quinta-feira, 16 de julho de 2015

Na beira da praia





Eu tenho o verso
Dentro de mim
E bem lá
Na beira da praia
A gente sabe
A gente sente
A natureza
Ela é tão
Perfeita
Sem defeito
Deus foi incrível,
Quando criou cada ser.
Mas eu vivi
Tanta mentira
E estou cansada
Das coisas como estão.
Eu quero o velho novo
Eu quero o velho de novo.
Como os bons costumes.
Os bons valores.
Os almoços em família.
As risadas.
Os gritos de desespero
Porque o arroz queimou.

Picasso


Um interior
Que está amargo
Da mente
Eu não largo
E eu não minto
Eu sinto
E dói
Tudo que foi
Que passou
Destruiu
Meu jardim
E então era assim:
Eram flores tão lindas
Flores de amor
Cheias de pétalas
Pétalas por pétalas,
Hoje despedaçadas
Feito um coração
Quebrado...
Jogado ao chão.
As chances terminaram,
E eu me permito viver.
Preciso subtrair,
Todo este rancor,
E plantar novamente,
A semente
Do amor.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O tempo

Tempo
Eu tenho
Pouco
Eu tento
E eu quero
Preciso
E eu sento
No banco
E eu sinto
O vento
Ele balança meus cabelos
Traz consigo uma lembrança
A velha esperança
De um fim de noite
Sem lágrimas desta vez
O tempo é uma ilusão
É a confusão dos sentimentos
Então paro
E me lamento
Sem pontos
Sem vírgulas
Sem nada
Sem tempo
O tempo é a ilusão
A ilusão da percepção






Bipolaridade

Cansei
De esperar,
E desejar.
As lágrimas
Secaram,
E as feridas
Não cicatrizaram.
Cansei
De esperar,
E desejar,
Alguém
Que compreendesse,
Minhas dores,
Por antigos amores.
Alguém,
Que tão somente ficasse ao meu lado por horas,
Sem precisar trocar sequer uma palavra.
Cansei.
Estou quebrada, feito estes vasos velhos,
Que um dia abrigaram lindas flores de amor.
As mesmas que um dia eu semeei,
Reguei,
E simplesmente foram arrancadas,
Como qualquer coisa fútil.
Estou desgastada.
Sufocada.
Presa.
Novos sentimentos tomam conta...
Impulsividade.
Individualidade.
Raiva.
Precipitações.
Eu sou apaixonada pela minha bipolaridade.
Não sou.




Monólogo louco


Eu não aceito tua ida,
Queria eu estar de partida.
Porque as coisas são tão complicadas?
Talvez se você estivesse aqui,
Teria a solução pras minhas dores.
Se você estivesse aqui, não haveriam dores.
E neste céu que agora habitas,
Aliás...
Ele sequer existe não é?
Já compreendi,
Que cada verso meu,
Não passa de um monólogo louco,
Na esperança de que você me ouvisse Pai.
Me compreendesse.
Voltasse.
Ficasse.
Me amasse.

Seria.



Seria bem divertido
Repetir tudo isso
Toda a batata frita
E a boca suja de batom.
Repetir as músicas,
Ver outros filmes,
E provar outras camisas tuas.
Seria bem divertido tudo isso,
Conversar sobre todos os eles,
Sobre todas as elas.
Terminar tudo com prazer,
Quem sabe não terminar.
É,
Seria bom,
Seria.