Tão logo se pensa naquele olhar penetrante.
Naqueles fios lisos de cabelos, negros e brilhantes.
Naqueles detalhes... os quadros, o brinco.
Tão logo se pensa. Eu não minto.
O panorama, aqueles momentos.
Já não acontecia algo assim há tempos.
Tão logo se pensa na melodia silenciosa,
E numa certa luz negra tenebrosa.
O quarto. O carinho.
O não estar sozinho.
A satisfação.
A emoção.
Tão logo se pensa em todo o bom gosto musical.
E o jeito quase perfeito, transformando certa vida em vendaval.
Tão logo se pensa nos instrumentos, na voz e no tom.
Na alegria. No tirar sarro. Libriano com dom.
Tão logo se lembra dos olhos cravados.
Tão logo se sente medo de futuros olhos molhados.
Aquele velho galpão.
Toda aquela magia à escuridão.
Tão logo alguém sentimental,
Grava em sua mente um tutorial.
Tão logo, não se pensa numa futura caminhada,
Mas, apenas naqueles segundos de felicidade roubada.
Tão logo se pensa que muita coisa pode acontecer.
Condeno-me apenas a escrever.
Tão logo, tem-se muito a rabiscar no papel,
Mas, agora faz-se apenas desta mente um céu.
Um céu de imaginação.
Um céu de fantasias.
Um céu de emoção.
Futuras músicas e poesias.
Tão logo, talvez seja.
Tão logo, talvez seria.
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