estas porcarias recicladas. Estas poesias. Minhas. Só Minhas.
domingo, 31 de março de 2013
03:09 no Sacra.
São 03:09.
03:09 neste banco.
03:09 neste bar.
Nestas companhias.
Neste mar de alegrias.
Às 03:09 no Sacramentum.
Rindo em meio a concha.
Em meio a fumaça.
Em meio ao abismo,
Em meio a lembranças.
Em meio a vontades.
Em meio a desejos.
Desejos secretos.
Daquele vazio oculto.
Daquele quarto.
Em meio ao aqui,
Pensando no lá.
03:09 neste banco.
03:09 neste bar.
Nestas companhias.
Neste mar de alegrias.
Às 03:09 no Sacramentum.
Rindo em meio a concha.
Em meio a fumaça.
Em meio ao abismo,
Em meio a lembranças.
Em meio a vontades.
Em meio a desejos.
Desejos secretos.
Daquele vazio oculto.
Daquele quarto.
Em meio ao aqui,
Pensando no lá.
Madrugada
Ele fez perder a velha triste inspiração.
Ele fez esquecer aquela triste canção.
Segurei em sua mão,
Senti-me nos céus,
Perdi meu chão.
Agora, aqui sentada, num salto, um suspiro, sem saber ao certo,
Quão bom seria estar sempre por perto.
Sentir o quente e o frio,
O cheio e o vazio.
Olhar pela janela,
Perceber que a vida é bela.
Um suspiro, um susto, um desejo.
O não assassinato daquela vontade.
A certeza de tamanha felicidade.
A lembrança de seus beijos,
Mal sabe ele de meus sonhos e desejos.
Mas imagina,
Afinal, sou aquela menina,
Que não esconde o que sente,
Apenas guarda o maior em sua mente.
Abrirá o baú na hora certa.
Ele fez esquecer aquela triste canção.
Segurei em sua mão,
Senti-me nos céus,
Perdi meu chão.
Agora, aqui sentada, num salto, um suspiro, sem saber ao certo,
Quão bom seria estar sempre por perto.
Sentir o quente e o frio,
O cheio e o vazio.
Olhar pela janela,
Perceber que a vida é bela.
Um suspiro, um susto, um desejo.
O não assassinato daquela vontade.
A certeza de tamanha felicidade.
A lembrança de seus beijos,
Mal sabe ele de meus sonhos e desejos.
Mas imagina,
Afinal, sou aquela menina,
Que não esconde o que sente,
Apenas guarda o maior em sua mente.
Abrirá o baú na hora certa.
Da última sexta
Criamos falsas expectativas
Que de falsas nada têm.
O cotidiano nos dá lições.
Nos traz respostas.
Nos causa tristezas.
Nos oferece superações.
Há males que vem para o bem.
Coisas de um passado mais que distante tornam ao presente.
Plantar essa semente,
Por em prática o que há na mente.
Todos os belos detalhes.
Todo este novo tudo.
Este tudo que irá gerar novos versos pela frente.
Que de falsas nada têm.
O cotidiano nos dá lições.
Nos traz respostas.
Nos causa tristezas.
Nos oferece superações.
Há males que vem para o bem.
Coisas de um passado mais que distante tornam ao presente.
Plantar essa semente,
Por em prática o que há na mente.
Todos os belos detalhes.
Todo este novo tudo.
Este tudo que irá gerar novos versos pela frente.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Meu vício
A vida anda como queremos.
Plantamos o que colhemos.
Sentimentos ruins.
Ciúme que estraga,
Passou a hora de passar.
Loucuras,
Fazer alguém sentir-se culpado.
Chamar alguém de amor.
Sentir-se pior por não ter dado xeque ao Rei,
Erros, todos os cometem,
Necessidade de desligamento,
Desligar-se de tudo e de todos.
Lágrimas que caem,
Não de felicidade dessa vez.
Ódio.
Rancor.
Dizia que me amava.
Me abraçava.
Pedia desculpas.
Ciência de que o tempo já era de fim.
Falta de amor próprio.
Falta da família.
Não fui boa filha.
Não fui boa irmã.
Quero relatar coisas boas.
Dias bonitos.
Escrever é bom.
Sempre foi meu maior vício.
Outros vícios, não tão consideráveis,
São apenas caminhos naturais.
Caminhos que levam-me a mim mesma.
Caminho do profundo prazer.
Do talvez, profundo amor próprio.
Plantamos o que colhemos.
Sentimentos ruins.
Ciúme que estraga,
Passou a hora de passar.
Loucuras,
Fazer alguém sentir-se culpado.
Chamar alguém de amor.
Sentir-se pior por não ter dado xeque ao Rei,
Erros, todos os cometem,
Necessidade de desligamento,
Desligar-se de tudo e de todos.
Lágrimas que caem,
Não de felicidade dessa vez.
Ódio.
Rancor.
Dizia que me amava.
Me abraçava.
Pedia desculpas.
Ciência de que o tempo já era de fim.
Falta de amor próprio.
Falta da família.
Não fui boa filha.
Não fui boa irmã.
Quero relatar coisas boas.
Dias bonitos.
Escrever é bom.
Sempre foi meu maior vício.
Outros vícios, não tão consideráveis,
São apenas caminhos naturais.
Caminhos que levam-me a mim mesma.
Caminho do profundo prazer.
Do talvez, profundo amor próprio.
Nem tudo passa.
Não é certo gostar do errado.
Os dias passam.
As horas passam.
Os segundo passam.
As pessoas passam nas ruas.
De carro, a pé, de bicicleta.
Carros passam nas ruas.
O tempo passa.
O mundo gira.
Tudo passa.
Poucas coisas ficam.
As mágoas ficam.
Vão-se as pessoas.
Ficam as boas lembranças.
Ficam as lágrimas também.
Os soluços.
Os gemidos.
A saudade.
A vontade de ficar mais.
As coisas boas duram o tempo necessário.
A vida surpreende-nos,
As pessoas também.
Coisa que era boa.
Coisa que era pouca.
Era tão pouca,
E se acabou.
(14/03/2013)
Bêbado de tanto Saber
Sente-se frio.
Sente-se cansaço.
Decepções.
Tristezas.
Desespero.
Solidão.
Ser.
Ser que é mal amado.
Ser que não abaixa a cabeça.
Ser que bebe.
Ser que desfruta de cigarros.
Marcara a felicidade.
Ser bêbado.
Bêbado de tanto Saber.
De tanto saber de coisas jamais esperadas antes.
De saber agora aquelas verdade ocultas.
De saber das verdadeiras verdades.
Bêbado de tanto Saber.
De saber que já se pode mais crer,
Naquele velho amor do amanhecer.
Bêbado de tanto saber que seu tudo,
agora é nada.
Bêbado de tanto saber que seu cheio,
agora é vazio.
Bêbado de tanto Saber.
E assim, este ser desiludido segue seu rumo,
Este ser, desiludido do Saber.
Este ser mal amado.
Este ser que dedicou-se a uma amor.
Amor que foi esfolado,
Esmagado entre os dedos...
Ester ser, que ainda assim,
Depois de todo este tudo,
Está vivo e vive a vida.
Entre idas e vindas.
Entre choros e sorrisos.
Entre o cair e levantar.
Cambaleando.
Quer somente viver,
Bêbado de tanto Saber.
(14/03/2013)
"Entre aspas"
Interpretar coisas.
Interpretar coisas boas.
Nesta saga inglória.
Nesta querência tão vazia.
Arrancou-me do meu mundo.
Escreveu entre aspas.
Fez-me interpretar coisas.
Interpretar coisas boas.
Nesta saga inglória.
Nesta querência tão vazia.
Teus escritos "entre aspas" irritam-me.
O Saber já não tão Sábio.
Os lugares em que me perdia.
Os lugares em que me encontrava.
O abismo em que me encontraste.
O abismo em que me recolheste..
Encontro em teus escritos todo o amor que procurava.
Todo aquele sentimento bom.
Todo o cheio para o meu quarto vazio.
Todo o ouvir o silêncio do vazio deste quarto.
Todo o desejo em silêncio deste quarto cheio de vazio.
Todo o quente para o frio.
Todo o ar para os pulmões.
Tudo o todo.
Agora.
"Entre aspas".
Interpretar coisas boas.
Nesta saga inglória.
Nesta querência tão vazia.
Arrancou-me do meu mundo.
Escreveu entre aspas.
Fez-me interpretar coisas.
Interpretar coisas boas.
Nesta saga inglória.
Nesta querência tão vazia.
Teus escritos "entre aspas" irritam-me.
O Saber já não tão Sábio.
Os lugares em que me perdia.
Os lugares em que me encontrava.
O abismo em que me encontraste.
O abismo em que me recolheste..
Encontro em teus escritos todo o amor que procurava.
Todo aquele sentimento bom.
Todo o cheio para o meu quarto vazio.
Todo o ouvir o silêncio do vazio deste quarto.
Todo o desejo em silêncio deste quarto cheio de vazio.
Todo o quente para o frio.
Todo o ar para os pulmões.
Tudo o todo.
Agora.
"Entre aspas".
Os quatro lados
Um quadrado, quatro lados.
Duas vidas, duas almas.
Almas que andavam perdidas.
Almas que encontraram-se.
Almas que acalmam-se.
Almas dos escritos.
Almas da poesia.
Mentes loucas.
Anormais.
Mentes brilhantes,
Cada ser, um ser capaz.
Um quadrado, quatro lados.
O lado do sorrir.
O lado do chorar.
O lado do sentir.
O lado do sonhar.
Escrever.
Alimentar este vício.
Um quadrado, quatro lados.
Os quatro lados sempre presentes.
Os quatros lados mágicos que transformam toda a mágoa em poesia.
Um quadrado, quatro lados.
Um quadrado, uma vida.
Os quatro lados desta vida.
A bipolaridade.
Sem, sempre presente.
Sempre presente nos quatro lados desta vida.
Duas vidas, duas almas.
Almas que andavam perdidas.
Almas que encontraram-se.
Almas que acalmam-se.
Almas dos escritos.
Almas da poesia.
Mentes loucas.
Anormais.
Mentes brilhantes,
Cada ser, um ser capaz.
Um quadrado, quatro lados.
O lado do sorrir.
O lado do chorar.
O lado do sentir.
O lado do sonhar.
Escrever.
Alimentar este vício.
Um quadrado, quatro lados.
Os quatro lados sempre presentes.
Os quatros lados mágicos que transformam toda a mágoa em poesia.
Um quadrado, quatro lados.
Um quadrado, uma vida.
Os quatro lados desta vida.
A bipolaridade.
Sem, sempre presente.
Sempre presente nos quatro lados desta vida.
Aquele Ted
O Ted.
O Ted nos fundos.
Nos fundos da memória.
Nos fundos do baú.
Vivia num passado.
Passado já não tão presente.
Vivo com um amor machucado.
Amor amargurado.
Amor do passado.
Passado em que já não mais vivo.
Passado sofrido.
Presente doído.
Futuro.
Nem pensa-se nele.
Viver o hoje.
Desejar calada o amanhã.
Lembrar sempre com tristeza daquela velha história.
Do amor que era pouco por ele, e se acabou.
Lá atrás está o passado.
O passado já não mais presente.
O passado que já não mais vivo.
O Ted,
O Ted do passado.
O Ted nos fundos.
Nos fundos da memória.
Nos fundos do baú.
Vivia num passado.
Passado já não tão presente.
Vivo com um amor machucado.
Amor amargurado.
Amor do passado.
Passado em que já não mais vivo.
Passado sofrido.
Presente doído.
Futuro.
Nem pensa-se nele.
Viver o hoje.
Desejar calada o amanhã.
Lembrar sempre com tristeza daquela velha história.
Do amor que era pouco por ele, e se acabou.
Lá atrás está o passado.
O passado já não mais presente.
O passado que já não mais vivo.
O Ted,
O Ted do passado.
Saudades daquele tempo
Foi ouvindo a Castelhana...
Recordando às rodas familiares.
Dos cantos gauchescos.
Recordando à Querência amada.
Do velho chimarrão.
De todos, fim de ano, cultivando a tradição...
Foi ouvindo a Castelhana,
Que foram caindo lágrimas...
Saudades daquele tempo,
Em que escolhas ainda não tinham-se concretizado.
Saudades daquele tempo,
Em que apenas aquilo era o suficiente...
Os cantos gauchescos.
O violão.
O chimarrão.
A costela a fogo de chão.
Hoje, com escolhas erradas,
Tomadas no pulo do cotidiano,
Restam apenas lágrimas.
Algumas escolhas duram para sempre.
Outras, apenas três anos.
Recordando às rodas familiares.
Dos cantos gauchescos.
Recordando à Querência amada.
Do velho chimarrão.
De todos, fim de ano, cultivando a tradição...
Foi ouvindo a Castelhana,
Que foram caindo lágrimas...
Saudades daquele tempo,
Em que escolhas ainda não tinham-se concretizado.
Saudades daquele tempo,
Em que apenas aquilo era o suficiente...
Os cantos gauchescos.
O violão.
O chimarrão.
A costela a fogo de chão.
Hoje, com escolhas erradas,
Tomadas no pulo do cotidiano,
Restam apenas lágrimas.
Algumas escolhas duram para sempre.
Outras, apenas três anos.
A casa verde.
Esta chuva que cai.
Este coqueiro aqui em frente.
Aquele morro.
Aquelas casas.
Aquela casa verde, o pinheiro.
A solidão que consome o ser.
O ser que consome a solidão.
Assim.
Indo embora
Encaixotando suas coisas.
Foi mexendo naquela caixinha,
Que encontrou a aliança...
Logo vieram as lágrimas, a saudade e a velha esperança.
Logo vieram as boas lembranças.
Dos tempos em que o tudo, eram flores,
Dos tempos dos risos e sabores...
Daquela velha alegria...
Daquele boa companhia...
Foi mexendo naquela caixinha,
Que encontrou a aliança,
E veio então na lembrança,
Que o tudo o todo, agora é nada.
Foi mexendo naquela caixinha,
Que encontrou a aliança...
Logo vieram as lágrimas, a saudade e a velha esperança.
Logo vieram as boas lembranças.
Dos tempos em que o tudo, eram flores,
Dos tempos dos risos e sabores...
Daquela velha alegria...
Daquele boa companhia...
Foi mexendo naquela caixinha,
Que encontrou a aliança,
E veio então na lembrança,
Que o tudo o todo, agora é nada.
terça-feira, 12 de março de 2013
Horas
Das horas que escrevo,
Muito é sobre este medo.
Medo de tentar.
De tentar ser feliz novamente..
Ouço na minha mente,
Vozes estranhas,
Gritando "vá em frente"...
Vozes suaves que suplicam por uma nova paixão.
Vozes que causam emoção.
Os desejos contundentes,
De uma nova paixão reluzente,
São tão grandes quanto o medo,
De causar tanta dor novamente.
Jogo-me de cabeça.
Com a cara e a coragem que emociona,
Nesta aventura que a vida proporciona.
Entrego-me com razão,
À esta nova paixão.
Entrego-me à ela,
Que fará bem ao coração.
Duas almas abandonadas.
Dois corpos mal amados.
Duas almas que encontram-se,
O resto não deixa-se de lado...
Há necessidade de paz.
Paz espiritual, corporal e mental.
Dois poetas loucos, lunáticos.
Dois poetas belos, com belezas brilhantes.
Dois poetas.
Duas almas.
Dois corpos.
Nós.
Muito é sobre este medo.
Medo de tentar.
De tentar ser feliz novamente..
Ouço na minha mente,
Vozes estranhas,
Gritando "vá em frente"...
Vozes suaves que suplicam por uma nova paixão.
Vozes que causam emoção.
Os desejos contundentes,
De uma nova paixão reluzente,
São tão grandes quanto o medo,
De causar tanta dor novamente.
Jogo-me de cabeça.
Com a cara e a coragem que emociona,
Nesta aventura que a vida proporciona.
Entrego-me com razão,
À esta nova paixão.
Entrego-me à ela,
Que fará bem ao coração.
Duas almas abandonadas.
Dois corpos mal amados.
Duas almas que encontram-se,
O resto não deixa-se de lado...
Há necessidade de paz.
Paz espiritual, corporal e mental.
Dois poetas loucos, lunáticos.
Dois poetas belos, com belezas brilhantes.
Dois poetas.
Duas almas.
Dois corpos.
Nós.
Mal necessário
Dor.
Dor bumerangue.
Dor que vai e volta.
Aflição.
Angústia.
Lamentações.
Arrependimento.
Ouvir o ser.
Ter o ser.
Ser um só ser.
Deitar.
Refletir.
Sonhar.
Chorar.
Sorrir.
Pintar em tela,
Outros quadros.
Outros "eu".
Outros "tu".
Outros "nós".
Retorno.
Retorno da felicidade.
Da companhia que faz bem.
Necessidade de alguém.
Um mal que faz bem.
Um mal necessário.
Dor bumerangue.
Dor que vai e volta.
Aflição.
Angústia.
Lamentações.
Arrependimento.
Ouvir o ser.
Ter o ser.
Ser um só ser.
Deitar.
Refletir.
Sonhar.
Chorar.
Sorrir.
Pintar em tela,
Outros quadros.
Outros "eu".
Outros "tu".
Outros "nós".
Retorno.
Retorno da felicidade.
Da companhia que faz bem.
Necessidade de alguém.
Um mal que faz bem.
Um mal necessário.
Tão natural
Contato com a natureza.
Incomparável.
Indispensável.
Fugir daqui.
Fugir dali.
Guardar as coisas boas na concha das mãos.
Mergulhar.
Ficar submersa.
Sentir a água tocar o corpo.
Aproveitar a maré.
Curtir a beleza da restinga também.
Descansar e esquecer da vida.
Espetáculo.
Deitar no puff.
Solitária sonhadora, sempre saudosa,
Nem sempre sorridente.
Incomparável.
Indispensável.
Fugir daqui.
Fugir dali.
Guardar as coisas boas na concha das mãos.
Mergulhar.
Ficar submersa.
Sentir a água tocar o corpo.
Aproveitar a maré.
Curtir a beleza da restinga também.
Descansar e esquecer da vida.
Espetáculo.
Deitar no puff.
Solitária sonhadora, sempre saudosa,
Nem sempre sorridente.
Cambaleando
Pensar.
Parar.
Pedir.
Procurar paradas perto das pontes.
Caminhar.
Correr.
Fugir para longe.
Necessidade de amor.
Necessidade de compreensão.
Desilusões.
Deus.
A grande falta dele.
Deus,
O único sempre presente.
Levanto-me agora daquela queda.
A vida é isso.
A vida é pra viver.
Cambaleando sigo meu rumo.
Parar.
Pedir.
Procurar paradas perto das pontes.
Caminhar.
Correr.
Fugir para longe.
Necessidade de amor.
Necessidade de compreensão.
Desilusões.
Deus.
A grande falta dele.
Deus,
O único sempre presente.
Levanto-me agora daquela queda.
A vida é isso.
A vida é pra viver.
Cambaleando sigo meu rumo.
Suspiro
Solidão.
Silêncio.
Minha liberdade.
Estou fugindo.
Estou sumindo.
Da tua vida.
Da minha vida.
Ninguém me encontrará.
Lá, onde tocam os sinos.
Minha solidão.
Meu ser.
Meu ter.
Mascarar as velhas tristezas.
Deixar os velhos vícios.
Um vago sorriso ficará presente.
A dor nunca estará ausente.
Um suspiro fundo.
Um vazio.
Estou saindo.
Estou indo embora.
Estou fugindo.
Estou sumindo.
Ninguém me encontrará.
Silêncio.
Minha liberdade.
Estou fugindo.
Estou sumindo.
Da tua vida.
Da minha vida.
Ninguém me encontrará.
Lá, onde tocam os sinos.
Minha solidão.
Meu ser.
Meu ter.
Mascarar as velhas tristezas.
Deixar os velhos vícios.
Um vago sorriso ficará presente.
A dor nunca estará ausente.
Um suspiro fundo.
Um vazio.
Estou saindo.
Estou indo embora.
Estou fugindo.
Estou sumindo.
Ninguém me encontrará.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Mulher
Mulher de dia.
Mulher de noite.
Mulher dos choros.
Mulher dos risos.
Mulher da TPM.
Mulher do acordar cedo.
Mulher do café pra família.
Mulher que é mãe.
Mulher que é filha.
Mulher que é irmã.
Mulher que é amiga.
Mulher que é vizinha,
Mulher que anda.
Mulher que corre.
Mulher que caminha.
Mulher menina.
Menina mulher.
Mulher que come brigadeiro de colher.
Mulher de opiniões.
Mulher de fim de tarde, abraçada com sua paixão.
Mulher de shoppings, e vitrines em promoção.
Mulher de inspirações.
Mulher que canta.
Mulher que toca.
Mulher que joga vídeo game.
Mulher que faz poemas.
Mulher de liberdades.
Mulher de escolhas.
Mulher de satisfações.
Mulher de escovas "daquelas",
Mais unhas vermelhas, tal Mulher Fatal.
Mulher que ajuda o próximo.
Mulher que tem a oportunidade de dizer um "eu te amo"
Mulher que escuta um "eu te amo"
Mulher que pode se sentir amada.
Mulher que vê o pôr-do-sol.
Mulher que contempla a lua.
Mulher do ontem.
Mulher do hoje.
Mulher de sempre.
Mulher da gente.
Mulher guerreira.
Mulherada da paz.
Mulherada não só de 08 de Março.
Mulher a cada instante.
Mulher que desce do salto.
Mulher que entende.
Mulher que briga.
Mulher excelente.
Mulher que quer apenas o bem.
Mulher, ah Mulher.
Nada da vida seria sem ela.
Sem nós.
Todos os dias.
Ontem, hoje e sempre.
Mulher.
Mulher de noite.
Mulher dos choros.
Mulher dos risos.
Mulher da TPM.
Mulher do acordar cedo.
Mulher do café pra família.
Mulher que é mãe.
Mulher que é filha.
Mulher que é irmã.
Mulher que é amiga.
Mulher que é vizinha,
Mulher que anda.
Mulher que corre.
Mulher que caminha.
Mulher menina.
Menina mulher.
Mulher que come brigadeiro de colher.
Mulher de opiniões.
Mulher de fim de tarde, abraçada com sua paixão.
Mulher de shoppings, e vitrines em promoção.
Mulher de inspirações.
Mulher que canta.
Mulher que toca.
Mulher que joga vídeo game.
Mulher que faz poemas.
Mulher de liberdades.
Mulher de escolhas.
Mulher de satisfações.
Mulher de escovas "daquelas",
Mais unhas vermelhas, tal Mulher Fatal.
Mulher que ajuda o próximo.
Mulher que tem a oportunidade de dizer um "eu te amo"
Mulher que escuta um "eu te amo"
Mulher que pode se sentir amada.
Mulher que vê o pôr-do-sol.
Mulher que contempla a lua.
Mulher do ontem.
Mulher do hoje.
Mulher de sempre.
Mulher da gente.
Mulher guerreira.
Mulherada da paz.
Mulherada não só de 08 de Março.
Mulher a cada instante.
Mulher que desce do salto.
Mulher que entende.
Mulher que briga.
Mulher excelente.
Mulher que quer apenas o bem.
Mulher, ah Mulher.
Nada da vida seria sem ela.
Sem nós.
Todos os dias.
Ontem, hoje e sempre.
Mulher.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Mal necessário
Dor.
Dor bumerangue.
Dor que vai e volta.
Aflição.
Angústia.
Lamentações.
Arrependimento.
Ouvir o ser.
Ter o ser.
Ser um só ser.
Deitar.
Refletir.
Sonhar.
Chorar.
Sorrir.
Pintar em tela,
Outros quadros.
Outros "eu".
Outros "tu".
Outros "nós".
Retorno.
Retorno da felicidade.
Da companhia que faz bem.
Necessidade de alguém.
Um mal que faz bem.
Um mal necessário.
Dor bumerangue.
Dor que vai e volta.
Aflição.
Angústia.
Lamentações.
Arrependimento.
Ouvir o ser.
Ter o ser.
Ser um só ser.
Deitar.
Refletir.
Sonhar.
Chorar.
Sorrir.
Pintar em tela,
Outros quadros.
Outros "eu".
Outros "tu".
Outros "nós".
Retorno.
Retorno da felicidade.
Da companhia que faz bem.
Necessidade de alguém.
Um mal que faz bem.
Um mal necessário.
terça-feira, 5 de março de 2013
Um ser
Um ser desde 05 de Março.Desde 05 de Março de 1927.
Um ser que muito já viveu.
Um ser que ainda tem muito pela frente.
Muito a viver.
Muito a ensinar.
Um ser que fez carrinhos.
Carrinhos de madeira.
Em ser que fez peteca.
Um ser que dar carinho,
Sempre foi sua grande meta.
Um ser que no moinho fazia melado.
Doce de laranja e de goiaba.
Um ser que muito cuidou do gado.Plantou.
Colheu.
Cuidou das galinhas.
Matou cobra, passarinho, lagarto.
Matou gambá.
Fez bodoque, cetra, "chilóida" e estilingue.
Desceu de "zorra" até não poder mais.
Pescou.
Apostou corrida.
Jogou três Marias.
Fumou.
Esteve quase morto.
Parou de fumar.
Um ser.Um ser com seu bigode.
Um ser com suas manias.
Um ser com seu cabelo grisalho.
Um ser com seus olhos verdes.
Italiano teimoso.
Italiano falador.
Um ser dos jogos de dominó.
Um ser dos cafés.
Um ser das mesma histórias.
As histórias de todos os domingos.
Um ser das mais loucas aventuras.
Aquelas de 1945.
Um ser.O melhor ser de todos.
Um ser dos almoços de quarta.
Um ser das missas e orações.
Um ser das risadas.
Um ser das tristezas.
Um ser que muito consola.
Um ser que não há como imaginar a vida sem ele.
As tardes de conversa na varanda.
A varanda do Vovô.
Um ser que jogou bola, tomou banho de chuva.
Um ser que construiu casas.

O ser que todos os dias as 6h da manhã tirava o leite quentinho da vaca.
O ser da Nona.
Seu companheiro até o fim de sua vida.
Um ser melhor que qualquer outro.
Um ser que é meu tudo.
Meu melhor amigo.
Um ser que é meu pai, minha mãe, meu Vovô.
Um ser que é meu tudo.
Um ser que foi e é meu chão.
Um ser que ajuntou-me do abismo.
Um ser que é agora o ar de meus pulmões.
O sangue que corre em minhas veias.
O brilho no meu olhar em cada risada e em cada momento de mágoa.
O ser que é o único motivo de querer acordar todos os dias.
Um ser que é tudo.
Ah, este ser!
Viveu.
Amou.
Sorrio.
Chorou.
Sonhou.
Realizou.
Um ser que vive.
Ama.
Sorri.
Chora.
Sonha e realiza.
Um ser que em 2016 estará de smoking, ouvindo meus sinceros agradecimentos.
Por toda a amizade.
Por todo o amor.
Por todo o tudo de todos os dias.
Um ser.
O melhor ser.
Hoje, este ser está completando 86 anos.
Os 8.6 calibrados.
A flor da idade.
A lucidez.
Temos muito ainda pela frente.
Temos sim.
Ah Vovô!
Obrigada por tudo.
Que já veio e que virá.
Obrigada por todos estes anos de adoção.
Uma suposta neta.
Um suposto Vovô.
Um neta de verdade.
Um Vovô real!
Todo o mundo tem um Vovô.
Mas o melhor Vovô de todo o mundo é o meu.
-Dedicado à Albano Paulo Sbardellati, o Vovô, que hoje completa 86 anos de vida.
Assinar:
Comentários (Atom)


