quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A insegurança


Um pouco disto,
Das coisas que eu insisto,
Das coisas que eu desisto.
Da flor,
Da semente do amor,
Da cor,
Da ausência de sabor.
O amor é complicado,
O amor é distraído,
E sim,
Ele machuca.
Ninguém para,
Ninguém escuta,
Ninguém quer,
Ninguém vê,
Ninguém crê...
Ninguém sai,
Ninguém vai,
Ninguém corre atrás.
Das coisas que eu insisto,
Das coisas que eu desisto...
Eu tento, tento,
Eu tento e não me lamento.
Eu tento e desisto,
Eu quero e insisto.
A insegurança,
Destrói,
Destrói e corrói,
O que há por dentro.
A insegurança é o medo,
De ver tudo à tona novamente,
O tudo,
Daquele todo,
Aquele todo,
Que machuca.
A insegurança destrói,
Estraga,
Desamarra qualquer laço.
Então agora,
Eu me desfaço,
De tudo que eu era antes.

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