segunda-feira, 18 de março de 2013

Bêbado de tanto Saber



Sente-se frio.
Sente-se cansaço.
Decepções.
Tristezas.
Desespero.
Solidão.
Ser.
Ser que é mal amado.
Ser que não abaixa a cabeça.
Ser que bebe.
Ser que desfruta de cigarros.
Marcara a felicidade.
Ser bêbado.
Bêbado de tanto Saber.
De tanto saber de coisas jamais esperadas antes.
De saber agora aquelas verdade ocultas.
De saber das verdadeiras verdades.
Bêbado de tanto Saber.
De saber que já se pode mais crer,
Naquele velho amor do amanhecer.
Bêbado de tanto saber que seu tudo,
agora é nada.
Bêbado de tanto saber que seu cheio,
agora é vazio.
Bêbado de tanto Saber.
E assim, este ser desiludido segue seu rumo,
Este ser, desiludido do Saber.
Este ser mal amado.
Este ser que dedicou-se a uma amor.
Amor que foi esfolado,
Esmagado entre os dedos...
Ester ser, que ainda assim,
Depois de todo este tudo,
Está vivo e vive a vida.
Entre idas e vindas.
Entre choros e sorrisos.
Entre o cair e levantar.
Cambaleando.
Quer somente viver,
Bêbado de tanto Saber.

(14/03/2013)

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