Perco os sonhos.
Durmo aos poucos.
Durmo, por assim dizer,
Por apenas dormir.
O desejo é não acordar mais.
Muito tentei, mas, não obtive sucesso.
Já não sinto vontade de caminhar,
De sair,
De cantar.
Ainda escrevo, por assim dizer.
Por apenas escrever.
Encontro-me perdida,
Em meio à poesia.
Aqui,
Meu desabafo,
Minhas angústias,
Meu objetivo falho,
Minhas tentativas falhas de suicídio.
Falhas no viver.
Falhas no quase morrer.
Já não sinto vontade de trabalhar.
Trabalho, por assim dizer.
Não por apenas trabalhar,
Mas porque preciso.
Hei de quitar as contas,
Para que ninguém se obrigue depois.
Já nem a faculdade tenho vontade de ir.
Ainda vou, por assim dizer.
Não apenas por ir,
Mas para entregar o canudo à família.
Não possuo mais metas.
Meus sonhos, todos abalados.
Não quero nada além disso,
Nada além deste momento:Eu, em minha cama.
Sem ninguém por perto.
Só o silêncio que grita em minha mente.
Pensamentos me atormentam.
Sinto a brisa vindo da janela.
O mensageiro do vento faz sons ritmados,
E eu, estou comigo.
Quero ir embora,
De mim,
De tudo,
De todos.
Não pertenço a este mundo,
Não por assim dizer,
Apenas por não pertencer,
E deixar o nada evidente.
O vazio, por assim dizer.
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