NUNCA HÁ DESCRIÇÃO EXATA. Estas coisas mal pensadas. Estas porcarias recicladas. Estas poesias. Minhas. Só Minhas.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Invisibilidade humana.
E nesse caminho,
Sigo sozinho,
Muito cansado,
Sem ninguém ao lado.
A barba por fazer,
Sem ninguém pra enlouquecer.
Na parada do ônibus, todos me olham,
A cara,
A cor,
Meu trabalho,
Minha falta de amor.
Invisível sou aos olhos de muitos.
Somente os bons e poucos reconhecem minha importância.
Limpo os mais belos caminhos,
Das manhãs dessa cidade.
Sem mim, as primeiras horas matinais,
Gerariam pensamentos mortais.
Repare bem em todo o lixo.
Há quem pise.
Outros, apenas limpam.
Como eu.
A invisibilidade humana há de ter fim.
O que seriam das construções sem pedreiros?
Das vidraças quebradas sem vidraceiros?
Dos machucados em ladeiras sem as enfermeiras?
Dos caminhos daqui e dali,
Sem a existência de um gari?
Ao meu grande amigo, Bigode, que limpa o calçadão todas as manhãs ;)
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