Já amei muito, e tenho somente meus –quase- vinte anos.
Já depositei quase todas as minhas fichas nesse tal de amor.
Fui sempre eu mesma, de corpo e de alma.
Aquela alma que eu tinha, e que hoje está morta,
Podendo ressuscitar a qualquer instante.
Todos têm seus problemas.
Sendo jovens ainda, até não serem mais.
Amando, até o amor acabar.
Tentando, até desistir por cansaço.
Rindo, até chorar e doer a barriga.
Respirando até o último suspiro.
Já amei muito.
Amor que foi esmagado entre os dedos de outrem.
Amor que foi esfolado na parede.
Restou o amor próprio.
Este sim não acaba.
E é desta planta que brotará o outro amor.
O velho amor, que confunde a cabeça.
Nenhum comentário:
Postar um comentário