quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Hoje morreu


Hoje morreu.
Hoje sumiu, se escafedeu...
Abandonastes.
Fugiu.
Não deixou vestígios.
Qualquer ser insignificante que passar na rua.
Serás assim, qualquer pessoa.
Qualquer nada.
Hoje morreu.
O quente, ficou frio.
O que era cheio, está vazio
O existir, inexistente.
O meu tudo, agora é nada.
O meu tudo, agora é desprezo.
É motivo de minha ignorância.
Hoje morreu.
Fiz tua mala.
Jamais me olhe.
Jamais me toque.
Jamais apareça ao meu horizonte.
Jamais embace novamente meu panorama.
Hoje morreu.
Cortou meu coração.
Um rumo sem resposta.
Um começo jamais começado.
Esta coisa louca e boa, chegou ao fim.
Hoje morreu.
E tanto faz o que disser ou pensar.
Neste tabuleiro de xadrez, eras o Rei.
Neste tabuleiro de xadrez, te dei o Xeque.
Hoje morreu.
Morreu pra mim.

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