quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Velejando



Um dia incomum,
Esse tal 02 de Novembro é sempre um mar de dor.
Sequer te vi este ano.
Sequer te visitei...
Sequer te vi em 21 anos.
Tantos planos, sonhos...
Expectativas.
Frustrações.
Sequer tenho certeza se me escuta.
Se escuta meu choro.
Minhas súplicas.
Eu realmente trilhei parte de um caminho errado,
Não há nada que eu possa fazer,
E ninguém vai sentar aqui na cama comigo e me explicar o porquê de tudo isso.
O porquê da tua partida.
Nunca findará a dor,
E ninguém irá suprir a falta do teu amor.
Pai, fique tranquilo.
Aliás sequer sei onde está como, posso desejar uma condição tua de estado emocional?
Não são mais dúvidas sobre o porquê de tudo,
São certezas de que nada mudará,
De que aquele dia não voltará.
E enfim, queria ao menos um dia,
Uma tarde que fosse,
Um almoço talvez.
Acho que Deus não é tão bom como dizem.
O que me resta é velejar o resto dos meus dias nesse meu mar de mágoas

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