sábado, 26 de janeiro de 2013

Assim, eu.

Olho pela janela,
Vejo todas estas árvores, 
Que coisa tão linda e bela.
Todo este verde que acalma,
Todos estes pássaros, que brincam com o vento, e transpassam a alma.
Todas estas nuvens, que formam lindos desenhos,
Sem nenhuma explicação, nem mesmo empenho.
Olhos pela janela, todos estes belos detalhes,
Agora, nem tudo me anima, assim como ímpares e pares.
Nem tudo traz aquela pequena alegria,
Quero viver este mundo que vejo da janela, com tua cia.
Me esforcei tanto em tudo.
Até nas unhas.
Até nos livros.
Até nas palavras.
Porque nada se tornou útil ou agradável?
Porque não mais encantou?
Isto não é algo comparável.
Isto é algo que alguém usou e abusou.
Assim,
Com defeitos,
Cheio de detalhes lindos e problemas que ainda têm jeito.
Assim, eu,
Sem aquela antiga magia.
Assim,
Como só você sabia.
Assim, eu,
Sem mais aquele brilho que era maior que purpurina,
Assim, bem assim, imagina.
Queria aposentar as palavras,
Os versos, poemas e músicas pensadas.
Assim, deste jeito,
Mas já está tudo cravado em mim, já está feito.
Assim, só assim.
Assim, eu,
Fim.

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