As coisas esgotam.
A taça de decepção transborda.
A tática é continuar fingindo que está em outro país.
E sem meio de se comunicar.
Mais fácil.
A gente nunca ouve o que quer.
A gente fala o que quer, e ouve o que não quer.
A tática é não dar bola pras viagens mentais dos outros.
É recíproco entre nós.
A sós, ou com todos.
Quer que eu viva sem fingir nada?
Quer saber se eu apenas vivo, sem esperar nada?
Já não espero.
Quer que eu ache alguém que me mereça?
Dizes que sente algo...
O que sente?
Que eu amo teu ser?
Que eu estou louca?
Que ainda creio que isso dará certo?
Não desisti, só cansei.
Só me preocupo com quem gosto.
Preste atenção.
A vida não é uma bola que forma um mundinho ao redor da
tua cabeça.
Tu não és mais um, eu já disse.
Já disse e repito.
Não és mais um
Nem pra mim
Nem pro mundo.
És único,
Sem tirar nem acrescentar nada,
Entende?
Eu não acho nada de ninguém nem por ninguém.
Eu não vivo no ‘’achismo’’.
Eu vivo de incertezas e não de certezas.
A única certeza é que o destino é incerto,
Que o mundo gira,
Que tudo que vai, volta,
E se alguém sai da tua vida, é porque outro alguém
entrará.
São as incertezas que movem o mundo.
Trouxestes-me inspiração.
E tudo é válido.
E não há esta de “alguém que me mereça”
Eu te escolhi!
E se não dá, não dá.
Pronto.
Paciência.
O mundo gira.
Quem sabe um dia,
Quem sabe noutra vida.
Quem sabe.
Meus versos pra ti,
Por ti,
Sobre ti,
Todos são válidos.
É arte.
Não se joga fora.
Não se perde.
Não se esquece.
Só se guarda.
Num baú.
Para ficar ali, pra quando eu quiser dar uma olhadinha...
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