quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Na cadeira de balanço



Ficou até altas horas a imaginar,
Porque aquele rapaz a fazia sonhar,
E ele mal e mal imaginava,
Que a mente dela, já dominava.
É uma atração física e mental,
Mais do que isso, é espiritual.
Talvez seja verídico existir alguém,
Que a fará novamente do amor refém.
Talvez acordem juntos num domingo,
E ela continuará sempre sorrindo.
Ela ainda possui seus sonhos de infância,
A menina linda, com seus desejos bobos de criança.
O bouquet de rosas, o véu e grinalda,
O tapete vermelho, coberto pelo vestido branco e sua calda.
Talvez a loucura dele seja a dose que falta na vida louca dela.
Talvez se completem um dia, e ela há de se olhar pela janela,
E só agradecer.
Talvez ele perceba quanto tempo já perdeu,
Quando não teve tempo para ter tempo pra ela como prometeu.
Há de se esperar.
A resposta certa há de chegar.
Sentada em sua cadeira de balanço, com calma, ela continua a sonhar.
A sonhar, e a desejar.

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