segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Não sei ao certo

Desejei boa noite e vim deitar.
Pentear os cabelos e após descansar.
Talvez eu tenha vindo escrever,
Sobre aquele ser.
Sobre o ter e o ver.
Sobre o caminho escuro que fiz até chegar em casa.
Onde eu vi um vaga-lume,
Encontrei objetos perdidos.
Encantei-me com bolhas de sabão...
Pensei nos dias e noites que já passei...
Pensei em palavras para estes.
Pensei em palavras para versos para estes.
Pensei em palavras para versos para poemas para estes.
Para estes dias e noites que tenho passado.
E agora estou aqui.
Com este caderno velho.
Com esta caneta verde carregada de gliter numa mistura de cheiro de menta...
Com estes pensamentos bagunçados.
Tentando apenas crer nos próximos versos.
Que logo estarão no papel,
Mas, ainda estão na mente,
Deixarei pra depois.
Ouço os galhos das árvores, eles rebatem-se conforme o vento lá de fora.
E tu? O que ouves?
Sirenes de ambulâncias?
Gritos de crianças?
Buzinas de carros?
Agora o vento parou, ouço grilos e sapos-boi.
Esta é a minha diversão.
Meu canto.
Meu eu.
Eu.
Agora, pentearei os cabelos, e após, descansar.

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