terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O primeiro dez de dezembro.



E hoje faz um ano.
Um ano daquele dia.
Um ano que eu não esqueço,
O que esquecer eu devia.
Faz um ano que troquei de livro,
Já que virar a página foi impossível.
Hoje faz um ano.
Sem o ser.
Sem o ter.
Sem o ver.
Sem saber,
O porquê do destino.
As cores da tela da minha vida já foram diferentes.
Foram preta e branca.
Nós também éramos diferentes.
Talvez eu compreenda que o destino quis assim.
Compreender e aceitar.
Verbos diferentes.
Éramos diferentes.
Já passei uns quatro anos te escrevendo.
Meus versos eram feitos de você.
Agora as mágoas acumuladas,
Só revelam que nem mais na poesia eu consigo te escrever.
Eu só quero dormir tranqüila, com aquelas mesmas estrelas coladas no teto do meu quarto.
Eu só quero dormir tranqüila.
Não consigo te escrever,

Que dirá esquecer.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

No shopping

Não quero mais te ver,
Já que não posso mais te ter,
Tirei o dia pra te escrever.

Foram bons os momentos que passamos juntos,
Na sala, no carro e no quartinho ali dos fundos,
Foi bom pro meu e pro seu, pros nossos mundos.

Hoje eu só desejo que chegue onde quer chegar,
Sei que lá na frente vamos nos encontrar,
Até lá, encontrarei outros braços pra me abraçar,
Mas meu amor será sempre teu, preciso afirmar.

Aqui neste lugar, tão cheio de vidas vazias,
Me pego presa, em meio a esta monotonia,
Pensar em nós já virou mania,
Então pela gente, era só eu que sentia,
Pra ti tudo tanto fazia.

Eu só quero seguir em frente,
Sem o teu ser perturbando minha mente.
Agora eu já sei que a gente,
Juntos ficaríamos bem mais contentes.

Olha só

Olha só tudo que eu fiz,
Você me teve como sempre quis.
Agora vem cá e me diz,
Porque é que eu tô tão infeliz.

Olha só, não faz assim meu bem,
Não pule do vagão deste nosso trem.
Eu te queria um pouco mais e além,
Mas agora, nada mais te convém.

Olha só tudo o que está fazendo,
Vem e vai, fica e sai, estou enlouquecendo.
Queria te dizer que está me perdendo,
Matei o nosso amor, mas só eu estou morrendo.

Olha só, depois de meses de tristeza acumulados,
Prefiro já não mais estar ao teu lado,
Pra evitar um maior abalo,
Tô deixando isso tudo vazar pelo ralo.

Olha só, eu sei que vou sofrer bastante,
Por não poder mais ver teu semblante.
Ficarei com esta saudade, sentimento sufocante.
Viverei por mim mesma, apenas como antes.

Olha só tudo que você fez,
Me teve por inteiro, mas não mais desta vez.
Pra mim já chega, foi muita estupidez...
Ficaremos só eu e minha embriaguez.

Olha só, esta música foi feita pra ti meu bem.
O amor magoa e vira rancor, e vira rima também.
Um presente da sua linda, que continuará linda nos
braços de outro alguém.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Há de ser

Na minha caminhada,
Passo sempre em frente a sua casa.
Hoje te encontrei.
Um encontro inusitado.
Vi que me olhou,
Que ficou paralisado.
Eu tremi como naquela música.
Abraçaste-me, te abracei.
Sim, estou bem também.
Vê se te cuida, ele disse.
Eu tento.
Venho tentando.
E senti falta daqueles tempos.
Em meio à maresia.
Em meio ao seu quarto na paz de Jah.
E senti saudades.
E fiquei surpresa.
Mas já passou.
Amanhã talvez as peças deste quebra-cabeça se encaixem.
Se não ainda,
Um dia,
Cedo ou tarde, há de ser.

O tudo não mudou em nada

Deitei.
Janela aberta.
Deixar a brisa entrar.
O mensageiro do vento,
Faz sons ritmados novamente.
Mas desta vez há outros pensamentos em minha mente.
O mundo mudou sim.
Os dias parecem mais longos.
As noites também.
Fala-se pouco.
Gritos em minha mente a todo instante.
O mundo mudou sim.
As pessoas mudaram.
Eu mudei.
Mudei meu modo de agir,
De pensar,
De sorrir,
De chorar,
Mudei meu modo de correr,
E caminhar.
Eu mudei.
Mudei meu modo de falar.
De falar com qualquer pessoa,
Como se fosse única e especial.
De falar com uma pessoa única e especial,
Como se fosse qualquer pessoa.
Eu mudei.
Engordei.
Minhas roupas aumentaram.
Os números da balança também.
Eu mudei.
Mudei o corte do cabelo.
Mudei muito neste tempo todo.
Tudo mudou.
Todos mudaram.
Só não mudou esta vontade de voltar a alguns tantos anos.

Só por ele

Sofreu-se tanto.
Fizeram-se planos que vazaram pelo ralo,
 E as gotas que restaram evaporaram com o tempo.
Tentou-se voltar no tempo.
Quase se morreu de rir e depois de chorar em frações de segundos.
Afirma-se, gosta de alguém.
Afirma também: odeia este tal de gostar.
Nela, fora despertado um sentimento.
Um sentimento lindo, duradouro,
Depositado sob seu ser.
Plantaram esta flor em seu jardim.
Somente isto.
Quem plantou nem se preocupou em regá-la.
As flores morrem com o tempo.
As flores secam.
O sentimento morre com o tempo.
O coração seca.
A alma fica transtornada.
Sem saber para onde ir.
Sem certeza de onde se veio.
Segue-se o caminho,
Na velha esperança de que chova,
E a flor do amor cresça novamente,
Por conta somente dele.
Do amor, pelo amor e por amor.

O que eu faria por você




O que eu faria por você
Nem Cabral Faria pro Brasil,
Nem a Princesa Isabel faria pros negros num covil.

O que eu faria por você,
Nem Hitler faria pro mundo,
Nem se quer aquela velhinha ali do fundo.

Era Zeus, o pai dos deuses.
Te amei por dia tantas vezes
Hoje é só mais um cara neste mundão.
Tão insignificante quanto esta canção.


O que eu faria por você,
Daria pra escrever um livro,
Eu escreveria como um romance,
Mas você leria como uma comédia,
O que sempre achou desse nosso lance.



O que eu faria por você,
Daria até pra virar novela,
Ou até um filme de TV,
Mas não, não seria mais romance,
E sim uma bela cena de terror,
Depois de tanto sofrer,
De tanto chorar, correr, suspirar...
Depois de tanto te amar,
Sem pensar,
Esfaqueei o nosso amor.
O meu amor.

Era Zeus, o pai dos deuses.
Te amei por dia 1 ou 2 ou até 3 vezes.
Hoje é só mais um cara neste mundão.
Tão insignificante quanto esta canção.


E a dor era tanta,
Que eu já nem sabia o que fazer...
Peguei o papel, o lápis e comecei a escrever...
Entre lágrimas e risos, dessa piada toda,
Agora, quero mesmo é que você se foda...



O que eu faria por você,
Qualquer um faria.
Perderia dias de vida,
Atrás de algo que não chegaria
Essa música chegou ao fim,
e eu não quero mais olhar pra trás.
O que eu faria por você, eu faria,
Já não faria mais.

Era Zeus, o pai dos deuses.
Te amei por dia 1 ou 2 ou até 3 vezes.
Hoje é só mais um cara neste mundão.
Tão insignificante quanto esta canção.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Era terça, dia 12

Um doze de novembro conturbado.
Certos obstáculos terão de ser enfrentados.
Não há mais como adiá-los.
As dores se vão.
As certezas ficam.
Situações menos claras virão futuramente.
Há de se corrigir imperfeições.
Ter bondade.
Observar melhor tudo ao redor.
As coisas.
As pessoas.
As circunstâncias.
Talvez eu tenha feito escolhas erradas.
Talvez, a ilusão tomou conta do meu ser.
Talvez, deixei tudo afetar o psicológico.
O que afetou a saúde...
E já nem sei por quanto tempo poderei deixar estes escritos.
‘Escritos escrotos’.
Talvez só depois de ir, os mesmo serão lembrados,
Valorizados.
Como tudo na vida, que somente depois que se perde,
Valoriza-se.
Entender é fácil.
Aceitar, nem tanto.
Aproveitar oportunidades.
Seguir em frente,
Esquecer de toda a poeira pisoteada por esta minha estrada.
Conflito interno.
Falta de amor próprio.
Insatisfação.
Decepções.
Foi uma terça complicada.
Foi um dia doze complicado.
Mas passou

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Teu silêncio me agonia

O teu silêncio grita.
O teu silêncio fere.
O teu silêncio me dá respostas,
As quais eu não quero ouvir.
Teu silêncio me agonia,
Conclui minhas dúvidas.
Lavo minhas mãos sob água fria,
Lembrando que teu silêncio me agonia.
Sinto-as limpas e as observo por vasto tempo,
Teu silêncio me agonia,
Nada me resta, então me lamento.
É um ser tão certo quanto o vento...
Vem como a brisa forte,
De sul a norte,
Assobiando nos vazios dos dias.
É como a brisa calma que balança meus cabelos.
Teu silêncio me agonia, isso não é mais segredo.
Teu sorriso me acalma.
Teu olhar transborda minh’alma .
Tuas angústias me angustiam.
Tuas manias me irritam.
Tuas manias me atraem.
Tua voz soa tão boa,
Em meio a tantas reclamações da vida.
Tua voz soa tão boa quando conversamos.
Tua voz soa tão boa em qualquer situação.
Mas agora, há o teu silêncio.
Então, sinto-me perdida.
Resta o teu silêncio.
Teu silêncio me angustia,
E solucionou minhas dúvidas.
Já não mais me importo,
Já não mais angustiada,
E sim aliviada.
Teu silêncio me respondeu,
Que este amor era só meu.

Mino

Em meio a trancos a barrancos,
À  raios e relâmpagos.
Era uma tempestade.
Trancados no carro, em meio à vontades.
Desejos latentes,
Dominam nossas mentes.
Proximidade intensa,
Grande emoção.
Não conter o riso,
Esquecer qualquer intenção.
Compartilhar coisas.
Coisas boas.
As engraçadas e as tristes.
Boa companhia.
Passa-me muita alegria.
Imagino muito coisa.
Imagino.
Imagino Mino.

Tão distante

Teus escritos me prendem.
Teus escritos me consomem.
Teus sentimentos.
Tão ali.
Tão neles.
Teu ser ausente.
Me consome.
Me completa.
Teu ser, mesmo distante,
Me parece presente.
Não sei ao certo,
Talvez te queria por perto...
Fico confusa.
Em meio a textos.
Em meio a boa e velha conversa,

Me sinto bem.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Por assim dizer

Perco o sono.
Perco os sonhos.
Durmo aos poucos.
Durmo, por assim dizer,
Por apenas dormir.
O desejo é não acordar mais.
Muito tentei, mas, não obtive sucesso.
Já não sinto vontade de caminhar,
De sair,
De cantar.
Ainda escrevo, por assim dizer.
Por apenas escrever.
Encontro-me perdida,
Em meio à poesia.
Aqui,
Meu desabafo,
Minhas angústias,
Meu objetivo falho,
Minhas tentativas falhas de suicídio.
Falhas no viver.
Falhas no quase morrer.
Já não sinto vontade de trabalhar.
Trabalho, por assim dizer.
Não por apenas trabalhar,
Mas porque preciso.
Hei de quitar as contas,
Para que ninguém se obrigue depois.
Já nem a faculdade tenho vontade de ir.
Ainda vou, por assim dizer.
Não apenas por ir,
Mas para entregar o canudo à família.
Não possuo mais metas.
Meus sonhos, todos abalados.
Não quero nada além disso,
Nada além deste momento:
Eu, em minha cama.
Sem ninguém por perto.
Só o silêncio que grita em minha mente.
Pensamentos me atormentam.
Sinto a brisa vindo da janela.
O mensageiro do vento faz sons ritmados,
E eu, estou comigo.
Quero ir embora,
De mim,
De tudo,
De todos.
Não pertenço a este mundo,
Não por assim dizer,
Apenas por não pertencer,
E deixar o nada evidente.
O vazio, por assim dizer.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Caí

Esta vida está sobrecarregada.
Sem sorrisos.
Sem lágrimas.
Sem nada.
Esta vida está neutra.
Dificuldades a todo instante.
Muitas ainda virão.
Os obstáculos previstos estão chegando.
Não há mais como adiar o momento de enfrentá-los.
Metas fora do alcance.
Sonhos, que não passam disso.
Circunstâncias oscilando.
Fui derrubada.
Caí.
Pensamentos me atormentam.
Já estive mesmo em pé?
Talvez cambaleando.
Sempre tentando.
Cheia de dúvidas.
Cheia de certezas sobre estas dúvidas.
Cheia de vazios.
Cheia de falsas expectativas.
Sem muitos objetivos, a não ser um.
Um único objetivo.
Sem nada.
Tudo evidente.
Todo o nada evidente.
Não pertenço a este mundo.
Quero paz.
Sem gritos.
Sem carros passando nas ruas.
Sem pessoas.
Sem coisas.
Sem nada.
Somente eu.
Meus pensamentos.
Minha imaginação.
Minhas frustrações.
Meus sonhos, que não passam disso.
Quero correr para longe.
Onde ninguém me encontrará.
Onde nem o vento me alcançará.
Eu decidi.
Tomar uma decisão como esta não é fácil.
É um caminho sem volta.
É como uma viagem,
Uma viagem só de ida.
Comprei minha passagem.
Pensei bem,
Percebi que viver é bem mais difícil.
Morrer é fácil.
Acabar com tudo.
Sem problemas.
Sem sorrisos.
Sem lágrimas.
Sem nada.
A morte é o alívio dos fracos.
É a solução óbvia.
É a única coisa com sentido óbvio,
O não ter sentido nenhum.
Como esta vida.
Comprei minha passagem,
Sem muitos objetivos, a não ser um,
Minha viagem.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Na cadeira de balanço



Ficou até altas horas a imaginar,
Porque aquele rapaz a fazia sonhar,
E ele mal e mal imaginava,
Que a mente dela, já dominava.
É uma atração física e mental,
Mais do que isso, é espiritual.
Talvez seja verídico existir alguém,
Que a fará novamente do amor refém.
Talvez acordem juntos num domingo,
E ela continuará sempre sorrindo.
Ela ainda possui seus sonhos de infância,
A menina linda, com seus desejos bobos de criança.
O bouquet de rosas, o véu e grinalda,
O tapete vermelho, coberto pelo vestido branco e sua calda.
Talvez a loucura dele seja a dose que falta na vida louca dela.
Talvez se completem um dia, e ela há de se olhar pela janela,
E só agradecer.
Talvez ele perceba quanto tempo já perdeu,
Quando não teve tempo para ter tempo pra ela como prometeu.
Há de se esperar.
A resposta certa há de chegar.
Sentada em sua cadeira de balanço, com calma, ela continua a sonhar.
A sonhar, e a desejar.

Sorriso farto.


Nada há de se equilibrar.
Já não há o que se mascarar.
Há uma felicidade real.
Amor fraternal.
Paz interior.
Espírito atraente.
Mente apaixonante.
Gestos brilhantes.
Deus realmente nos dá respostas.
Coisas boas chegam sempre,
O caminho pode ser árduo,
Mas a chagada,
Há de ser recompensada.
És atraente.
Há uma atração mais que física.
Há uma atração espiritual.
Foi devido a um sorriso fácil e largo.
Foi uma ausência de palavras.
Foi numa timidez repentina.
Foi num desejo enorme.
Foi um sonhar rápido mil coisas de um futuro bom.
Sentir Deus é ser mais feliz.
É ter um sorriso fácil e largo.
O amor Dele une os destinos.
Une os caminhos.
Une as vidas, tornando-as numa só.
E dela, gerando outra.
Constituindo uma família,
Tendo forças que brotarão do amor.
O amor de Cristo une.
Já dizia o rito da missa.
Cedo ou tarde.
Ele une.
E pensar que foi um sorriso fácil e largo o estopim para esta felicidade.
Sorriso sincero foi aquele.
Foi um sorriso farto.
Surpresa fiquei.

Ela voltou.


Um final de semana.
Mais um que se foi.
Sua vida, tão monótona quanto rota de trem.
Não.
Não foi apenas mais um.
Nada foi monótono.
Foi um recomeço.
Um valor maior cravado.
Cravado no coração dela.
Bombeando o sangue em suas veias.
Enchendo de ar seus pulmões.
Foi Deus que a mandou para lá, neste final de semana.
Ela nada previa.
Ela sempre o temeu.
Ainda teme de certa maneira,
Mas neste final de semana Ele a tocou.
Ela O sentiu.
Foi sincera consigo e com Ele.
Sentiu pela primeira vez em sua vida a paz.
A tão sonhada paz interior.
Ali ela estava feliz e teve motivos para sorrir.
Ela nunca estava sozinha.
Desacreditou por muitas vezes,
e mesmo assim Deus não desistiu dela.
Ela voltou.
Agora para ficar

Um velho sonho.



Imaginar uma maçã e suas metades.
Sentir uma dor forte.
Uma angústia.
Um descuido temporário.
Sentir um vazio.
Não ter chão.
Sentir um peso enorme sob os ombros.
Sentir ainda assim a esperança.
A velha esperança da semente boa plantada.
Oito oitenta.
Discernir o certo do errado.
Sabedoria.
Preto no branco.
Sem cores.
À moda antiga.
Meia palavra bastaria.
Tal...
Deus nos dá respostas.
Elas chegam no tempo certo.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Por uma realidade



A tristeza me rouba palavras,
Me traz o silêncio,
Tua ausência, nem tanto me abala.
Minha fé afirma que te verei com o tempo.
Já são quase vinte anos, 
Em meio a mil planos,
Tentando substituir este vazio...
Tua imagem me causa calafrios.
Deus conhece minhas verdades,
Só Ele sabe o tamanho desta saudade.
Sentada aguardo ansiosa,
Ansiosa pela morte.
Talvez tenha logo esta sorte.
E já não te verei mais em sonhos.
Te verei pessoalmente.
Te verei na minha frente.
De verdade.
E ouvirei o tom da tua voz.
E sentirei o calor dos teus braços,
Quando em teu colo, sentir teus abraços.
Teu consolo.
Tuas mãos sob meus cabelos.
Teu carinho.
Teu amor.
Amor de Pai.
Que toda a eterna ausência tua,
Não me submeta a certa loucura.

Pra coleção de sentimentos.



A cada passo que se dá,
Uma nova história que se conta.
Tudo que te cercas,
Neste mundo em que observas,
No mesmo canto de sempre.
O indesejado acontece,
Uma alma estremece,
Dois corpos também,
E o coração amolece.
Entre dor e dissabor ,
Talvez se encontre o velho amor.
As palpitações que ainda são duvidosas,
Se deram na Palpite, música fabulosa.
Sentes aquela velha insegurança,
Tentas seguir no ritmo da dança,
Porém, sem muita esperança.
O velho amor confunde a cabeça,
O velho amor talvez reapareça.
A vida segue.
Algo teus pensamentos persegue.
A vida segue, bem e mal,
Talvez melhore só no carnaval...
Talvez antes,
Não embace o panorama desta mente pensante.
Os dias passam,
As horas,
Tudo passa...
Os carros nas ruas,
As pessoas em suas bicicletas legais,
Todas anormais.
Continuas aí, observando a vida passar.
Ela segue normalmente,
Com o cheio, o vazio, o frio e o quente.
E um vácuo que se enche,
Se não for pra ser assim, nem tente.
Tudo a tua volta, pode ser triste,
Já dizia a velha música Palpite.

Quando toca o celular.



Num teclar, uma surpresa,
Um celular que toca sobre a mesa.
Fez sair da rotina,
Numa hora repentina.
Passos rápidos, um suspiro e um sorriso,
Meu corpo, já sente em teu corpo um abrigo.
Um coração na mão, um sentar no banco.
Uma alegria estranha, e até sozinha canto.
Voltar à rotina, sentir um brilho no olhar,
Tudo, por apenas tocar, um simples celular.

Expectativas frustradas.



Desejos que se realizam,
Pensamentos que se obrigam.
Suposta felicidade e magia,
Saber mais do que já se sabia.
Tempos.
Tempos que virão.
Anseios emocionais não satisfeitos,
Assim, deste jeito,
Somos feitos de defeitos.
Expectativas frustradas.
Sonhos que tornam as noites.
Manifestações latentes.
Palpitações ardentes.
Insistir em projetos,
Que talvez nem tenham futuro.
Expectativas frustradas.
Passar por dificuldades.
Vencer dificuldades.
Desafios sempre ao caminho.
Nem sempre vencer.
Expectativas frustradas.
Desilusões.
Uma apaga a outra,
Que apaga qualquer alegria,
A alegria, que era a de todo dia.

Duvido entender!



Ter medo.
Muito medo.
Ter medo e mesmo assim tentar.
Mesmo assim pensar amar.
Mesmo assim se entregar.
Ter medo.
Muito medo.
Mesmo assim, seguir em frente.
Batalhar, focar na mente.
Ter medo.
Tentar.
Tentar se chama coragem.
Cafés.
Beijos.
Abraços.
Amassos.
Sorrisos.
Piadas.
Piadas nem sempre engraçadas.
Graça pela ausência dela mesma.
Viagem.
Peças.
Calma.
Mundo.
Mar.
Flores.
Campo.
Barraca.
Entende?
Ter medo.
Sentir aquele frio na barriga.
Ter medo, e estar aí,
Vivendo.
A felicidade é feita de momentos.
Segundo de felicidades.
Vivendo.
Com ou sem medo.
Vivendo.

Foi da Grécia

Sentir esta ansiedade,
Ansiedade pelo final de semana.
O sentimento é de felicidade.
Não há outra demanda.
Sem paixões,
Sem ferir corações.
Cabeça voltada para a vida profissional,
Vida íntima, sem viver este mal.
Sem planos para o futuro,
Esta foi a minha escolha.
Assim, sem medo do escuro,
Desestresso, estourando plástico bolha.
Meu desenvolvimento sentimental foi afetado.
Agora, com ou sem corpo cansado,
Prefiro este ser afastado,
Prefiro ficar só,
Prefiro este ser separado.
Antes assim, que machucado.

Passou



O que irritou foi a ausência.
Muito se fez para curá-la.
Foi à bares.
Foi à bosques.
Tomou chimas.
Fumou.
Sentiu a maresia.
Viveu em seu subconsciente aquela maré.
Foi à praia.
Molhou seus pés.
Viu a maré subir metade da areia.
Deitou e admirou as estrelas.
Viu o dia amanhecer.
Cantou.
Dançou.
Tudo passou.
Passou um cachorro na rua.
Passou o trem.
Passou a uva.
Fez de tudo.
Nada restou,
Somente o vazio da ausência tua.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Mais uma dose de felicidade


Viva cada segundo da tua vida, como se fosse o último.
Ame quem quiser.
Beije quem quiser.
Ria quando quiser.
Brinque. 
Pule.
Cante.
Dance.
Chore.
Morra de paixão,
Mas nunca em segredo.
Sinta aquele friozinho na barriga.
Ouça músicas que não te magoem.
Coma doces.
Compre churros quando avistar a barraquinha.
Visite lugares que nunca visitou.
Dê uma olá a quem nunca esperou.
Realize suas fantasias.
Sonhe acordado.
Grite alto.
Extrapole nas roupas.
Beba, não para ficar bêbado, mas para acompanhar os amigos.
Não sofra.
Não sofra por antecedência.
Não sofra por doença.
Não sofra por ninguém.
Fale o que deve ser dito, antes que seja tarde de mais.
Não há como prever quando esta brincadeira chamada VIDA vai acabar.
Comece namoros.
Termine namoros.
Faça novos amigos, sem esquecer os antigos.
Ajude caso alguém precisar.
De o braço se alguém precisar de um dedo.
Não lamente nada que não fez, corra atrás do tempo perdido.
Seja feliz e não fique somente desejando a felicidade.
Durma quando quiser.
Tome nescau e coma batatas fritas.
Chupe uma laranja, a vitamina C é sempre bem vinda.
Viva intensamente sua vida.
Vivemos todos neste mesmo mar turbulento chamado de VIDA.
Ela que nos enche de surpresas a casa momento.
É alguém que entra nela.
É alguém que sai dela.
É uma notícia estranha na TV.
É um capítulo engraçado de uma série.
É um capítulo muito bom do TWD.
Não há como prever quando chegará uma notícia ruim ou boa.
Um resultado de exame.
Um baque.
As vezes as coisas ruins acontecem, mas não restam dúvidas de que sempre alguém aprenderá com isso.
Deus escreve certo, em linhas tortas, no vapor sob o espelho do banheiro, na areia da praia, num caderno, numa agenda, na mão.
Ainda há tempo para todos.
Cada dia uma nova conquista por estar vivo,
Cada dia é mais próximo do fim.
A vida não é um filme de romance, que acaba com um "felizes para sempre" em 01h:30min.
O ''pra sempre'' nem existe.
Não levem a vida tão a sério.
Não se apegue a coisas materiais.
Nada se levará daqui, a não ser as coisas boas que sentimos.
Eu queria ter feito tanta coisa.
Eu quero fazer tanta coisa ainda.
Eu quero quantas doses de felicidade forem necessárias.
Eu quero alguém que me faça rir.
Se acredita tenta.
Se foi conquistado é porque tentou.
Se não foi conquistado, ao menos tentou.
Talvez nem era mesmo o correto.
Ao menos ninguém poderá afirmar que não tentei.
Antes de partir, eu quero ser feliz.
Eu quero morrer, morrer de felicidade.
Garçom, desce mais uma!
Mais uma dose de felicidade!

Como cheiro de carro novo


Em meio às cobertas,
Em meio ao frio,
Em meio ao nada...
Me encontrei no velho vazio.
Perdi sonhos, as palavras e a fala.
Já nem sei o que é aquele brilho no olhar,
Aquela coisa louca de se apaixonar.
Sei cantar.
Escrever.
Choro também, às vezes.
Choro também, todas as noites.
O velho medo impede que se tome um rumo.
O velho medo é a segurança de não cair naquele mundo.
Aquele cheiro de carro novo jamais retornou.

Ela está confusa.



Então, ela disse que seria melhor assim para ambos.
Ele disse que concordava, pois não estava feliz.
Agora ela, sozinha em seu quarto, 
O velho quarto de sempre,
Com seus objetos estranhos e engraçados,
Com seus ursos de pelúcia...
Seus instrumentos musicais...
Com seus livros...
Ela, ali, desolada.
Reflete que realmente fez tudo errado na vida.
Ao invés de aprender com o primeiro erro, ela continuou a errar.
Está certo, seres humanos erram, mas repetir os velhos erros, aí já é demais.
Ela começou da maneira certa, porém, hoje sabe que foi a maneira errada.
Ela chora.
Sente o arrependimento.
Arrependimento profundo.
Ela sente falta daquela vida,
Aquela, por dentro da barriga da mãe,
Onde não havia preocupação nenhuma.
Hoje, ela se sente outra pessoa.
Uma boa pessoa.
Uma pessoa melhor da que era antes.
Porém, ela ainda sente a falta daquela vida.
E se ela pudesse nela voltar, seria tudo diferente.
Ela estragou sua própria vida.
Agora ela chora, com ciência de que nada voltará
Cada lágrima que cai, é por esta dor enorme que a consome.
Ela não foi uma boa filha.
Não foi boa aluna.
Não foi boa namorada.
Não foi boa amiga.
Ela reconhece.
Reconhece todos os velhos erros.
Reconhece que não há mais como repará-los.
Ela sabe que só pode é fazer o bem daqui pra frente.
Ela não terá todos que ela quer consigo.
Sabe que será difícil.
Não sabe quando a dor passará.
Nem sequer sabe se passará.
Parece que nunca mais será feliz...
E ela reflete ainda mais...
Será que um dia ela foi realmente feliz?
Ela pode parecer, mas quem sabe,
Sabe bem, o quanto ela mascara.
Todos os anos de teatro na infância servem agora.
Ela precisa se encontrar.
Ela precisa sair, correr sem rumo.
Ela precisa fugir, fugir de si.
Mas já está perdida.
Fugida.
Sumida.
Ela precisa se encontrar.
Ela está confusa.
Ela precisa de alguém consigo também.
Ela precisa construir a vida.
Ela está confusa.

(maio de 2013)

A velha questão



Ela estava a se questionar,
Se para ele o tempo também passou,
Se talvez ele também mudou...
Se quem sabe dariam certos juntos novamente.
Aquele 17 de maio jamais sairá da sua mente.
Será tão natural como o ar que enche os pulmões.
Ela já nem sabe se conseguirá conter a saudade,
Meio ano já se passou e eles nem conversaram de verdade.
Ela mudou tanto.
Se olha no espelho e já não se reconhece.
Ela só queria voltar a fazer o que fazia,
Deixar sentir, como antes sentia.
E o espaço dele ainda está na cama dela.
Na mente.
No coração.
Ela ainda lembra aquela velha canção.
Outra noite que se vai.
Foi.
Passou.
Ela só estava a se questionar,
Afinal, são as perguntas que movem tudo.

A velha rotina



Ideias originais que surgem.
Fase conturbada, onde só alguns vencem.
Manter a cautela.
Seguir a velha rotina.
Só mais uma história que termina.
Excesso de individualismo.
Fase benéfica.
Aptidão para realizar tudo que estiver ao alcance.
Dar uma nova chance ao coração.

O Poder

Perceber como seria bom ter o Poder,
O Poder de superar uma dor,
O Poder de esquecer mágoas,
De esquecer um velho amor.
Como seria bom ter o Poder,
O Poder de reencontrar conforto onde antes só havia dor,
O Poder der esquecer aquele velho sabor.
Há muito para se refletir.
Seguir em frente...
Deixar que permaneçam os ensinamentos na mente.
Seria bom ter o Poder,
O Poder de não carregar velhos problemas,
O Poder de ter atitude,
A atitude essencial,
A atitude do desapego.

Sem perder a direção


Toda história é maior do que se pensa.
Toda história é menos do que se conta.
Algumas mal contadas.
Algumas ocultadas.
As verdadeiras verdades,
Não são nada além da velha felicidade.
Sem perder a direção,
Seguindo em frente, nesta história que não é ficção.
Deixar a chuva cair,
Sem ter motivos para deixar de sorrir.
Esquecer tudo aquilo que faz mal à mente,
Mal ao coração...
Cantar qualquer canção,
Seria o ideal para o momento,
Porém, ao invés disso, só me lamento,
Por ter feito tudo do jeito errado,
Sem deixar o desgosto de lado,
Sem esquecer o passado,
O velho mundo que meus sonhos persegue,
E me pergunto se a ainda consegue,
Consegue lembrar-se de nós naquele mar.
Lembrar das coisas boas faz toda esta dor passar.
Essa brisa que bem calma,
Transpassa minha alma...

Pare de olhar

Pare de olhar com esse olhar tão incomum, 
tão indiferente daquilo que era a gente.
Pare de olhar, com esse arrependimento.
Se eu, que sou eu, já nem mais me lamento.
Garoto, pare de olhar, o tempo não irá voltar.
Fez tudo o que fez, sem obrigação alguma.
Não foi jogo, não foi sorte nenhuma.
Tomou a decisão certa.
Agora estou aqui, de porta e janela aberta,
Esperando o amor bater, novamente...
Se é que me restou algum,
Comparado ao que eu era,
Me sinto incomum,
Você veio e ficou...
Você ficou e passou...
Passou,
E foi só isso,
Ainda bem...
Já não guardo mágoas,
Nem rancor,
Não guardo nada,
Já nem lembro o teu sabor...
A cor do teu cabelo,
Você veio pra estragar tudo.
Veio pra apagar meu brilho,
Agora estou oscilando...
Sofrendo,
Continuarei cantando,
Andando,
Correndo....
Pra onde o vento levar.
Seguirei sem rumo,
Assim mesmo,
Sou desse jeito...
Feita de defeito.
Vivendo apenas o hoje, com a certeza que o amanhã,
Pode nem aparecer...
Temos que viver o hoje, 
E o passado esquecer.
Temos que viver o hoje,
E o passado esquecer...
Esquecer.
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