sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

E destes quase vinte anos.

Há tempos recolho-me
Recolho-me às escondidas,
Em meio a muitas despedidas...
Em meio a garrafas e cigarros...
Onde encontro tamanho conforto,
Que não encontro em quem me amarro.
O panorama embaçado novamente,
Coisas que agora penso, amargamente.
Recolho-me nestes quase vinte anos.
Recolho meus pensamentos em baixo dos panos.
O que mais penso agora,
É daqui desta cidade, ir embora.
Recolho-me nestes quase vinte anos.
Já são quase vinte anos de estranhezas.
Já são quase vinte anos de fraquezas.
Já são quase vinte anos em busca da felicidade.
Em meio a tanta obscuridade.
Recolhe-me.
Acendi algumas velas, no fim desta estrada...
Vejo aquela luz...
Aquela coisa já não tão vaga...
Aquela coisa que um pouco me seduz.
Me seduz e me embala,
Rumo a uma nova caminhada.
O cigarro se apaga.
Já são quase vinte anos.
Quem sabe quando forem os vinte anos exatos,
As coisas que quero, aconteçam de fato.

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