NUNCA HÁ DESCRIÇÃO EXATA. Estas coisas mal pensadas. Estas porcarias recicladas. Estas poesias. Minhas. Só Minhas.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Insonia
Deitada desde as 19h de ontem,
Meu ser está cansado mas não adormece.
São 6h agora.
Os pássaros cantam a todo vapor ali fora.
Meus pensamentos me atormentam.
Eu sei bem que nada aqui faz sentido.
Sei que a única coisa exata é a dúvida.
Também não sei onde estás meu caro,
O que me resta é crer que habitas um lugar melhor que o meu.
Neste meu mundo de ilusões,
Habitas um céu durante o dia,
E nas noites, bem, sei que está por perto.
Me ajude a dormir.
Oh meu caro,
Porque partiste tão cedo?
Antes mesmo de eu dizer tudo o que ainda guardo...
Antes mesmo de eu dar o primeiro passo...
Falar a primeira palavra.
Se estivesse por aqui talvez poderia ser 'papai'.
Oh meu caro, não há explicação.
E talvez o Cassiano tenha razão.
O céu sequer existe.
Só há dor e mágoa em meu coração.
Porque pai?
Porque meu caro pai?
Estou farta de tantas dúvidas.
Estou farta há anos já.
E não há nada que eu possa fazer.
A não ser dizer,
Que nada faz mais sentido,
Sequer fez um dia.
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